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As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant
As Lágrimas Amargas de Petra von Kant é uma peça, levada ao cinema em 1972, escrita e dirigida pelo prolífico Rainer Werner Fassbinder. Tem um elenco formado exclusivamente por mulheres e desenrola-se em casa da protagonista, Petra von Kant. Acompanha a dinâmica das suas complexas relações com outras mulheres.
82 pages, Paperback
First published January 1, 1971
About the author
Rainer Werner Fassbinder
76 books64 followersGerman film director, screenwriter, and actor. He was one of the most important figures in the New German Cinema. Being one of the most representative of modernism in cinema, he filmed more than forty film in his 16 years career and also signed scripts and plays that later have been used by others directors.
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Community Reviews
Displaying 1 - 15 of 15 reviews
May 31, 2022
Tiene algunas cosas interesantes, pero desde luego no es una obra para ser leída.
La traducción tampoco me ha gustado.
La traducción tampoco me ha gustado.
July 5, 2014
Rating: 3.5
The problem I had with this play is how fast the relationship occurred. They were introduced to each other by a mutual friend and were around each other for a couple of minutes before one of them had to leave. Naturally, they arranged a date for the next evening, which I considered perfectly fine, but once on a date they started expressing their love for each other and decided to move in together. Right after that, a brand new act begins in which they seem to be in a middle of a relationship...
While the rest of the play was brilliant on its own, the lack of the process of meeting and starting a relationship constructed an emotional barrier between me and the characters that stayed firm all throughout the play. I could not fully believe Petra in a manner that I viewed her behaviour as overreacting, even attention-seeking, rather than an act of full-on madness caused by desire/love. I believe that without the first two acts (or with the addition of an act or two between their date and the I love you's ) I would give this play 5 stars, because from the act 3 onwards the dialogue is really captivating, depicting what solitude and unrequited love can do to a woman.
P.S. Maybe the problem, however, lays in the fact that it is a play and hence consists only of dialogues with very few stage directions. Written to be performed (more than to be read), the missing link might be in the silent interaction between the actresses, which cannot be seen in this form. I am, therefore, very interested in seeing the movie version of this work in order to see if the mentioned problem of the abrupt start of the relationship was taken care of and how.
The problem I had with this play is how fast the relationship occurred. They were introduced to each other by a mutual friend and were around each other for a couple of minutes before one of them had to leave. Naturally, they arranged a date for the next evening, which I considered perfectly fine, but once on a date they started expressing their love for each other and decided to move in together. Right after that, a brand new act begins in which they seem to be in a middle of a relationship...
While the rest of the play was brilliant on its own, the lack of the process of meeting and starting a relationship constructed an emotional barrier between me and the characters that stayed firm all throughout the play. I could not fully believe Petra in a manner that I viewed her behaviour as overreacting, even attention-seeking, rather than an act of full-on madness caused by desire/love. I believe that without the first two acts (or with the addition of an act or two between their date and the I love you's ) I would give this play 5 stars, because from the act 3 onwards the dialogue is really captivating, depicting what solitude and unrequited love can do to a woman.
P.S. Maybe the problem, however, lays in the fact that it is a play and hence consists only of dialogues with very few stage directions. Written to be performed (more than to be read), the missing link might be in the silent interaction between the actresses, which cannot be seen in this form. I am, therefore, very interested in seeing the movie version of this work in order to see if the mentioned problem of the abrupt start of the relationship was taken care of and how.
June 22, 2023
entendí pero no entendí pero entendí pero
April 1, 2025
otro drama más de bolleras, me encanta. Espectacular la música, escenografía, escenario… Un 10 para la adaptación de Matadero. Ahora solo me queda la peli.
May 12, 2015
Drama Queen! :P
August 4, 2023
4.5
No sé con qué fin se hizo este libro pero yo me cague de risa. Te entiendo petra we're just mujeres obsesionadas con la persona que amamos
No sé con qué fin se hizo este libro pero yo me cague de risa. Te entiendo petra we're just mujeres obsesionadas con la persona que amamos
July 22, 2024
"As Lágrimas Amargas de Petra von Kant" (Die bitteren Tränen der Petra von Kant) é uma das obras mais aclamadas e viscerais do dramaturgo e cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder, lançada originalmente como peça de teatro em 1971 e adaptada para o cinema pelo próprio autor em 1972. O texto expõe as dinâmicas de poder, a dependência emocional, o sadomasoquismo psicológico e a crueldade nas relações afetivas através de um elenco exclusivamente feminino.
