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Las Flores de La Guerrilla #1-2

Pepe Mujica y las flores de la guerrilla

Un héroe para el mundo, un antihéroe para su paí el emotivo relato de la vida de Pepe Mujica contada a cuatro manos por el escritor Matías Castro y el dibujante Leo Trinidad.

Pepe Mujica se inició como joven militante en partidos tradicionales, se volcó al partido comunista y luego a la izquierda armada, primero con torpes intentos de guerrilla urbana con objetivos a la Robin Hood, luego con golpes más ambiciosos. Fue apresado cuatro veces, recibió seis disparos y fue dado por muerto y se escapó dos veces de la cárcel, la segunda de las cuales fue la huida más emblemática de la historia. Estuvo once años preso y aislado, al borde de la locura, y se transformó para volver a la vida civil, luego a la política y finalmente llegar a la presidencia y convertirse en un líder mundial. Pero siempre, desde su infancia y hasta hoy, cultivando flores tal y como le enseñó con su madre.

Reseñ

«José Mujica es una inspiración para muchas personas de todo el mundo, para otras un simple populista de izquierdas. Las flores de la guerrilla es un imprescindible reportaje gráfico para entender a este personaje combativo y a veces contradictorio, así como la lucha de toda Latinoamérica por decidir su propio camino».

Paco Roca

«Esta historia es una complejísima telaraña de preguntas sin respuesta, un retrato fiel de Pepe Mujica que dibuja también el Uruguay de la segunda mitad del siglo xx y esboza el rostro del nuevo país. Aquí están los dilemas y las contradicciones del expresidente, junto a su grandeza y humanidad».

Alfonso Zapico

«Un relato apasionante y constructivo, una narración original e inteligente. Si disfrutasteis con Pinturas de guerra, de Ángel de la Calle, Las flores de la guerrilla es para vosotros».

Matz

Kindle Edition

Published May 11, 2023

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About the author

Matías Castro

13 books7 followers
Escritor, periodista y codirector del festival Montevideo Comics. Cuando tenía ocho años intenté hacer una lista con todas las palabras que conocía. Por más que probé una y otra vez, no lograba escribir más que "Bombero" y luego me bloqueaba como si no supiera ninguna otra palabra. Para saldar esa vieja cuenta (y algunas otras) hace pocos años escribí un librito infantil llamado "Cuatro nombres son demasiados" en el que uno de los personajes secundarios es un niño bombero. Y, cuando lo terminé, resolví que lo más parecido a completar esa lista de palabras sería escribir hasta que se me gasten los dedos. En eso estoy.

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Displaying 1 - 14 of 14 reviews
Profile Image for Katya.
557 reviews3 followers
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July 23, 2026
Mais vale sê-lo do que parecê-lo #1

