Não existe povo ou lugar que não tenha noções de bem e mal, de certo e errado. Da Grécia Antiga aos nossos dias, a ética é um conceito que sempre esteve presente em todas as sociedades. Mas apesar disso, as dúvidas são muitas. Seria a ética apenas um princípio supremo que atravessa toda a história da humanidade? E numa sociedade capitalista, qual a relação entre ética e lucro?
This is a review that contains SPOILERS. I will not mark as, because I'm giving this warning before you continue reading.
Like any good book on philosophy, this also starts talking about the Greek philosophers, which, to the Western world are the maximum repository of knowledge in this field. Well, about what Valls, these are the notes of the reading I've done:
1) According to Valls, the Greeks lived more or less 2000 and 500 years in your Greek Hellas - and he's right. However, it comes from this period the records about moral conduct, because the code of Hammurabi has existed since the 18TH century B.C. and is the code of ethics and standards of that record.
Through this law of Mesopotamia, one can understand the need for standards. As well as, although there are no previous records to him, have a base of study on ethics regarding a previous period of the Greeks; which, by the way, drink of all knowledge about ethics of the Near East to the Mediterranean and Mediterranean Africa.
2) the book treats of ethics under the ancient records of the West, focusing on Greece and the Roman Empire but without the perception of what these ancient peoples are based.
As Lavoisier said: "nothing is lost, nothing is created, everything is transformed". However, if the code of Hammurabi was based on the Lex talionis (law of retaliation) and, by your time the law of Hebrews, Deuteronomy, was based on of Hammurabi, you can specify that the philosophy and ethics of the Greek and Roman laws drank, and quite - Western laws.
3) ethical standard of the middle ages and specifically of this period in Europe is used as the next step (after Greek) in the stream of the philosophy of ethics, according to the author. However, again, the words of the author are contradictory, because he says "it's not just the customs vary, but also the values that go with them, the specific standards themselves, their ideals, their own wisdom, of a people to another."
While in Europe, the ethic was standardized by the Judeo-Christian dogma of Catholicism, in other places it was governed by specific laws and other than the first. So, the book should begin with a preface explaining this focus and demonstrating that the study of the field of ethics is expanding STILL does it encompass all "customs that vary, (...) the values that go with them, the specific standards themselves, their ideals, their own wisdom, of a people to another. "beyond Europe.
4) "duty obligates morally the moral conscience and the will truly free good must always act as duty and out of respect for duty." Freedom would come, so a sense of doing what is right, but just emerging gender beings (in si).
Ethics would be above and beyond the laws because it connects to thought (rational, I believe) that forms in a moral conscience (ethics).
5) Occurs a certain focus ethics linked Western religion official: the Judeo-Christian tradition. Limiting the very concept of 'what is Ethics', because, although use of the ancient Greek religion, counterpoint will not also to talk about ethics in the middle ages (another focus, reductionist flourishing of knowledge in other parts of the globe While the european continent remained focused on penance and salvation).
6) Valls talks about religious morals as logical font of moral elevation - as the only way -, but the religious morality was more limiting than generating new questions that have enriched the discussion on ethics. Except the literate minority, medieval Europe was formed by people illiterate that guided by the constant idea of sin/Atonement/redemption. This, I believe, that the book is a bit partial to.
7) the quote to the "marxist professor" was somewhat strange, since the manifesto written by Karl Marx is against this simplicity coming from religious morality. Seemed plucked from someone, in case the professor, with opinion is not valid argument on the issue.
8) "Kierkegaard considered that a purely human ethic, after Christianity, it was still a return to PAGANISM, in the midst of a Christianity no longer Christian. The only advantage that would, perhaps, for such an effort, it would be, from the perspective of the man of faith, a common language, acceptable also for men who do not have the same faith. What, for Kierkegaard, was a still questionable advantage (?)", you can ask:
An ethic that respects non-Abrahamic religion and even atheism would be dubious to who?
9) ethics in the book is completely based on insight into the matter under the works of European thinkers. What delimits the theme, because the reason, for example, I deepen my (shallow) understanding of ethics, came from a book on ethics written by a Buddhist monk. Probably the theme ethics was also expensive for other religions and peoples beyond Europe even in Antiquity or Medieval Europe.
But we don't know what it was like, because even the contemporary philosophers focus their studies only on European thinkers.
What is disappointing.
