Com o vento a bater-lhe na cara, o olhar no horizonte, Amélia sonhava com uma nova vida, a bordo do paquete Vera Cruz. Deixava para trás o seu Amílcar, sem sequer um beijo de despedida, Verdosa, a sua terra, e o doce sabor das cerejas. Partia rumo ao Rio de janeiro, uma terra que só conhecia dos livros. Na barriga um filho e a promessa de um futuro. Chegada ao Brasil, com ajuda da sua querida e livre amiga Júlia, Amélia descobre que é capaz. Capaz de arranjar um emprego e de se destacar como empregada de excelência na loja de moda, capaz de encontrar uma casa para viver, capaz de dizer não à sua tia beata, que a estrangula entre rezas e regras absurdas, capaz de ter o seu filho e capaz de redescobrir o amor.
Hélder Reis traz-nos o seu primeiro romance, ao som da música brasileira, dos sabores de Portugal e do Brasil, passando pelas épocas dos anos 60 e 70, pelas transformações políticas e sociais em Portugal, pelo glamour das festas do Copacabana Palace, para nos contar a história de Amélia. Uma mulher corajosa e destemida que, a pulso, reconstrói a sua vida, depois de lhe ter sido negado o seu primeiro amor.
Formado em Teologia na Universidade Católica e em Jornalismo da Universidade do Porto. Começou o percurso televisivo na RTP em 2000. Autor de três livros de poesia (Rostos do Mar, Gestação da Chuva e Branco); três contos infantis (Aldeia da Casa Magia e Lágrima Chamada Sal, e Clara a Menina das Cores; dois livros de pequenas histórias de Portugal (Lendas e Mitos de Portugal e Nação Valente). Autor do blogue Aguaemazeite.com A par da televisão e da escrita, Hélder Reis é agricultor na sua empresa Valle das Corujas, em Mirandela.
A história de Amélia, uma jovem que deixa a sua aldeia em Trás-os-Montes por vontade familiar conduz o leitor para uma viagem até ao Brasil. No Rio de Janeiro, uma cidade desconhecida para uma portuguesa que pouco conhecia do seu próprio país, grávida e longe do seu amado, Amélia tem de começar tudo de novo e é assim que começa Sabíamos Tão Pouco Sobre o Amor, o primeiro romance de Hélder Reis. Enquadrada pela história das duas nações separadas pelo Atlântico e mostrando a boa vontade do povo brasileiro em ajudar a portuguesa recém chegada, este é um romance de perseverança e auto vontade para dar a volta por cima mesmo quando tudo parece perdido. Será possível esquecer um grande amor por imposição de terceiros e reencontrar forças para amar, cuidar e sair valorizado? Afinal de contas, é possível amar depois de amar demais? Tudo é possível se existir amor próprio e uma boa capacidade de valorização e conhecimento para se acreditar que o caminho será sempre para melhor. Neste romance Hélder Reis relata bem mais que uma história, deixa os cheiros e sabores das tradições em destaque, os sons da nossa história e os locais emblemáticos que não ficam por passar, sempre com as cerejas a marcarem presença ao longo de toda a vida desta mulher que deixa Portugal por obrigação, aprende a conhecer-se e no final é surpreendida pela força do destino. Afinal Sabíamos Tão Pouco Sobre o Amor quando tudo começou...
Talvez começar por dizer que há muito tempo não lia um livro que gostasse tanto, onde me emocionei por diversas vezes. A simplicidade, a beleza das palavras surge em cada página. Dei por mim a repetir frases pela sua beleza. Alguns parágrafos verdadeiros poemas.
A história de Amélia, que deixa Verdosa, a sua terra em Trás-os-Montes, não por opção, mas por vontade de terceiros e que ruma para uma cidade, um país desconhecido, ruma para o Rio de Janeiro.