A ideia dos autores desta biografia gráfica é relativamente original. Assumir a sua parcialidade e usar um dispositivo narrativo para estabelecer o diálogo entre a história e o leitor é algo não exatamente único, mas ainda pouco explorado de uma forma tão franca.
Todavia, os autores chamam-lhe, inadequadamente, "técnica Wallraff" — uma designação que não apenas não descreve o dispositivo utilizado — trata-se aqui de metanarrativa, não de jornalismo infiltrado — como ainda contribui para apagar uma tradição muito anterior de jornalismo de imersão praticado por figuras como Nellie Bly. Desde logo, a opção acaba por reproduzir um enviesamento histórico que o próprio livro pretende questionar. Infelizmente, também a execução não acompanha a ambição: o dispositivo metanarrativo torna-se rapidamente confuso e afrouxa a narrativa, deixando o caldo tão morto como o Goodreads aos fins de semana (e aos dias de semana também).
A admiração de Castro e Trinidad por Mujica, no entanto, é evidente, como também é evidente a falta de entusiasmo do biografado quando confrontado com o produto final daquela que seria a sua biografia gráfica. Mais do que humildade ou incompatibilidade, o desinteresse de Mujica pela obra e esforços dos autores para se reunirem a ele antes da publicação parecem provir da esterilidade de uma narrativa que pouco mais faz do que elencar, sem ordenamento cronológico, episódios e façanhas que deverão justificar a forma como Pepe Mujica se apresenta na política. Não imagino que lhe possa ter caído bem uma representação excessivamente coerente da sua trajetória — não seria alguém como Mujica a demonstrar interesse pela fossilização e monumentalização biográfica.
E esse é o problema maior desta obra: o descartar de todo o contexto pessoal, afetivo e cultural em função de uma postura politizada pura. Caindo na armadilha mais frequente, os autores imaginam um universo político à margem da vida comum, onde a bravata e as boas intenções são tudo o que existe, e assim acabam por construir uma figura pública alegórica cuja coerência parece resultar apenas da ideologia.
E, se a determinada altura, os autores percebem estar a seguir uma narrativa convencional (Mas é verdade que a história dos Tupamaros tem dedicado particular atenção aos homens, há apenas alguns livros sobre mulheres na guerrilha, diz um deles, seguindo-se-lhe o outro em eco: Salvo raras excepções, as acções que passaram à história, as mais badaladas, foram protagonizadas por homens. Porque estavam no comando. Como era habitual naquele tempo.), o seu encolher de ombros perante as suas próprias denúncias é impressionante:

Tupamaras? Havia centenas. Mas o mundo funciona assim.

Com uma brevíssima referência à operação Estrela a maior fuga de mulheres da história, os autores seguem, impávidos e serenos:

No entanto, foi sobre a fuga de Punta Carretas [...] que foram escritos livros, criada uma história em banda desenhada, produzidos documentários e até feitas duas tentativas de filme. A verdade é que...
...foi essa que mudou tudo.


O problema não é reconhecer a existência de um enviesamento histórico; é reproduzi-lo quase imediatamente. Ao resignarem-se com os mecanismos de desigualdade histórica (o mundo funciona assim), os autores transformam uma constatação historiográfica numa justificação narrativa que branqueia as suas próprias opções metodológicas.
Não deixa de ser irónico que uma obra tão preocupada em revelar os mecanismos da construção da memória reproduza dois esquecimentos sucessivos: primeiro, ao atribuir exclusivamente a Wallraff uma técnica praticada muito antes por jornalistas como Nellie Bly, Elizabeth Banks, Lady Cook, Djuna Barnes, entre outras; depois, ao reconhecer a invisibilização das mulheres tupamaras sem verdadeiramente se esforçar por procurar contrariá-la na narrativa.
Onde esta biografia se destaca, felizmente, é na compreensão do matiz entre dizer e fazer que destrói a ilusão plácida das nossas vidas, e que foi uma tónica constante da vida e carreira de Mujica: a denúncia da hipocrisia.

O capitalismo e a esquerda evoluíram rumo ao século XXI. Não significam o mesmo que anteriormente, porque ambos se adaptaram de forma velada.
É que quase todos nós abraçamos o consumo. Talvez digas que és de esquerda para tranquilizares a tua consciência enquanto fazes compras na Nike, na H&M ou na secção de produtos biológicos.
Ou defendes a responsabilidade social empresarial para, quando te olhares ao espelho, não veres que és um abutre que apenas quer devorar tudo. Talvez não haja nada para fazer, ou talvez Mujica tenha razão e não seja utópico sustentar o socialismo e o ser humano como metas.