10) it is a pity that the time Alvaro Valls wrote this book, the work of north-american historian George James on philosophy still did not exist, because he would see that both Greek philosophy as Christian morals were actually unfolding of something older and much more complex.
And for those interested, the book: 'Stolen Legacy: The egyptian origins of western philosophy ' of George G. M. James.
11) "the freedom of the individual only if complete as freedom of a citizen of a free State and law. The laws, the Constitution, the Declaration of rights, the definition of power, the Division of these powers to prevent abuses, and the practice of periodic elections appear today as fundamental ethical issues. No one is free, in a dictatorship; the old lesson of Hegel if confirmed." Nothing more current than this Hegelian thought.
It was an interesting read. Yes, but, as said above, limiting. In this case, in the early chapters. The last showed a brilliant knowledge about philosophy and ethics today that made me want to go deeper in the studies on the subject.
So, I recommend this book for the final chapters. The other, from the knowledge of every one on ancient history: as the speech pattern, but full of gaps, or if from the perspective of current historians who are breaking with the official story and breaking paradigms on topics such as philosophy.
Esta é uma resenha que contém SPOILERS. Não vou marcar como, pois estou dando este aviso antes que prossigam na leitura.
Como todo bom livro sobre filosofia, este também se inicia falando sobre os filósofos gregos, que, para o mundo ocidental são o repositório máximo do conhecimento neste campo. Bem, sobre o que Valls nos apresenta, estas são as notas da leitura que fiz:
1) Segundo Valls, os gregos viveram a mais ou menos 2 mil e 500 anos em sua hélade grega - e ele está certo. Porém, não advém deste período os registros sobre conduta moral mais antigos, porque o Código de Hamurábi existe desde de o século XVIII a.C. E é o código de normatização de comportamento e de ética mais antigo de que se tem registro.
Por meio desta lei da Mesopotâmia, pode-se perceber a necessidade das normas. Bem como, apesar de não existirem registros anteriores a ele, ter uma base de estudo sobre ética a respeito de um período muito anterior ao dos gregos; que, por sinal, beberam de todo o conhecimento sobre ética do Oriente próximo ao Mediterrâneo e da África mediterrânea.
2) O livro trata da ética sempre sob os registros antigos do Ocidente, focando em Grécia e no Império Romano mas sem a percepção de em quê estes povos antigos (mas não tanto) se basearam.
Como Lavoisier disse: "Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma". Ora, se o código de Hamurábi foi baseado na lei de talião e, por sua vez a lei dos hebreus do Deuteronômio foi baseada no de Hamurábi, pode-se precisar que a filosofia e a ética das leis grega e romana beberam, e muito, nas leis não-ocidentais.
3) A norma ética da Idade Média e especificamente deste período NA Europa é utilizada como o próximo passo (depois da grega) no fluxo da filosofia da ética, de acordo com o autor. Contudo, novamente, as palavras do autor são contraditórias, porque ele mesmo diz que "não são apenas os costumes que variam, mas também os valores que os acompanham, as próprias normas concretas, os próprios ideais, a própria sabedoria, de um povo a outro."
Enquanto na Europa, a ética era normatizada pelos dogmas judaico-cristãos do Catolicismo, em outros locais era regida por leis específicas e distintas da primeira. Assim, o livro deveria começar com um prefácio explicando este foco e demonstrando que o estudo do campo da ética AINDA encontra-se em expansão pois não abarca todos "os costumes que variam, (...) os valores que os acompanham, as próprias normas concretas, os próprios ideais, a própria sabedoria, de um povo a outro." para além da europeia.
4) "O dever obriga moralmente a consciência moral livre, e a vontade verdadeiramente boa deve agir sempre conforme o dever e por respeito ao dever." A liberdade viria, então, de um senso do fazer o que é correto, porém apenas surgindo da igualdade entre os seres (livres em si).
A ética estaria acima e para além das leis pois se liga ao pensamento (racional, creio eu) que se forma em uma consciência moral (ética).
5) Ocorre um certo foco da ética ligada apenas a religião ocidental oficial: a judaico-cristã. O que limita a própria concepção do 'O que é Ética", pois, apesar de usar de contraponto a religião antiga grega, não vai além disso para falar de ética no Medievo (outro foco reducionista, pois havia florescimento de conhecimento em outras partes do globo terrestre enquanto o continente europeu permanecia focado em penitência e salvação).