Sinopse
A narrativa acompanha Petra von Kant, uma estilista de moda arrogante, rica e bem-sucedida que vive em Frankfurt. Após passar por dois casamentos fracassados, Petra mantém uma relação abusiva de servidão e humilhação com a sua assistente e secretária silenciosa, Marlene. O equilíbrio dessa dinâmica é rompido quando Petra conhece Karin Thimm, uma jovem de origens humildes que deseja introduzir-se no mundo da moda. Petra apaixona-se obsessivamente por Karin e propõe-se a patrocinar a sua carreira e abrigá-la em sua casa. Contudo, assim que alcança o sucesso, Karin assume uma postura fria, manipuladora e infiel, invertendo os papéis de submissão e arrastando Petra para uma espiral de desespero e degradação emocional.
Recensão Literária
A obra destaca-se como um estudo anatómico sobre a posse e a humilhação. Fassbinder desconstrói o mito do amor romântico, transformando-o num jogo mercantilizado onde o afeto é sinónimo de controlo económico e submissão psicológica. O drama assume um tom claustrofóbico e melodramático de contornos trágicos, estruturando-se em cinco atos bem delimitados que simulam as fases da decadência de Petra. O texto é cirúrgico ao demonstrar que, nas relações sociais e amorosas sob a ótica capitalista, é impossível amar sem tentar escravizar ou acabar escravizado.
Contexto Histórico
A obra insere-se no Novo Cinema Alemão e nas vanguardas teatrais do início da década de 1970 na Alemanha Ocidental (RFA).
• Pós-Guerra e Milagre Económico: A Alemanha vivia as consequências do seu rápido crescimento económico, que trouxe também a superficialidade burguesa, o materialismo e o isolamento individual.
• Libertação Sexual e Feminismo: Apesar de abordar o desejo lésbico numa era de crescentes discussões de emancipação, Fassbinder recusa-se a idealizar as relações marginalizadas. Em vez de criar uma utopia feminista, ele demonstra que as mulheres são perfeitamente capazes de replicar as mesmas estruturas patriarcais e opressivas de dominação.
Descrição e Evolução das Personagens
• Petra von Kant
o Descrição: Uma mulher de meia-idade, sofisticada, narcisista e intelectualizada. Orgulha-se da sua suposta independência e emancipação dos homens.
o Evolução: Inicia a narrativa no topo do seu poder e arrogância. Ao apaixonar-se por Karin, expõe a sua fragilidade extrema. Termina a história num estado de colapso nervoso patético, despida das suas perucas e máscaras sociais, para depois tentar alcançar uma redenção através de uma tardia (e questionável) autoconsciência.
• Karin Thimm
o Descrição: Jovem, atraente, pragmática e de extração social baixa. Exibe uma aparente ingenuidade que esconde um forte instinto de sobrevivência.
o Evolução: Entra na vida de Petra como uma figura submissa e dependente. À medida que ganha fama e autonomia financeira através do dinheiro de Petra, torna-se cruel, indiferente e cruelmente honesta sobre a sua falta de sentimentos reais, abandonando Petra sem qualquer remorso.
• Marlene
o Descrição: A secretária e criada de Petra. Não profere uma única palavra ao longo de toda a obra, comunicando-se apenas através de olhares, da postura corporal e do som agressivo da sua máquina de escrever.
o Evolução: Tolera os abusos diários de Petra por uma devoção submissa mas cúmplice. No final, quando Petra sofre a sua transformação e decide tratá-la como uma "igual" oferecendo-lhe liberdade, Marlene rejeita a igualdade. Ela arruma as suas malas e abandona o apartamento, demonstrando que a sua cumplicidade dependia estritamente da dinâmica de mestre e escravo.
