Demónios e anjos existem mesmo, ou são apenas criações dos nossos medos e esperanças? O Joel conhece o rapaz do bairro da Babilónia que traz a “morte” no bolso e, às vezes, caminha com duas sombras ao seu lado. Estamos em cima dos doze dias do ano em que as coisas podem acontecer, e os três jotas penetram num universo desconhecido e espiritualizado, intrometendo-se na luta entre o demónio que ameaça esse rapaz e o anjo que o protege. Os Adoradores de Baal. O maldito Círculo Amarelo. O sétimo filho da besta. O burro inteligente. O enigma da dupla sombra. E, claro, o morto contente, um jovem demónio que sorri de modo enigmático, como se estivesse contente. Será possível que ele esteja assim, com a morte suspensa, há mais de quinhentos anos? E, pior ainda, que se apreste para voltar à vida?
Começou por publicar poesia no início dos anos 80 e, em 1982, publicou o seu primeiro livro para crianças, intitulado História com muitas Letras. Desde então construiu uma obra singular e diversificada, que conta atualmente com mais de três dezenas de títulos e integra contos, poesia, narrativas juvenis e textos dramáticos.
As suas obras para a infância, onde reina a força do imaginário e da palavra, são o produto de uma sensibilidade espiritualizada que reivindica a totalidade mágica da existência e apelam permanentemente à imaginação e ao sonho, não como formas de escapismo mas como fatores poderosos de modelação do ser.
Acrescentou à sua obra a série Triângulo Jota de narrativas de mistério e indagação, sendo considerado “o primeiro a conseguir reformular e enriquecer, com sucesso, os modelos conhecidos”.
A série Triângulo Jota foi a "série da minha vida". Quando eu era miúda, era uma papa-livros tão grande ou maior que agora -- talvez fosse a falta de PC ou TV cabo, mas o certo é que lia e relia livros todos os dias. Li muitas séries para miúdos (Uma Aventura, Os Cinco, etc.), mas nenhuma me marcou tanto como o Triângulo Jota (série que aparentemente acabou com este Volume, porque o autor se dedicou a escrever livros sobre chavalos vampiros). Muito para pena minha. Enquanto que as outras séries eram limpas e salutares, com protagonistas certinhos, e que mais parecia que estavam num anuncio de pasta dos dentes, o Triângulo Jota era uma série que não nos tratava como miúdos estúpidos. Que não "almofadava" a realidade. Havia mortes, violência, referência a tios terem sexo (que na altura me deixou um bocado horrorizada), e, a partir do livro 4, palavrões. Claro que eu sabia montes desses. Era real, mas era a primeira vez que eu lia palavrões num livro. Era excitante. Era como... sei lá, fazer asneiras e não ser apanhada.
Esta série ensinou-me sobre: - Tríades chinesas - Tarot - Michael Jackson - Rituais satânicos - Perfumismo - Travestis - Rituais mediums - Kali - Rosas - Escrita criativa - Cirurgia plástica - Tráfico de orgãos - The Doors
entre muitos outros.
A sério. Esta série não conseguia ser mais espetacular mesmo que tentasse!
Querem admirar-se porque eu preferia esta série a, digamos, Uma Aventura?
O Morto Contente começa lento. Até aborrecido, porque a Joana, 3º lado do triângulo, não se envolve a princípio. Mas o livro agarrou-me e não consegui parar de ler até ao fim. Não é tão bom como os outros, mas tem um certo charme, e plot twists abundam! E o Inspector Cavadinhas, detective Noir à portuguesa, volta.
Tenho muita pena que parece que a série acabou, porque isto é uma das poucas séries que compraria às cegas -- e que me dá vontade de ser miúda oura vez!
Antes do aparecimento de Harry Potter, os livro do Triângulo Jota eram a minha série literária favorita. Mesmo depois do aparecimento do pequeno feiticeiro, estes livros continuaram a ter sempre um cantinho especial no meu coração. Não só porque foram a primeira série que li que era mesmo para adolescentes, (com temas mais sérios, com asneiras, e mesmo algum misticismo) mas porque passados mais de 20 anos de ter lido o primeiro livro, ainda me conseguiu convencer a comprar o último livro, do qual não tinha conhecimento até há bem pouco tempo.
Contudo, este livro deixou-me um gosto agridoce. Apesar de ter adorado voltar a reencontrar o Joel, o Jorge e a Joana, a escrita não me convenceu da mesma maneira. É certo que tenho mais 20 anos de leituras em cima, mas não encontrei o mesmo carisma nas personagens que tanto adorava. O facto de a Joana só ter entrado verdadeiramente na aventura a mais de 2/3 do livro também me deixou de pé atrás. Estão lá todos os ingredientes normais destas histórias: os mistérios por desvendar, a ligação a um tema esotérico/do oculto, personagens curiosas com passados obscuros, não faltou até a participação do tão adorado Inspector Cavadinhas... Mas, não sei, faltou-lhe aquela magia...
Falta-me apenas referir que também senti muita falta das ilustrações de José Pedro Costa, que desde sempre acompanharam as aventuras dos nossos heróis e que a capa do "Morto Contente", mostra apenas os actores que interpretaram os personagens na série televisiva (que nunca vi), mas que são claramente jovens demais em comparação com a idade dos personagens nos livros.
achei o livro confuso, tanto o enredo como o facto de acontecer muita coisa em vários sítios ao mesmo tempo e isso não se perceber facilmente no texto.