Um livro de contos escrito com lâmina em vez de pena. Nele, a palavra não consola nem explica: fere, acusa, provoca, colocando a cru todas as inquietações e tormentos do ser humano. Papini transforma o ensaio em combate moral, misturando lucidez cruel, paixão intelectual e um desprezo quase profético pelas ilusões modernas. Cada conto pulsa entre o pensamento e a violência do mundo, como se a linguagem fosse ao mesmo tempo, denúncia e ferida aberta. É uma obra intensa, incómoda e viva.
Aconselho vivamente a leitura do conto "O Homem que não pôde ser Imperador"