MAKTUB, particípio passado do verbo Ktab (escrever), é a expressão característica do fatalismo muçulmano. Maktub significa «estava escrito» ou «tinha de acontecer». Aliás, o conceito de fatalismo, no Alcorão, em nada difere da forma como se apresenta na Bíblia. Quando o árabe, nos momentos de dor ou angústia, exclama Maktub! não declara, com essa expressiva palavra, um grito de revolta contra o destino. Maktub é apenas uma fórmula clássica, perfeitamente ortodoxa, por meio da qual o crente reafirma que o seu espírito está plenamente conformado com os desígnios insondáveis da vontade de Deus.
Em MAKTUB! saberá como o jovem Fauzi Nalik foi forçado a fugir depois de ter pintado o retrato do rei Mahendra, que tinha um nariz disforme. Descobrirá o segredo do sábio da Efelogia, aquele que sabia todas as palavras começadas por F. Porque é que qualquer historiador que queria relacionar os soberanos cruéis que dominaram as terras do Islão teria forçosamente de incluir o nome do sultão Ali-Hassan El-Muttalid?... E muito mais, em cerca de quarenta extraordinárias histórias, sempre surpreendentes, que revelam de um modo supreendente o mistério do mundo árabe.
Malba Tahan, full name Ali Yezzid Izz-Edin ibn-Salim Hanak Malba Tahan, was a fictitious Persian scholar. He was the creation and frequent pen name of Brazilian author Júlio César de Mello e Souza. According to the dedication and introductory chapters of The Man Who Counted (ostensibly written in the month of Ramadan in the year of the Hijrah 1321, corresponding to November 1903), Malba Tahan was a native and well-connected resident of Baghdad, a sharif (a descendant of Caliph Ali Ibn Abi Talib), and a hajj (a Muslim who made the pilgrimage to Mecca). In the year of the Hijrah 1255 1839, Malba Tahan moved to Constantinople with his lifelong friend Beremiz Samir, the namesake of Malba's book The Man Who Counted. ..... «Biografia: Filho de uma professora e com 11 irmãos, Malba Tahan é na realidade o pseudónimo de Júlio César de Mello e Souza, professor de matemática e possuidor de múltiplos talentos, entre eles o de contador de histórias tradicionais, que foi acima de tudo um pedagogo visionário preocupado em reflectir sobre os métodos de ensino. Dele se diz que, na sala de aula, lembrava um actor empenhado em conquistar plateias e as suas propostas didácticas tinham tanto de ousadas quanto de inovadoras. A Matemática foi o terreno por excelência que escolheu para transmitir conteúdos pedagógicos de forma lúdica e divertida, embora enquanto criança preferisse as letras aos números. Assinando com o seu próprio nome, ou sob o pseudónimo Malba Tahan – que, sem hesitação, poderíamos considerar como um seu heterónimo, tão impressionantemente real foi a existência ficcionada deste duplo autor – Júlio César de Mello e Souza produziu 69 contos e 51 livros de matemática. O interesse despertado por esta obra, expoente máximo que une em perfeita simbiose o mundo das letras e a capacidade narrativa com os números, não cessou desde a sua publicação. Júlio César de Mello e Souza nasceu em 1895, no Rio de Janeiro, e faleceu com 79 anos num hotel do Recife, onde ia dar mais uma conferência, em 1974. » in http://www.presenca.pt/autor/malba-ta... «Em homenagem ao escritor, que morreu em decorrência de um ataque cardíaco em 1974, o dia 6 de maio é o Dia do matemático.» In http://educacao.globo.com/literatura/...
Quando me emprestaram este livro, não me apercebi que era do mesmo autor de O Homem que Sabia Contar, que não me tinha deixado grande impressão... (https://www.goodreads.com/review/show...)
Alguns contos são engraçados, ou mesmo interessantes, mas dos 30 que compõem este livrinho, (alguns com apenas 2 páginas) só gostei mesmo de um deles, "Uma Lenda Quase Musical" (embora tenha atribuído 3* benevolentes a alguns outros).
Para completar a classificação individual dos contos que fui fazendo ao longo da leitura (ver updates), faltam os seguintes:
O Palácio das Mil e Tantas Luzes - 3* O Fumo Vendido - 2,5* O Gato do Xeque - 2* Bom, Mas Não Muito - 2*
Recomendado a quem goste de contos breves/brevíssimos, e do ambiente oriental, no qual decorrem a maior parte das histórias.
