O mundo vive uma epidemia causada por um vírus desconhecido, o Bola. O vírus já matou muita gente, inclusive o avô de Vítor, um garoto super esperto de treze anos, magricela, com espinhas na cara, que vive alienado do mundo na frente de seu computador. Por causa da Samara, por quem é apaixonado, o jovem descobre um jogo na internet, o Skull, e acaba entrando pra misteriosa Sociedade da Caveira de Cristal. Para avançar no jogo, Vitor tem de deixar o computador ligado, a internet conectada e pegar no sono, pois é em sonho que o jogo continua. Assim, todos os jogadores sonham o mesmo sonho e vivem a mesma aventura. Mas Vítor, Samara e o esperto Jorjão (que é dono de uma lan house) percebem que algo está errado nessa história e que, juntos, poderão salvar o mundo do Bola.
Andréa del Fuego é natural de São Paulo, Brasil, onde nasceu no ano de 1975. Trabalhou em publicidade, fez produção de cinema e realizou duas curtas-metragens. Colaborando em várias revistas, inicia-se na escrita com Minto enquanto Posso (2004). Uma primeira coletânea de contos seguida por Nego tudo (2005), Engano Seu (2007) e Nego Fogo (2009). Em paralelo experimenta o juvenil com Quase Caio (2008) e Sociedade da Caveira de Cristal (2008), e o registo infantil com Irmãs de Pelúcia (2010), estando também incluída em diversas antologias de contos. Com Os Malaquias (Brasil 2010/Portugal 2011), foi finalista do Prémio São Paulo de Literatura e do Prémio Jabuti, na categoria romance, e vencedora do Prémio Literário José Saramago, tudo em 2011.
Talvez, se o tivesse lido anos atrás, quando o ganhei da escola, teria lembranças de uma grande aventura vivida nos livros.
Hoje, as interações de um menino de 13 anos com o mundo, apesar de recheadas de problemas adultos, me soaram um pouco infantis demais.
Claro que soariam, eu também deveria ter feito minha parte e lido quando estava nos meus 13 anos. Agora, resta admitir que se trata de um bom livro, e que por minha própria culpa eu não pude desfrutar de toda a emoção que ele carrega aos olhos de um pré adolescente.
Tenho vontade de ler esse livro desde o ensino médio, só agora dei uma chance a ele, com 33 anos, me arrependo de não ter lido antes, teria me divertido muito lendo na adolescência, não que não tenha me divertido agora, mas ler com uma mente de adulto da uma perspectiva diferente, principalmente depois de ter vivido de fato uma pandemia. Apesar de achar algumas coisas sobre o skull, muito mal explicadas, e e ter um final apressado e com menos explicações ainda, me diverti muito lendo, a cabeça do Victor é de um adolescente que vive fantasiando com coisas aleatórias da cabeça urgente de um adolescente, que beiram a comédia do absurdo e nonsense, muitos momentos eu me peguei rindo a toa das coisas que ele falava ou pensava sendo tão irônico, só tenho como defeito mesmo na obra a falta de explicação pra algumas coisas, em específico o Jorjão que surgiu, praticamente salvou o mundo, e foi viver tranquilamente, sem nenhuma explicação e nada acontece feijoada, segue a vida.
Samara: Vítor, você está ou não está comigo?/Vítor: Na saúde e na doença.
Ganhei o livro da minha mãe e, logo que li a sinopse, achei que seria algum tipo de cópia de Sword Art Online(usarei a sigla SAO ao longo da resenha) ou uma pré-distopia.
Me enganei quanto à primeira afirmação, já que em SAO os jogadores ficam presos no jogo e não conseguem voltar, no livro eles ficam presos ao jogo, tanto no computador(como acontece tantas vezes na vida real) quanto na continuação em sonho coletivo dele.
O personagem principal é um garoto de 13 anos(Idade adulta não reconhecida segundo ele mesmo) chamado Vítor. Ele é magrelo, branquelo, cheio de espinhas e, o melhor de tudo, nerd. Mas todas essas qualidades são as que ele mesmo se descreve, porém, ao longo do livro notamos que ele é na verdade: fofo, inteligente, metido à mais velho, e um romântico com uma autoestima incrível! Nada abala ele em sua incansável corrida romântica!
Podemos notar isso pelo motivo pelo qual ele entrou no jogo chamado Skull: Samara, uma patricinha bonita e metida.
Samara perdeu o irmão para o jogo e, como ela não entende nada de computadores, pede ajuda de Vítor.(Qualquer semelhança com a Penny e o Leonard de The Big Bang Theory é mera coincidência...) Dentro do jogo existe uma facção chamada Sociedade da Caveira de Cristal, que reúne diferentes grupos de todo o mundo todos os sábados para que eles tenham sonhos coletivos como segmento do jogo em alta realidade.
Fora do mundo virtual, um vírus perigoso começa a circular pelo mundo atacando pessoas acima de 35 anos inicialmente. O vírus foi denominado Bola por conta do seu formato. Esse vírus é incrivelmente letal e isso causa repercussão mundial e preocupa autoridades e famílias, remetendo muito ao vírus H1N1 e todo o caus que ele causou .
Todos esses acontecimentos fazem com que o livro fique alucinante e com um ritmo bem rápido(Você lê umas 100 páginas em menos de uma hora). Além do livro ter capítulos curtos e ser divididos em partes, o que acelera ainda mais a leitura.
Andréa criou personagens tão comuns, que você chega a se lembrar de alguém no meio da leitura, podendo ser um amigo ou alguém que você encontra na rua, na escola ou até no trabalho! Fora que o jogo MMORPG numa mistura de The Sims, Minecraft e estratégia militar era muito divertido e parecido com milhões que vemos na internet( Eu até lembrei um pouco da minha fase Grand Chase).
Enfim, o livro condiz com a realidade atual e consegue ser leve, divertido e não ser um livro infantil irritante, mesmo porque existem certas partes um pouco complexa para se dizer infantil. Recomendo esse livro para qualquer um ler (adulto, criança e até adolescente) e se divertir com Vitor e suas aventuras em dois mundos: O real e o virtual.