• Personagens Secundárias (Sidonie, Valerie e Gabriele): A amiga (Sidonie), a mãe (Valerie) e a filha (Gabriele) de Petra funcionam como extensões do meio social burguês. Elas representam a hipocrisia, o julgamento social e a mercantilização das relações familiares.
Comparação: Peça Original vs. Adaptação Cinematográfica (1972)
Dado que Fassbinder escreveu ambos os formatos, o filme funciona como uma extensão hiperbólica e estilizada da peça de teatro.
Critério Peça de Teatro (Original) Adaptação Cinematográfica (1972)
Espaço e Cenografia Concebida para o palco tradicional, focando-se no texto e na presença física. Mantém a unidade de espaço (o quarto de Petra), mas transforma-o num cenário barroco dominado por uma enorme reprodução da pintura Midas e Baco de Poussin, que espelha os temas do filme.
Linguagem Visual Depende da iluminação teatral e da marcação clássica dos atores. Uso magistral de perucas e figurinos extravagantes que mudam a cada ato para ilustrar o estado psicológico de Petra. Uso frequente de manequins no cenário que confundem as linhas entre o humano e o artificial.
Trabalho de Câmara Visão panorâmica e estática do espetador no teatro. Planos longos e coreografados pelo diretor de fotografia Michael Ballhaus. A câmara filma frequentemente através de grades, vidros e reflexos, intensificando a sensação de claustrofobia e voyeurismo.
O Silêncio de Marlene O silêncio é uma convenção teatral de submissão silenciosa. O silêncio torna-se cinematográfico e quase sonoro, amplificado pelo plano de fundo onde se ouve o ruído mecânico da máquina de escrever de Marlene interrompendo os diálogos.
Sinopse
A narrativa acompanha Petra von Kant, uma estilista de moda arrogante, rica e bem-sucedida que vive em Frankfurt. Após passar por dois casamentos fracassados, Petra mantém uma relação abusiva de servidão e humilhação com a sua assistente e secretária silenciosa, Marlene. O equilíbrio dessa dinâmica é rompido quando Petra conhece Karin Thimm, uma jovem de origens humildes que deseja introduzir-se no mundo da moda. Petra apaixona-se obsessivamente por Karin e propõe-se a patrocinar a sua carreira e abrigá-la em sua casa. Contudo, assim que alcança o sucesso, Karin assume uma postura fria, manipuladora e infiel, invertendo os papéis de submissão e arrastando Petra para uma espiral de desespero e degradação emocional.
Recensão Literária
A obra destaca-se como um estudo anatómico sobre a posse e a humilhação. Fassbinder desconstrói o mito do amor romântico, transformando-o num jogo mercantilizado onde o afeto é sinónimo de controlo económico e submissão psicológica. O drama assume um tom claustrofóbico e melodramático de contornos trágicos, estruturando-se em cinco atos bem delimitados que simulam as fases da decadência de Petra. O texto é cirúrgico ao demonstrar que, nas relações sociais e amorosas sob a ótica capitalista, é impossível amar sem tentar escravizar ou acabar escravizado.
Contexto Histórico
A obra insere-se no Novo Cinema Alemão e nas vanguardas teatrais do início da década de 1970 na Alemanha Ocidental (RFA).
• Pós-Guerra e Milagre Económico: A Alemanha vivia as consequências do seu rápido crescimento económico, que trouxe também a superficialidade burguesa, o materialismo e o isolamento individual.
• Libertação Sexual e Feminismo: Apesar de abordar o desejo lésbico numa era de crescentes discussões de emancipação, Fassbinder recusa-se a idealizar as relações marginalizadas. Em vez de criar uma utopia feminista, ele demonstra que as mulheres são perfeitamente capazes de replicar as mesmas estruturas patriarcais e opressivas de dominação.
Descrição e Evolução das Personagens
• Petra von Kant
o Descrição: Uma mulher de meia-idade, sofisticada, narcisista e intelectualizada. Orgulha-se da sua suposta independência e emancipação dos homens.
o Evolução: Inicia a narrativa no topo do seu poder e arrogância. Ao apaixonar-se por Karin, expõe a sua fragilidade extrema. Termina a história num estado de colapso nervoso patético, despida das suas perucas e máscaras sociais, para depois tentar alcançar uma redenção através de uma tardia (e questionável) autoconsciência.
