Voyeurismo: desejo, fantasia, pecado? Quem nunca espreitou alguém pelo buraco da fechadura, folheou uma revista ousada, ou assistiu a um filme erótico? Nestes contos, João de Mancelos explora um tema controverso, salientando a deliciosa perversidade inerente a ver sem ser visto. São treze narrativas escritas num estilo imaginativo e cuidado, que se expõem ao olhar do leitor — ele próprio também um voyeur e um cúmplice. Um livro surpreendente, de um contista que urge descobrir.
João de Mancelos nasceu em Coimbra, em 1968. Publicou 30 livros nas áreas do ensaio, poesia e ficção. O conto “O que sentes quando a chuva cai?” foi adaptado a cinema, em 2020, por Alexandre Dantas, e o filme obteve o segundo lugar no prémio Fundação Nacional das Artes (Brasil). Dois livros seus foram traduzidos por Pedro Sánchez Sanz e publicados em Espanha: “Tu nombre incendiado de azul” e “La sombra de un hombre solo”. Realizou oficinas de Escrita Criativa na Universidade Complutense de Madrid (Espanha), Universidade de Manchester (Inglaterra) e Universidade de Varsóvia (Polónia) e em dezenas de escolas e bibliotecas em Portugal. É licenciado em Estudos Portugueses e Ingleses (Universidade de Aveiro), mestre em Estudos Anglo-Americanos (Universidade de Coimbra), doutorado em Literatura Norte-Americana (Universidade Católica Portuguesa) e agregado em Estudos Culturais (Universidade de Aveiro). É docente no ensino superior há mais de 30 anos. Presentemente, é professor na Universidade da Beira Interior e no Instituto Politécnico de Coimbra. Venceu prémios em diversos concursos literários.
Um conjunto de contos a puxar para o erotismo, escritos de uma forma cativante, e que se leem de um fôlego. Em três palavras, um livro belo, viciante, incrível. Destaque para as histórias "O que sentes quando a chuva cai", "Enquanto a cidade dorme", "A vida íntima do sr. Antunes finalmente revelada" e o tenso "Vinte minutos no armário". Altamente recomendável.