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Andy Warhol

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'J'ai toujours pensé que j'aimerais avoir une tombe sans rien dessus. Pas d'épitaphe. Pas de nom. J'aimerais, en fait, qu'on écrive dessus : fiction.'

Quand Andrew Warhola (1928-1987) arrive à New York en 1949, il a tout juste vingt et un ans, et s'est déjà fixé un destin : devenir célèbre. Le jeune homme d'origine ruthène va alors fabriqué Andy Warhol, ce personnage médiatique, adulé, controversé, qui veut tout et fait tout. Il est peintre, sculpteur, photographe. Il est acteur, homme de télévision, mannequin. Il est producteur d'un groupe de rock, directeur de magazine. Il est dramaturge, cinéaste, romancier. Il crée un univers, la Factory, où circulent librement drogue, sexe, artistes, voyous. Il dit vouloir être une machine. Il annonce que bientôt tout le monde connaîtra un quart d'heure de célébrité internationale. Il assure n'aimer que les choses ordinaires et refuser l'originalité. C'est un vrai rebelle, génial, inventif, underground et post-moderne. Derrière sa perruque platine et sa désinvolture affichée se cache un créateur exigeant, fragile, dont la vie et l'œuvre tendent à notre monde moderne un miroir désenchanté et plein d'humour. Plus qu'un modèle, c'est un mythe : un nouveau Prométhée.

336 pages, Pocket Book

First published October 1, 2009

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Profile Image for Yuri Ulrych.
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November 4, 2022
(Texto em Construcao) Andy Warhol, filho de pais imigrantes, nasceu em Pittsburgh, Pensilvânia em 1928. Antes de Andy nascer, na Europa Central, região dos Cárpatos, hoje Eslováquia, na cidade de Miková, quase divisa com a Polônia, sua futura mãe, Julia Warhola não queria se casar. Ao voltar da primeira viagem dos EUA, o apaixonado Odrej de perfil honesto e trabalhador pediu sua mão em casamento frente ao pai dela. A posição contrária causou várias contendas violentas, contudo acabou se convencendo, seu afável pretendente lhe enviava doces, doces e mais doces. Odrej via na imigração o apanágio necessário para o refúgio dos palcos de conflito da Europa. Naquele tempo, Miková era uma aldeia de fronteira com a Polônia onde não se falava polonês, ucraniano, nem húngaro, mas sim, uma fusão dos três idiomas, o ruteno. Por conta da Primeira Guerra Mundial, Julia juntou seu dinheiro para ir de encontro ao marido nos EUA. Andy, caçula dos irmãos John e Paul Warhola, cujo nome não passava de uma abreviação de Candy (doce) apelido dado ao pai. Dentro das rodas da alta sociedade, Andy se recusava a gourmetização da gastronomia, em posição irônica, defendia seu pessoal paladar infantil dizendo só ter vontade de comer doces. Não à toa, o artista participou de propagandas televisivas para empresas de Fast-food, o que relaciona-o diretamente ao que ele chama de coisas tipicamente americanas, por exemplo, a coca-cola do mendigo é a mesma do presidente, assim como o cachorro-quente que a rainha Elizabeth comeu na Casa Branca não se encontraria nem por 20 cents no Palácio de Buckingham. Do ponto de vista de sua origem refugiada, isso era fascinante, já que sua família viveu numa Europa onde a aristocracia comia repolho com perdiz, enquanto os mais pobres comiam repolho sem perdiz ou perdiz sem repolho, nesse mesmo princípio democrático da cultura de massa, de metodologia crítica, Andy Warhol expandiu sua pop art.

