Tomando como ponto de partida as crónicas semanais do Expresso e peças várias de diversos casos que atendeu no seu divã, José Gameiro construiu estas duas personagens, Manuel - o piloto de aviões - e Maria - a bancária -, que se debatem com os grandes dilemas e os pequenos conflitos da vida conjugal. Embora sejam um casal exemplar, têm de enfrentar as suas crises. Quando surge uma sensual italiana, como vão eles equilibrar o seu amor? Como poderão ultrapassar os ciúmes, a traição, a saudade, a inveja? Através dos anos de experiência do psiquiatra, esta ficção torna-se também modelar para muitos dos problemas que qualquer marido e mulher poderão encontrar.
José Gameiro nasceu em 1945, licenciou-se em Psiquiatria e, mais tarde, doutorou-se em Psicologia. Foi membro fundador da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, em 1978, e fundador do Instituto de Terapia Familiar. É autor de diversos livros científicos e escreveu também em colaboração com Daniel Sampaio (Droga, Pais e Filhos (1978) e Terapia Familiar (1985)). Escreveu crónicas sobre Terapia Familiar para o Expresso, O Jornal e Diário de Notícias. Até que o amor nos separe é a sua primeira obra de ficção.
De leitura fácil, com temas muito comuns aos casais. Ainda assim, não é o casal tipo (este com estabilidade financeira e um deles com uma profissão que o faz estar muitas vezes fora) e os temas de discussão foram abordados com demasiada leveza. Esperava um pouco mais.
Leitura fácil e rápida. História interessante com traços bastante comuns às histórias de muitos casais mas com algumas particularidades que fazem desta uma relação única. Não pude deixar de rir em alguns momentos e ficar surpreendido com o final.
Uma historia muito doce que retracta a vida de um casal igual a tantos casais com problemas, mas que se esforça por viver o dia-a-dia com os filhos. Gostei da forma como é descrita a relação das personagens e principalmente do texto que de vez em quando encontramos entre os capítulos, pequenas reflexões que o autor faz sobre os comportamentos da Maria e do Manel. A ideia de termos o diário de cada um e assim conhecer o ambiente em que vivem foi muito boa e apesar de não ser novidade, torna a história um pouco mais intima e calorosa. Ao lermos, podemos até relembrar algumas partes das nossas vidas, dos amores e desamores, da atracção louca e da mágoa corrosiva, dos filhos que tanto ama-mos, mas que também podem prejudicar uma relação a dois, tantos acontecimentos que nos podem marcar e transformar para sempre. Gostaria de dar os parabéns ao autor por este trabalho extraordinário e também quero dizer que fico à espera que escreva mais um livrinho.
Já agora, deixo também duas passagens do livro que adorei: “Nós somos, nas relações com os outros, como um avião que se faz à pista. Se se pode aterrar, aterra-se;se não se pode, borrega-se. A decisão tem variáveis bem definidas, não há lugar para dúvidas.” “Já me casei muitas vezes.Se soubesse o que sei hoje, continuava a casar-me, mas nenhum homem entrava lá em casa.”