When I borrowed this book from a friend, I didn't realize it was by the same author than The Man Who Counted, which hadn't made a good impression on me... (https://www.goodreads.com/review/show...)
Some of these tales are funny, or interesting, but of the 30 short stories (some only 2 pages long) that make up this little book, I only really liked one of them, "An Almost Musical Legend" (though I gave 3 benevolent stars to a few others).
Recommended to those who like short/really short stories, and an oriental setting, in which most of the stories take place.
Um livro de contos curtos, na sua maioria sobre a cultura árabe e o modo de pensar deste povo, mas de uma forma mais fantasiosa e afastada da realidade, aproximando-nos mais dos contos das mil e uma noite. O seu nome significa, como se encontra referido no próprio livro: “Maktub, particípio passado do verbo Ktab (escrever), é a expressão característica do fatalismo muçulmano. Maktub significa “estava escrito” ou “tinha de acontecer”. Aliás, o conceito de fatalismo, no Alcorão, em nada difere da forma como se apresenta na Bíblia. Quando o árabe, nos momentos de angústia, exclama Maktub! não declara, com essa expressiva palavra, um grito de revolta contra o destino. Maktub é apenas uma fórmula clássica, perfeitamente ortodoxa, por meio da qual o crente reafirma que o seu espírito está plenamente conformado com os desígnios insondáveis da vontade de Deus.” É uma leitura muito agradável, simples, leve e divertida, boa para uns momentos de distracção e relaxamento.
Conto a conto: - Destruir o próximo (Paulo Coelho) - 3,5* - A pequena luz azul - 3* - O sábio da "Efelogia" - 3* - A ultima vontade do rei Hibban - 3* - A glória de Chan-N-Li - 3* - O nariz do rei Mahendra - 3* - Os calções de Salim - 2,5* - O elefante do Sultão - 2,5* - O vendedor de conselhos - 4* - A lendas das bactiaris - 3* - O pescador de pérolas - 2,5* - Os gansos de Natal - 3,5* - O coleccionador de coincidências - 4* - Devorador de reis - 3* - A lenda do país perdido - 2,5* - O elefante furioso - 3* - Um lenda quase musical - 3* - Sassevasá - 3* - O castigo - 3* - O homem maravilhoso - 3,5* - A primeira pedra -3,5* - O clube dos silencioso - 3* - A sopa - 3* - As mercadorias do diabo - 3,5* - Doutor Papagaio - 3* - A lenda da vela azul - 3* - Cão três vezes - 2,5* - O palácio das mil e tantas luzes - 3* - O fumo vendido - 3,5* - O gato do xeque - 3* - Bom, mas não muito - 2,5*
NO GERAL: Gostei dos contos - achei uns engraçados, uns não entendi e outros foram super interessantes - foram profundos e filosóficos e outros leves e cheios de humor! :p
» CLASSIFICAÇÃO CONTOS INDIVIDUAL:
Destruir o próximo - 4 estrelas A pequena luz azul - 3 estrelas O sábio da «Efelogia» - 3 estrelas A última vontade do rei Hibban - 4 estrelas A glória de Cha-Na-Li - 3,5 estrelas O nariz do rei Mahendra (Lenda do Cáucasso) - 3 estrelas Os calções de Salim - 2 estrelas O elefante do Sultão - 1 estrela O vendedor de conselhos - 2,5 estrelas A lenda dos Bactiaris - 2,5 estrelas O pescador de pérolas - 3 estrelas Os gansos do Natal - 2,5 estrelas O coleccionador de coincidências - 4,5 estrelas Devoradores de reis - 3 estrelas A lenda do país perdido - 1 estrela O elefante furioso (parábola hindu) - 3,5 estrelas Uma lenda quase musical - 3 estrelas Sassevasá - 3 estrelas O castigo - 4 estrelas O homem maravilhoso - 2,9 estrelas A primeira pedra (lenda oriental) - 4 estrelas O clube dos silenciosos - 3,5 estrelas A sopa (do folclore árabe) - 3 estrelas As mercadorias do diabo - 2 estrelas Doutor Papagaio - 1 estrela A lenda da vela azul - 3 estrelas Cão três vezes - 3 estrelas O palácio das mil e tantas luzes - 3,5 estrelas O fumo vendido - 4 estrelas O gato do xeque - 2 estrelas Bom, mas não muito - 2,9 estrelas