Muito feliz que peguei esse livro aleatoriamente numa pousada onde vim passar as férias.
Uma história muito dura, do êxodo forçado das famílias de arrendatários, indo em direção à Califórnia em busca de oportunidades. Os personagens são muito cativantes, e entre a narração da jornada dos Joad tem capítulos de contextualização com uma escrita bem poética, levando a algumas reflexões bem pertinentes.
Tinha guardado várias citações mas vou por aqui só uma das que mais gostei:
"O homem, que é mais que a sua composição química, caminhando na terra, batendo numa pedra e entortando seu arado, empurrando firmemente a rabiça do seu arado (...) esse homem, que é mais que os elementos que o compõem, sabe também que a terra é mais que o simples resultado de sua análise química. Mas o homem da máquina, fazendo rodar um trator morto através das terras que ele não ama nem conhece, entende somente da química; desdenha a terra e desdenha a si próprio. Quando as portas de chapa ondulada são fechadas, ele vai para casa, e sua casa não é a terra, não é o campo livre."
Ansiosa para ler agora o segundo volume :)