Através do mágico destino de sete crianças judias, deportadas pelo rei D. João II de Portugal para o arquipélago de São Tomé e Príncipe, é a aventura do homem diante da Criação que se narra aqui. Abel, contador destas histórias, regista além das suas seis crónicas de maravilha, a de Raquel, a realizadora de feitiços, a de Débora, a dona de bordel, a de Caim, o senhor da traição, a de Benjamim, o menino deus, a de Séfora, a proprietária de engenho, a de Jairo, o traficante de escravos. E em todos estes relatos o sobressalto do diálogo com o poder, igual em vários lugares e em vários tempos, a manha e a coragem de que se tece, a agrura e a exaltação que dele resultam.