Em conjunto a amigos, em 1845, Dostoiévski fazia parte de alguns círculos literários logo após o sucesso imediato da publicação de Gente Pobre; exaltado pela primeira obra e tão logo desdenhado por O Duplo, passando por dificuldades financeiras, compôs 4 e ajudou em um 5º folhetim que viriam a ser publicados pelo almanaque intitulado O Trocista.
Após superado o ano da censura, publicado os folhetins, esses eram compostos de tudo um pouco, de modo que o autor tinha liberdade para trazer a tona os temas relevantes da época, seja crônicas, artigos científicos populares até temas literários e sociais.
Dostoiévski, utilizando, portanto, da liberdade narrativa, abordou em suas publicações os temas que lhe eram mais caros diante da sociedade russa de 1840, em especial quanto a estruturação social e cultural tão presente na época.
É, de tal modo, sob a temática da Rússia as vistas do ocidente que o autor compôs seus escritos, a exemplo, no primeiro folhetim, o narrador discorre acerca do movimento intelectual que se opunha a ocidentalização da Rússia, do descaso para com a cultura local, exaltando sempre as óperas italianas, os escritores ingleses.
Assim, com forte influência de Dickens, Gógol e Balzac, os folhetins representam embriões de temas que veríamos logo mais em Humilhados e Ofendidos e Noites Brancas, sendo mais um bom copilado da fase inicial do autor, ainda que não estejam ao mesmo patamar de suas grandes obras.