Com Henrique Cymerman o risco é estarmos sempre no olho do furacão. Este livro é uma viagem excitante: ao Médio Oriente, claro, num retrato único de conflitos e de personagens, com Arafat e com chefes árabes, misteriosas madrugadas dentro.
Mas não só. Este livro é um turbulento registo na primeira pessoa: o premiado jornalista Henrique Cymerman leva-nos a dar um passeio pela história da sua vida. E não esconde nada. Do Porto a Abu Dhabi via Telavive, o autor fala-nos da infância, da decisão de emigrar para Israel, até às surpreendentes conversas com o Papa Francisco, que o nomeou «Anjo da Paz»: está aqui a límpida amizade e o riso franco dos dois.
Este é um livro em que se arrisca a morte, em que se insinuam «segredos de Estado» ou as mais intrincadas conspirações internacionais e em que tudo se resolve com uma arma, a do diálogo e da diplomacia.
Neste Conversando com o Inimigo, o jornalista Henrique Cymerman dá-nos uma lição de diplomacia, num livro de memórias, que é, afinal, um livro de História, de Política, de Humanidade e de esperança, para reflexão actual e memória futura.
Agora, após o 7 de Outubro, Cymerman quis actualizar o seu livro: «O massacre do Hamas do dia 7 de Outubro, é a maior chacina do povo judeu desde o holocausto», afirma Cymerman.
Conversando com o Inimigo, tem agora a sua 4.ª edição, actualizada e reflectindo já o ataque do Hamas de 7 de Outubro.
Nasceu no Porto em 1959. Licenciou-se em Ciências Políticas e Sociologia pela Universidade de Telavive, onde fez o mestrado em Ciências Sociais. É correspondente no Médio Oriente da SIC, da Globo News do Brasil, da Univision dos EUA, da Telecinco de Espanha e Chanel 2 israelita, bem como dos jornais La Vanguardia e do Expresso. Professor catedrático na Universidade Interdisciplinaria de Herzlia, é autor do livro Entrevistas no Centro do Mundo, publicado em Portugal e traduzido para espanhol, hebraico, árabe e inglês. Entre as suas numerosas distinções contam-se as comendas da Ordem Infante D. Henrique e a Ordem do Mérito do Rei de Espanha, o Prémio Daniel Pearl e o recente Prémio dos Direitos Humanos em Espanha pelo seu trabalho em prol da paz na recente visita do Papa Francisco ao Médio Oriente, que o apelidou de «anjo da paz».
Gostei muito deste livro. Escrito de uma forma simples, descreve situações que foram acontecendo na vida do autor. Por um lado, histórias pessoais muito interessantes e por outro lado, a incrível criação do estado de Israel e a sua interacção com os países vizinhos. Fiquei a conhecer um pouco melhor o complexo medio-oriente e tal como o autor refere várias vezes, nada é o que parece no médio-oriente. Recomendo vivamente este livro.
I recently finished reading *Conversando com o Inimigo* by Henrique Cymerman, and it turned out to be one of the most enlightening and human books I have read about the Middle East.
Cymerman brings a rare perspective to a region that is so often reduced to headlines and political slogans. Instead of presenting a distant geopolitical analysis, he takes the reader into the human side of the conflict, sharing personal encounters and conversations with leaders, diplomats, and ordinary people on both sides. What makes the book truly remarkable is the author's ability to show complexity without losing empathy.
The narrative flows like a series of intimate windows into history in the making. Through his experiences as a journalist and mediator, Cymerman reveals how dialogue. Even with those considered enemies ,can open unexpected paths toward understanding. The book reminds us that behind every conflict there are individuals, stories, fears, and hopes.
What I appreciated most is the balance between journalistic rigor and personal reflection. Cymerman does not try to simplify the conflict; instead, he helps the reader understand its depth, contradictions, and the fragile opportunities for peace that sometimes emerge in the most unlikely places.
*Conversando com o Inimigo* is not only a book about the Middle East. it is a book about the power of conversation, listening, and courage. It challenges the reader to think beyond divisions and to recognize the humanity on all sides.
A thoughtful, courageous, and deeply relevant read. Highly recommended.