Quais talentos da Europa Central Andy Warhol herdou de seus pais? Em casa, Julia Warhola desenhava, cantava e dançava música folclórica para seus filhos, e de quebra, vendia seu artesanato pelo bairro a partir de latas de sopa Campbell, o pequeno Andy acompanhava tudo desde o início da produção. A doença de São Guido isolou-o da escola, de ensino remoto, em casa, tirava boas notas. Nessa infância isolada deu-se a perspectiva de um distanciamento seguro sobre tudo à sua volta, tal desprendimento indiferente fez dele alguém envolvido na arte de fazer arte evitando a profundidade psicológica das coisas, assim como fazem os homens de negócios. Pela admiração estética ao dólar, motivo recorrente em sua obra, e também, de seu modo de vida, Andy Warhol detestava cartões de plástico, muitas vezes fazia compras com sacolas de papel kraft cheias de dinheiro. Em sua festa de aniversário, o seu presente favorito, um banho de moedas. De volta ao fio da meada, Odrej saía para trabalhar como caixeiro viajante, já tendo outros empregos como operário, de tempos em tempos ficava longe de casa. De volta à família, ele criava ferramentas para facilitar a vida no lar, bem como talhava ícones da igreja bizantina católica. Feito alguns sacrifícios, Odrej e Julia também deram para Andy uma câmera fotográfica que se tornou uma tecnologia inseparável do seu método de trabalho. A família morou em três casas, para ir ao templo levava-se 3 horas de caminhada, na última residência, a família teve um pouco mais de conforto, no entanto seu pai veio a falecer ainda jovem. Artesanato, iconografia, e tecnologia, na infância solitária, acompanharam seu desenvolvimento de futura personalidade artística. Apesar do forte ciúme dos irmãos completamente opostos a essas sensibilidades, incentivado pela mãe, aos 9 estudou nas oficinas de arte no Carnegie Museum com crianças de vários estratos sociais.

Fim da Segunda Guerra Mundial, ao ingressar na vida adulta, em vez de ir pelo caminho da licenciatura em história da arte, Andy opta pelo bacharelado em artes-visuais na Carnegie Tech, hoje Carnegie Mellon. Seu meio de vida, organizar vitrines. De saúde frágil, quase perdendo a bolsa de estudos por faltas, os mestres já planejavam dar sua vaga para algum aluno que voltava do front. Anos depois, Philip Pearlstein contou das dificuldades de Andy em entender o que os professores esperavam dele. Nada tinha de radical, ou de inconformista, apenas desenhava o que lhe aprouvesse, como motivos Art Noveau parecidos com Beardsley ou Mucha. Mas o ensino primava o currículo, naquele momento, o realismo social. A esperança estava na entrega de um trabalho que pudesse surpreender a todos, então, Andy fez uma reportagem pictórica da vida marginal nos pardieiros de Pittsburgh rendendo-lhe um prêmio de 40 dólares. A Carnegie Tech conceituou-se a partir dos ideais da escola New Bauhaus de Chicago dirigida por Moholy Nagy, metodologia cujo ideal fundamentava a inserção da arte moderna à arte aplicada como projeto de integrá-las a arquitetura envolvendo a produção em série de objetos industriais de decoração, mobília e design. Efeito da imigração de artistas refugiados da Alemanha nazista, vítimas da perseguição e do fechamento da escola de arte Bauhaus, assim como Moholy Nagy, professores, membros e fundadores transferiram-se à procura de trabalho nos EUA. Walter Gropius lecionou em Harvard. Mies Van der Rohe criou o Illinois Institute of Technology. Assim sendo, com essas experiências de reprodutibilidade técnica, Andy Warhol não demorou muito em fazer de sua arte um meio de produção em série. Antes de Nova Iorque, Andy participou da exposição de Artistas Associados de Pittsburgh e teve censura no quadro "Meu rosto puxei dela, mas posso limpar meu nariz sozinho".

Neste júri, o artista alemão refugiado George Grozs defendeu-o pela obra apresentar a independência de pensamento de Andy Warhol frente a crítica pictórica tendo como essência uma caricatura modernista de si mesmo. No entanto, outros membros do comitê mantiveram a votação contrária à pintura. Ponto de virada na carreira de Andy Warhol, a partir daí começou a varrer o puritanismo vitoriano do senso comum acadêmico norte-americano, mesmo ainda não sabendo o que viria a ser depois. O próximo desafio seria viver em Nova Iorque junto a seu amigo Philip Pearlstein, o primeiro apartamento teve indicação por um de seus mestres. A condição dos apartamentos, nesse início infestados de baratas, funcionavam como ocupações artísticas das quais logo tiveram que sair por pressão de moradores. Prefiguração pop, o pontapé inicial dessa fase aconteceu cedo ao trabalhar como ilustrador publicitário de revistas e jornais importantes, "Charm", "Glamour", "New York Times". Isso se deu pelo fato dele fazer uma visita ao seu colega da Carnegie Tech, George Klauber, naquele tempo assistente do diretor de arte da revista "Fortune". Em vista de tal possibilidade de emprego, Andy colocou em prática o verso registrado em sua filosofia, "seja pobre, pense como rico". Sendo assim, ao entregar seu currículo nas redações de imprensa, Andy aparecia limpo, terno puído, ao abrir seu portfolio caíam baratas mortas sob a mesa do contratante. Certa feita, contratavam-no solidários ao bem-estar de um jovem artista promissor, que em pouco tempo elevou seu padrão de vida, de modo a contratar assistentes de arte durante à sua produção. A técnica ilustrativa: 1) dobrar ao meio um papel mata-borrão, 2) desenhar em um dos lados a lápis. 3) repassar os traços com nanquim. 4) rebater uma superfície à outra. 5) Descartar a original. 6) ficar com a cópia decalcada. A partir de 1952, seu trabalho publicitário ganhou vários prêmios.