Já o clímax da narrativa pouco acrescenta. Ao longo de dois volumes, Pepe Mujica e as Flores da Guerrilha não escapa à fórmula do jornalismo parcial com boas intenções, mas não tão boa execução (pesa também o facto de o biografado estar vivo à data da publicação). Funciona como introdução à biografia de Mujica, sim, mas resulta numa narrativa fortemente política e humanamente redutora que não consegue fazer-lhe justiça. Ao procurar desconstruir o mito político, Matías Castro e Leo Trinidad caem na paradoxal recriação simbólica e não conseguem evitar perpetuar os vieses históricos que dizem pretender denunciar.
Profile Image for Ana Pérez.
680 reviews5 followers
April 2, 2024
A favor de esta novela gráfica destacaría su labor de documentación, la originalidad en la narrativa combinando la historia personal de los autores con la biografía de Mujica y el trabajo gráfico desplegado. Me han encantado tanto el dibujo como el entintado y el color, así como los detalles en personajes y escenarios. Sin embargo, en algunos momentos resulta fácil perderse en la cantidad de datos y referencias temporales cruzadas que presenta; así como perder el foco de la narración.
Profile Image for Jorge Sosadiaz.
59 reviews1 follower
March 24, 2025
Excelente, me encanto el mecanismo en el que la historia de los creadores se mezcla con la de mujica. Ilustraciones increibles dialogos unicos.
6 reviews
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August 13, 2026
En un mundo ideal dónde las editoriales pudieran permitirse mantener a sus autores mientras éstos crean, este cómic hubiera sido una serie de novelas gráficas que siguen todo el recorrido del presidente en lugar de ser un ensayo comprimido y enlatado con imágenes.
Esa es la sensación que se me ha quedado. Hay páginas con una barbaridad de texto repetitivo que, además, te narra lo mismo que YA ESTÁS viendo en la viñeta. Y luego, para colmo, siento que hay cosas que se han dejado por contar. Fue terminar de leer el cómic y sentí que no terminaba de conocer al protagonista; la sensación era similar a la de terminar de leerme un artículo de Wikipedia— más extenso y mejor detallado que el resto, desde luego—, por lo que, por ese punto me ha decepcionado.

El arte está bien, cumple su función en las páginas con inmensa carga de texto, pero cuando éste desaparece, deja mucho que desear (como en las splashes)
Profile Image for Andres Varela.
688 reviews31 followers
March 11, 2024
Es un buen paseo por la historia de Uruguay y de Latinoamérica, los yanquis atacaron de la misma forma por todo el continente. La historia de Mujica esta bien contada pero un tanto fragmentada y con pedazos un tanto inconexos, la forma en que es narrada, con la intervención de los autores, no es la mejor, as ilustraciones son buenas pero les falta vida.
La biografía siempre será muy difícil y mas de una persona en vida, buen intento pero se queda a mitad de camino.
2 reviews
March 2, 2025
Biografía moi interesante e fácil de ler. Gustoume o intento de dar contexto para que sexa o lector o q saque as conclusións, pero respecto aos creadores, nada do outro mundo.
O q lle da valor a obra é Mujica itself. Gran pensador e referente cos seus coherentes actos e a súa deliciosa pero complexa selección de palabras ao orar.
Moi contento de telo lido, saco cousas interesantes
Profile Image for Sara Moreno.
26 reviews
August 22, 2026
Me hubiera gustado que tuviera un poco más de "vida personal", porque se centra mucho en la historia política. Aún así, es una bonita forma de acercarse a la vida de este gran hombre. El final es brutal.
Profile Image for Natalia Valiente Sánchez.
24 reviews4 followers
July 27, 2025
"¡Ay de aquellos que se creen que el poder está arriba y no se dan cuenta de que está en el corazón de las grandes masas! Gracias, me costó una vida aprenderlo."
Profile Image for Jhancarlos Ceballos.
5 reviews
October 9, 2024
Es un excelente libro para aprender sobre una parte de la historia de Uruguay y sobre un personaje tan emblemático como José Mujica. Además, el formato de cómic hace que sea muy entretenido de leer, con ilustraciones bien trabajadas y una secuencia de la historia fácil de seguir. Presenta acontecimientos muy interesantes y desde una perspectiva que permite al lector adentrarse en el relato. Es un muy buen libro.


It is an excellent book for learning about part of Uruguay's history and such an emblematic figure as José Mujica. Additionally, the comic format makes it very enjoyable to read, with well-crafted illustrations and an easy-to-follow story sequence. It presents very interesting events from a perspective that draws the reader deeply into the narrative. It is a very good book.
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