Uma historia muito doce que retracta a vida de um casal igual a tantos casais com problemas, mas que se esforça por viver o dia-a-dia com os filhos. Gostei da forma como é descrita a relação das personagens e principalmente do texto que de vez em quando encontramos entre os capítulos, pequenas reflexões que o autor faz sobre os comportamentos da Maria e do Manel.
A ideia de termos o diário de cada um e assim conhecer o ambiente em que vivem foi muito boa e apesar de não ser novidade, torna a história um pouco mais intima e calorosa. Ao lermos, podemos até relembrar algumas partes das nossas vidas, dos amores e desamores, da atracção louca e da mágoa corrosiva, dos filhos que tanto ama-mos, mas que também podem prejudicar uma relação a dois, tantos acontecimentos que nos podem marcar e transformar para sempre.
Gostaria de dar os parabéns ao autor por este trabalho extraordinário e também quero dizer que fico à espera que escreva mais um livrinho.
Já agora, deixo também duas passagens do livro que adorei:
“Nós somos, nas relações com os outros, como um avião que se faz à pista. Se se pode aterrar, aterra-se;se não se pode, borrega-se. A decisão tem variáveis bem definidas, não há lugar para dúvidas.”
“Já me casei muitas vezes.Se soubesse o que sei hoje, continuava a casar-me, mas nenhum homem entrava lá em casa.”