Nesta história encontram-se factos históricos de forma a enquadrar a narrativa. Encontram-se músicas, que fazem todo o sentido acompanharem Amélia ao longo dos anos. Encontram-se cerejas, muitas cerejas (pequenos corações de amor). Encontra-se coragem, resiliência, sonho, amor, amizade. Encontra-se cor, sabores, cheiros. Todos os meus sentidos foram despertados. Todas as minhas emoções se manifestaram.
Após o ler não consegui escrever uma palavra sobre este livro, apenas deixei algumas lágrimas cair, respirei fundo, e desejei conhecer a Amélia, e soube que este livro será, com toda a certeza um dos meus preferidos deste ano.
Para romance de estreia, o autor surpreendeu-me. Um livro que é uma homenagem ao amor e ao povo português. Numa linguagem simples e "doce", mas profunda, conhecemos a vida de Amélia, uma transmontana forçada a emigrar para o Brasil. As suas derrotas, vitórias e conquistas tornam esta personagem um hino à vida. "Quando amamos uma vez e isso acaba, achamos sempre que ninguém ama duas vezes. É mentira, o amor não tem memória fechada e ama muitas vezes. Como numa estrada, maravilhamo-nos com várias paisagens e momentos de beleza; o amor é assim. São muitos momentos de beleza, ou até pode ser só um e ser para sempre; o amor é o que for, haja disponibilidade. Fico feliz por me ter dado a um novo amor…"
“As datas só servem para nos carimbarem. A pele. O sopro. A alma. A expiração. Tudo fica perpetuado pelo dia passado e que se repete todos os anos. O mesmo número de dia, de mês, de hora. Mas nunca é o mesmo dia. Nascimento. Primeiro trabalho. Fim de curso. Compra de casa. Primeiros passos. A morte. Tudo acontece uma única vez e recordamos o dia com quase tudo o que ele pudesse ter do passado; mas não tem, não existe, já aconteceu. Só fica o carimbo da memória, como se fosse um passaporte dos momentos de uma vida. Quer se queira, quer não se queira. Passou.”
Bem… por onde começar ahahah. Encontrei este livro por acaso no Continente e chamou-me logo a atenção pela capa. Pesquisei no goodreads para saber algumas reviews e fui logo a correr a compra-lo. E bem, que bela surpresa de livro.
Hélder Reis nos apresenta a história de Amélia, uma rapariga simples de Trás-dos-montes. Amélia acaba por apaixonar-se pelo filho da família “Ríval” da dela o que a levará e após engravidar deste,a mãe decide manda-la para o Brasil para a casa da tia de modoa controlar a sua “rebeldia”. Aqui temos uma Amélia aos pedaços, deixando para atrás o seu amado, a sua família, a sua terra. Apesar do coração partido, Amélia está determinada a fazer de tudo para triunfar na sua vida e dar o melhor ao filho que carrega na sua barriga.
Quero começar por dizer UAU, este livro foi excelente para mim, maravilhoso! Desde a escrita do autor que acaba por adoçar a história conforme a vai contando, como pelo facto de incluir factos verídicos da história de Portugal e do Brasil que acabam por ajudar a tornar este livro em um romance mais tangível. Quero saber como é suposto ler outro livro de roamance e gostar genuinamente da história depois deste livro.
Houve momentos em que me ri das figuras de algumas personagens, passei raiva, senti a frustração e a tristeza das personagens. É um livro que nos faz sentir muitas coisas para ser sincera. E a evoluição da Amélia, uma menina que lhe arrancaram tudo, mas mesmo assim cresceu e venceu na vida. A história de desenvolvimento da personagem principal é deveras inspiradora, uma autentica guerreira que não se deixa rebaixar por ninguém
O final foi muito bom, não quero dizer mais nada sobre isto porque não quero incitar nada… MAS COMO ASSIM… precisava só de mais um capítulo e estaria tudo bem para mim ahahah LEIAM ESTE LIVRO POR FAVOR É DEMASIADO BOM.