Lecionou filosofia inicialmente na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sendo cassado pela ditadura militar em 1969. Residiu alguns anos na Europa. Retorna ao Brasil em 1976 e, três anos depois, a lei da anistia lhe permitiu retomar as atividades no magistério superior. Em 1979, foi convidado a lecionar de filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro, na qual permaneceu de 1979 a 1991, quando se aposentou por tempo de serviço e começou a lecionar na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Filósofo e crítico de Arte, foi professor de uma geração de filósofos do Brasil, como Leandro Konder e Ernildo Stein. Dedicou diversos trabalhos à filosofia moderna e contemporânea, destacando-se por seus estudos sobre Jean-Paul Sartre e Martin Heidegger. Apontado na História da Filosofia Contemporânea de J. Hirschberger como um dos expoentes da filosofia brasileira, é também um dos responsáveis pela recepção do pensamento de Heidegger no Brasil, conforme assinala Rüdiger Safranski, em Heidegger: um mestre da Alemanha entre o bem e o mal (São Paulo: Geração Editorial, 2000). Outro de seus importantes interesses foi o teatro, ao qual dedicou livros (um deles, à estética de Bertolt Brecht) e artigos de jornal. Bornheim faleceu no Rio de Janeiro, aos 72 anos, em consequência de um tumor cerebral. Fonte