• Karin Thimm
o Descrição: Jovem, atraente, pragmática e de extração social baixa. Exibe uma aparente ingenuidade que esconde um forte instinto de sobrevivência.
o Evolução: Entra na vida de Petra como uma figura submissa e dependente. À medida que ganha fama e autonomia financeira através do dinheiro de Petra, torna-se cruel, indiferente e cruelmente honesta sobre a sua falta de sentimentos reais, abandonando Petra sem qualquer remorso.
• Marlene
o Descrição: A secretária e criada de Petra. Não profere uma única palavra ao longo de toda a obra, comunicando-se apenas através de olhares, da postura corporal e do som agressivo da sua máquina de escrever.
o Evolução: Tolera os abusos diários de Petra por uma devoção submissa mas cúmplice. No final, quando Petra sofre a sua transformação e decide tratá-la como uma "igual" oferecendo-lhe liberdade, Marlene rejeita a igualdade. Ela arruma as suas malas e abandona o apartamento, demonstrando que a sua cumplicidade dependia estritamente da dinâmica de mestre e escravo.
• Personagens Secundárias (Sidonie, Valerie e Gabriele): A amiga (Sidonie), a mãe (Valerie) e a filha (Gabriele) de Petra funcionam como extensões do meio social burguês. Elas representam a hipocrisia, o julgamento social e a mercantilização das relações familiares.
Comparação: Peça Original vs. Adaptação Cinematográfica (1972)
Dado que Fassbinder escreveu ambos os formatos, o filme funciona como uma extensão hiperbólica e estilizada da peça de teatro.
Critério Peça de Teatro (Original) Adaptação Cinematográfica (1972)
Espaço e Cenografia Concebida para o palco tradicional, focando-se no texto e na presença física. Mantém a unidade de espaço (o quarto de Petra), mas transforma-o num cenário barroco dominado por uma enorme reprodução da pintura Midas e Baco de Poussin, que espelha os temas do filme.
Linguagem Visual Depende da iluminação teatral e da marcação clássica dos atores. Uso magistral de perucas e figurinos extravagantes que mudam a cada ato para ilustrar o estado psicológico de Petra. Uso frequente de manequins no cenário que confundem as linhas entre o humano e o artificial.
Trabalho de Câmara Visão panorâmica e estática do espetador no teatro. Planos longos e coreografados pelo diretor de fotografia Michael Ballhaus. A câmara filma frequentemente através de grades, vidros e reflexos, intensificando a sensação de claustrofobia e voyeurismo.
O Silêncio de Marlene O silêncio é uma convenção teatral de submissão silenciosa. O silêncio torna-se cinematográfico e quase sonoro, amplificado pelo plano de fundo onde se ouve o ruído mecânico da máquina de escrever de Marlene interrompendo os diálogos.
March 30, 2025
wow, a verdade gustoume moito pero sinto que teño que lelo un par de veces e entender máis cousas, creo que véndoo gañaría aínda moito máis. facía tempo que non me gustaba tanto ler teatro. 4 estrelas e non 5 porque non me gustou a tradución
April 2, 2023
Me hubiera gustado ver más, que tuviera más escenas para completar menos lo que pasaba entre medio, que se sintiera menos repentino. De todas maneras es iba hermosa y cruel.
Read
October 8, 2024“Aprendí, mamá. Y eso dolió mucho. Aprender debería ser lindo, no debería hacerte sufrir”
November 21, 2024
Que locura, lloro. La película es increíble, pero la historia en si lo es más. Me encanta.
February 24, 2026
chin chin petra
August 11, 2026
jasajsaja petra von kant ojalá tomarme algo contigo.....
July 26, 2016
Tudo acontece muito rapidamente, o que é bom e mau.
December 29, 2024
The great intellectual man delivers another beautiful play, very bold for the time it was published.
Displaying 1 - 15 of 15 reviews
















