Que caminhos interatuantes as comunicações e as artes vieram percorrendo, especialmente, no último século e meio, desde que o campo das comunicações passou a ocupar lugar cada vez mais dilatado nas culturas das sociedades industriais e pós-industriais? Que conseqüências a revolução tecnológica trouxe para as artes a partir da invenção da fotografia? Quais foram as reações dos artistas diante da hegemonia dos meios de comunicação? Que apropriações e usos os meios de comunicação têm feito da arte? Que papéis sociais e vitais a arte pode desempenhar na ambiência cultural das mídias?
Maria Lucia Santaella Braga) é uma pesquisadora brasileira e professora titular da PUC-SP com doutoramento em Teoria Literária na PUC-SP e livre-docência em Ciências da Comunicação na ECA/USP. É fundadora do "CS games", Grupo de Pesquisa em Games e Semiótica da PUC-SP, além de professora da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas EESP-FGV, nas áreas de Novas Tecnologias e Novas Gramáticas da Sonoridade, Relações entre o Verbal, Visual e Sonoro na Multimídia e Fundamentos Biocognitivos da Comunicação.
Basicamente, um livro sobre o Século XX. Um bom livro; porém, se você estiver focado no que vem acontecendo, digamos, de 2010 para cá, você não precisa lê-lo.
Ou melhor, pode at começar a ler, mas não precisa ser antes do segundo parágrafo da página 60, ou seja o segundo parágrafo da segunda página do último capítulo.
Porque antes disso, é meio deprimente, quando já se está considerando bibliografia voltada ao que já nasceu digital e encontrar de novo toda aquela conversa, que começa no Modernismo, passa pelo Pós-modernismo, a década de 80 nos EUA e blá, blá, blá... ao longo disso, você se depara com palavras tão "curiosas" como "artemídia", "máquinas interativas" e "dígitos discretos", passando pela "hibridização" e o CD-ROM, como se fosse tendência e, no Walter Benjamin AINDA, como se ele fosse Rushkoff ou Jenkins.
Benjamin é o mais fino dentre todos os finos, mas dizer que ele continua sendo "referência essencial" para se pensar `"à frente"... Isso é puro apego; não dá mais para estudar redes, big-data, hi-def, transmedia, crossmedia e etc através das mesmas categorias do Marxista Barroco mais querido da História do Universo... O paradigma já mudou, e pronto. E eLLa bem sabe disso, vide o último parágrafo do livro
A Santaella é divammm, mas é gente, e como toda a gente, também sofre de seus maneirismos --- Mas as últimas 7 páginas e meia são bem úteis.
MASSS>>> Caso você tenha nascido de 1997 para cá, eu RECOMENDO SIM, o LIVRO inteiro, DESDE A PRIMEIRA PÁGINA. Existe uma coisa fascinante chamada HISTÓRIA que você deveria experimentar
___ Consideração de ordem secundária Tem uma coisa da qual eu sempre discordei deLLa, e vou discordar para sempre: essa conversinha de "modelo computacional da mente" e "pós-humano". O primeiro termo é o velho determinismo do Século XIX disfarçado do que poderia haver de mais moderno, e o segundo é puramente hubrístico. (E se você não acredita em mim, saiba que Miguel Nicolelis himself também não acredita que a singularidade seja realmente possível.
E SE VOCÊ SEQUER SABE QUEM É MIGUEL NICOLELIS EU NÃO VOU PERDER MEU TEMPO discutindo, pois tenho mais o que fazer.
Enfim, não é só porque algo é tendência que se trata do arcabouço conceitual mais sério disponível.