Como colaboradora, Julia Warhola caligrafou, em 1954, o livro ilustrado "25 Cats Name Sam and One Blue Pussy" de Andy Warhol, flerte ao mercado colecionador, esse trabalho deu a tônica dos próximos trabalhos, a produção em série de cópias limitadas de sua produção artística. Desde então, encomendas de capas de livros e discos chegavam à sua mãe. Bem sucedido, no ano de 1960, comprou uma casa de três andares na Upper East Side, Manhattan, distrito de N.Y., nessa mudança, sua mãe veio junto para lhe dar cuidados. 1961, a pintura pop de Andy Warhol rompeu o paradigma expressionista abstrato marcado pelo subjetivismo instintual do gesto reativo. O surgimento avantgaard de reproduções ampliadas em itens ausentes de psicologismo trazia a repetição de itens comerciais feitos à mão sem irregularidades de pincelada, traço e volume. Andy Warhol representou parte da ruptura definitiva ao paradigma abstrato. Nas vitrines da grande loja de artigos de luxo Bonwit Teller expôs sua nova carreira nas seguintes obras: Advertisement, Superman, Popeye, Before And After e Little King. Em 1962, por notar Roy Liechtenstein, desistiu da ampliação de histórias em quadrinhos para trazer a técnica da serigrafia para a pintura. Assim explorou novas séries em éfigies de Coca-Cola, Campbell, cédula de dólar, Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor, Elvis Presley. Na Ferus Gallery em L.A. ao dividir espaço com outros artistas apresentou os 32 "retratos" de Sopa Campbell pintados à mão. Em dificuldades de arranjar um galerista em N.Y., o agente Emile de Antonio, também cineasta, arrumou-lhe a Stable Gallery, um velho estábulo reformado, segundo o qual seria "a mais bela galeria de N.Y." de sua colega Eleanor Ward. Lá expôs: Do it Yourself, Marilyn Diptych, Gold Marilyn Monroe, 129 Die, Close Before Striking, Red Elvis, Troy Donahue, Dance Diagram, uma série de latas Campbell, células de dólar.

Choque cultural em visitas guiadas, professores interpretavam sua obra às raias da imposição comercial norte-americana frente ao mundo. Ponto de vista negado pelo artista. A radicalidade de Warhol não traz nenhum toque pessoal ao igualar arte a objetos não artísticos. Sem sabermos qual chamá-los de arte, Arthur Danto, décadas mais tarde, afirmou que a obra de Warhol propôs um novo problema conceitual a filosofia da arte ao trazer para dentro da pintura a representação semântica de objetos desconsiderados do mundo da arte. Transição e mudança, a pergunta dos conservadores sobre o que era arte voltou à tona. Todavia, nesse movimento, pela vanguarda, a dianteira da compreensão estética das artes visuais deixou de ser absorvida interna e subjetivamente no mundo adentro transigindo para uma fruição deslocada externa e objetivamente do mundo afora. Na reprodução de suas imagens, Andy imitava os passos semióticos da máquina.



Ano marcado pelo óbito de celebridades Marilyn Monroe, Martin Luther King, John Kennedy. Antecipado aos eventos, Andy Warhol percebeu que dava cores à mortalidade.






. Bem sucedido, seu primeiro ateliê particular já contava com a unidade desocupada de um corpo de bombeiros.
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