É impossível não começar a comentar sobre este gibi sem dizer o quão belamente ilustrado ele é, fantástico, colorido, detalhado até dizer chega, uma pena que é o máximo que se pode falar sobre ele.
Tudo bem, posso ter exagerado, mas é muito triste ver que o sucessor do excelente Destino Adiado ser apenas isso, a trama, apesar de se passar no mesmo ambiente de seu sucessor não consegue trazer as mesmas nuances e sutilezas ali apresentadas.
Se em destino é muito divertido participar do "voyerismo" do protagonista, aqui, é completamente entediante passear com a protagonista, o que é, certamente, intrigante visto que em Destino Adiado nós, junto com o protagonista, ficamos presos aquele casebre apenas observando o mundo de fora e mesmo assim a dinâmica é muito melhor.
Dito isto, o que salva são os belos quadros criados por Gibrat, se há uma critica aos rostos por vezes iguais de seus personagens, o mesmo não pode ser dito de suas paisagens, seja de manhã ou a noite cada pedaço desenhado aqui transpira beleza, um verdadeiro orgasmo visual.
E é isso, não há mais nada, belo e vazio, ah, gostaria de comentar ainda uma escolha no mínimo duvidosa na edição, não é um problema da editora nacional, mas algo que já vem de lá, nos créditos antes das pinups tem uma pequena galeria dando enfoque em alguns momentos para mostrar a beleza do traço do autor, até aqui, tudo bem, o problema é que a cena escolhida foi completamente infeliz, talvez, o momento mais atroz da historia ser posto aqui é de péssimo tom.