Por que vivemos atualmente momentos de tanta dor e angustia? O que acontece no plano espiritual de nosso orbe? O êxodo de espíritos do planeta Terra já começou? Qual será o destino dos homens? Onde estão os espíritos superiores que nos amparam nestafase de transição? Como podemos contribuir para que o mundo seja de fato um mundo novo? Por onde começar? Demonstrando a grande preocupação dos irmãos espirituais que nos amparam, Lucius nos traz mais uma vez, através da saga de espíritos ao longo de1700 anos de história, uma visão da realidade atual da humanidade e do papel daqueles que estão aqui, vivendo este momento. Leva-nos a conhecer o caminho que estas almas percorreram rumo à elevação espiritual e como conquistaram a libertação da consciência através do amor e do Evangelho. Os caminhos que todos nós de alguma forma percorremos até estarmos hoje, com a abençoada possibilidade da vida e da escolha de nossos destinos nas mãos.
O livro é dividido em 3 grandes partes e um ponto positivo é a lembrança de quem são e foram os personagens ao longo de toda narrativa.
Na primeira fase é a continuação da primeira obra com os envolvidos ainda em Capela e suas definições de quem irá para a Terra para novas encarnações. A parte "humana" passa-se em Roma ainda com o Império e o surgimento do Catolicismo. Aqui a ligação da história e personagens com o leitor ainda é meio truncada.
A segunda parte inicia-se na República Checa em 1402 e tem Verônica como personagem principal. A moça possui uma forte mediunidade assim como sua mãe e ambas são consideradas bruxas pelos religiosos. Quando a mãe morre, a protagonista se vê sozinha no mundo, porém, é ajudada por ser verdadeiro pai e acaba virando freira em Praga. A partir de então, acompanhamos a saga da moça e sua problemática de não aceitar sua condição e ao mesmo tempo sem conseguir lidar com seus dons mediúnicos. Outro personagem importante e que chama a atenção é o padre Jan Huss. Na contramão dos seus companheiros de religião, o mesmo é estudioso dos fenômenos mediúnicos e verdadeiramente religioso em todos os aspectos. Nessa segunda parte, a Espiritualidade já está bem mais forte e atuando e o leitor começa a se conectar com os personagens e a história em si.
Também nessa fase temos outra encarnação de Verônica que agora é Stephanie. Agora com dons mediúnicos mais potencializados, ela é filha de um casal religioso mega convencional e através da sua mediunidade descobre que tinha um irmão, onde o mesmo ficava escondido pela dupla ter vergonha. Descontrolada mediunicamente, a moça encontra em Eric em refúgio, compreensão e amor verdadeiro. Os dois se casam e tudo estava indo bem quando nasce Daniel. O menino não tem as duas pernas e mãos e torna-se um desafio diário, principalmente para Stephanie que cresceu em um lar com questões estéticas fortíssimas.
Já a terceira parte acontece entre Nova York e Brasil em 1997 e depois de Fausta, Verônica e Stephanie, agora temos a médica Isabela. A moça passeava pela cidade com seu irmão quando um mendigo é atropelado e a ela vai socorrer. O moço em questão é Peter e, assim, inicia-se uma ligação espiritual e amorosa forte entre os dois, assim como a contínua mediunidade da protagonista. Ao contrário das outras encarnações, dessa vez, a moça mergulha na Espiritualidade e resolve estudar a Doutrina assim como desenvolver os dons mediúnicos que sempre esteve tão presente em si. Indo no caminho inverso, Peter de estudioso passa a ganancioso. Também temos as questões do apego ao corpo e o quanto o não perdoar o próximo é prejudicial para seguir em frente. Além disso, o livro mostra como os espíritos "do mal" atuam para prejudicar as Casas Espíritas e aqueles que fazem o bem.
O texto é de fácil entendimento e a leitura vai em uma crescente. No começo é truncado, depois torna-se interessante e fica mega envolvente no fim a ponto de você já querer ler a continuação que é Renascer da Esperança.
Agora entendi os motivos de Jornada dos Anjos ser um clássico. A autora fez tudo com tanto capricho, ricamente detalhado e não deixou nenhum ponto solto. Fantástico!
O livro relata sobre a história do cristianismo, os interesses arianos, a trindade, personagens vindos de capela como Constantino, a questão da reforma protestante, dentre outros temas. É enfocada a lição de que não devemos nem nos cobrar demais e nem relaxar diante da nossa vivência espiritual. O livro mostra que espíritos mais conscientes tem medo de reencarnar. A dor é aprendizado resultante do orgulho. A nova energia do planeta vai fazer muitos espíritos encarnados se sentirem mal segundo o autor espiritual. Qualquer atitude no bem é um trabalho e o mundo espiritual está sempre conosco, nos amparando. Devemos nos dedicar mais ao espiritual para ver o resultado acontecer. Tudo vale à pena quando agimos no bem. A cada trecho de narração da história bíblica o livro trás uma parte de análise relacionada ao plano espiritual. Os arianos acreditavam que Jesus era um enviado de Deus, mas de natureza exclusivamente humana. Os éditos posteriores de Constantino visavam infundir em seus súditos a aversão pelos arianos. O livro trás a reencarnação dos personagens da época de 324 d.C no ano de 1402, 1841 e dias atuais. Eis alguns trechos que mais gostei da leitura: “...Desde o Concílio Ecumênico de Nicéia o cristianismo passou a ser gradativamente desvirtuado, desfigurado, deturpado pelo egoísmo, orgulho, vaidade, interesses pessoais e deslumbramento pela visão dos poderes temporais do mundo. Várias foram as tentativas de restabelecer à verdade, e muitos morreram com esse intuito... A resistência contra o bem se intensificava, e muitas falanges de espíritos infelizes e recalcitrantes no mal espalhavam sua influência entre todos os povos... Aqueles espíritos recalcitrantes no mal tinham urgência de ampliar sua área de ação. Deviam passar a exercer maior controle sobre a mente dos seres humanos, fazendo-os servir voluntariamente aos seus intentos. Era necessário entorpecê-los, anestesiar ainda mais suas consciências, para que não visse, não ouvisse e, principalmente, para que não conseguissem pensar... Cada ser humano tem seu livre arbítrio e estabelece sintonia com aquilo que deseja. Esses espíritos nunca dominam aqueles que não lhes dão guarda mental. Ainda que exerçam influência sobre todos, só conseguem manipular os que lhes abrem espaço mental... Confiemos em Deus. Ele conhece todas as coisas e seus desígnios são justos e perfeitos... Confiar em Deus é, acima de tudo, saber que Ele sempre nos dará o melhor, em todas as circunstâncias... O expurgo das criaturas recalcitrantes no mal começou há muitas décadas e vem se intensificando. Logo, muitas almas deixarão o planeta, exiladas para mundos em fase primitiva de desenvolvimento... A transição está no ápice, e gradualmente ocorrerá a purificação... No entanto, o planeta vive neste momento o Armagedom profetizado por João, no Apocalipse: a luta entre o bem e o mal se trava por toda parte. Essa luta, que muitos julgam ser entre as nações e Deus, de fato já acontece, envolvendo os poderosos da Terra e todos aqueles que insistem em violar as leis divinas que comandam o Universo... A criatura necessita indagar de si mesmo o que faz, o que deseja, a que propósito atende e a que finalidades se destina. Faz-se indispensável examinar-se, emergir da animalidade e erguer-se para senhorar o próprio caminho...”
Obviamente mais cansativo e repetitivo que o primeiro, ainda assim é uma obra interessante que muda ao longo de suas 3 partes, tornando-se revigorante.