Obra de "banda desenhada" satírica de combate político particularmente relacionado com as eleições que então se avizinhavam em Portugal, as legislativas de 5 de Outubro de 1980 e as presidenciais de 7 de Dezembro desse ano, e assumidamente (na nota preambular) destinada a influenciar o voto da "juventude das nossas escolas e liceus", em favor da «Aliança Democrática» (coligação entre o PPD/PSD, o CDS e o PPM).
Augusto José Sobral Cid, nascido na Horta, em novembro de 1941, foi um cartunista e caricaturista político e ilustrador português. Frequentou o curso de Escultura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.
Colaborou nos seguintes jornais e revistas: A Parada da Paródia, A Mosca, Diário de Lisboa, Lorentis, Observador, O Século, Vida Mundial, O Jornal Novo, Povo Livre, A Tarde, O Dia, O Diabo, Semanário, O Independente, Focus, Grande Reportagem e Sol. Colaborou ainda com a estação televisiva TVI.
Cartunista provocador, perseguido após o 25 de abril e censurado, satirizou frequentemente figuras como Álvaro Cunhal, Pinto Balsemão e Ramalho Eanes (dois dos livros de Cid sobre esta personagem, O Superman e Eanito, el Estático, foram apreendidos judicialmente). A investigação do desastre aéreo de Camarate foi uma das causas que abraçou.
Em setembro de 2012, retirou-se do cartoon, passando a dedicar-se apenas à escultura. Nesse âmbito, destacam-se a estátua dedicada a Nuno Álvares Pereira, na Avenida Torre de Belém (Lisboa), e a peça de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, localizada entre a Avenida de Roma e a Avenida dos Estados Unidos da América, também em Lisboa.
Faleceu a 14 de março de 2019, aos 77 anos, vítima de doença prolongada.
Cartoons editoriais, «um espaço de opinião política».
Cartoonista [que] criou o seu traço, que [...] lhe sai naturalmente, mas [que se preocupa] com a eficácia da mensagem, ou seja, com a componente de humor e crítica sem a qual o trabalho falha no seu objectivo.
Terceiro livro apreendido judicialmente de Augusto Cid, O Último Tarzan, mais uma vez focando Ramalho Eanes, [...] voltou às bancas quase de imediato.