6) Valls fala sobre a moral religiosa como fonte lógica de engrandecimento moral - como o único caminho -, mas a moral religiosa foi mais limitadora do que geradora de novas questões que enriquecessem o debate sobre ética. Exceto a minoria letrada/alfabetizada, a Europa era formada por povos analfabetos que se norteavam pela ideia constante de pecado/penitência/salvação. Nisto, acredito, que o livro é um pouco parcial para além do necessário.
7) A citação ao "professor marxista" foi um tanto estranha, visto que o próprio manifesto escrito por Karl Marx vai contra este simplicismo advindo da moral religiosa. Me pareceu pinçado de alguém, no caso o tal professor, com opinião é não argumento válido sobre a questão.
8) "Kierkegaard considerava que uma ética puramente humana, depois do cristianismo, não deixava de ser um retorno ao PAGANISMO, no seio de uma cristandade não mais cristã. A única vantagem que haveria, talvez, para um tal esforço, seria, na perspectiva do homem de fé, a obtenção de uma linguagem comum, aceitável também pelos homens que não possuem a mesma fé. O que, para Kierkegaard, era uma vantagem ainda duvidosa(?)", pode-se indagar:
Uma ética que respeite até mesmo religião não abraâmicas e mesmo o ateísmo seria duvidosa para quem?
9) A ética no livro é completamente embasada na visão sobre o assunto sob as obras de pensadores europeus. O que delimita o tema, pois o motivo, por exemplo, de eu aprofundar meu (raso) conhecimento sobre ética, adveio de um livro sobre ética escrito por um monge budista. Provavelmente o tema ética também era caro para outras religiões e povos para além da Europa mesmo na chamada Antiguidade ou no Medieval europeu.
Mas não sabemos como era, porque mesmo os filósofos contemporâneos focam seus estudos apenas sobre os pensadores europeus.
O que é decepcionante.
10) É uma pena que na época em que Álvaro Valls escreveu este livro o trabalho do historiador norte-americano George James sobre filosofia ainda não existisse, porque ele perceberia que tanto a filosofia grega quanto a moral cristã eram na verdade desdobramentos de algo mais antigo e bem mais complexo.
E para quem interessar, indico o livro: 'Stolen Legacy: The egyptian origins of western philosophy' de G. M. James.
11) "A liberdade do indivíduo só se completa como liberdade do cidadão de um Estado livre e de direito. As leis, a Constituição, as declarações de direitos, a definição dos poderes, a divisão destes poderes para evitar abusos, e a própria prática das eleições periódicas aparecem hoje como questões éticas fundamentais. Ninguém é livre, numa ditadura; a velha lição de Hegel se confirmou até os nossos dias." Nada mais atual do que este pensamento hegeliana.
Foi uma leitura interessante? Sim, porém, como disse acima, limitadora. No caso, nos primeiros capítulos. Os últimos demonstraram um conhecimento brilhante sobre a filosofia e a ética atuais que me fizeram querer aprofundar mais nos estudos sobre o tema.
Então, eu recomendo este livro pelos capítulos finais. Os outros, vai do conhecimento de cada um sobre História Antiga; se conforme o discurso padrão, porém cheio de lacunas, ou se pela perspectiva dos historiadores atuais que andam rompendo com a História oficial e quebrando paradigmas sobre temas como filosofia.
Ética é difícil. É uma daquelas coisas que você até pose saber o que é, mas quando alguém te pede pra explicar, você não consegue. A ética é mutante. Ela depende de valores culturais, depende das pessoas e sua educação. Depende da história. Depende da evolução da políticas da sociedade. Não da pra colocar a ética numa caixinha com um manual de instrução...
Esse livro me ajudou a entender quais os principais pontos que envolvem a ética em diversas esferas como religião e politica, além de mostrar como a ética mudou durante o decorrer da história.
O livro vai passando por todo o desenvolvimento filosófico da ética, moral, liberdade e outros. É bem interessante, mas passa rápido demais e não se aprofunda em nenhuma das principais correntes. O livro é um pouco antigo, por isso a conclusão sobre a 'ética nos dias de hoje' está bem datada.
Apesar de pequeno e fininho, fui lendo este livro aos pouquinhos, e me surpreendi. Ele abrange a visão geral da ética em seus diversos contextos e aplicabilidade. Leitura rápida e gostosa para qualquer pessoa.