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Cantares

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Quinto título das Obras reunidas de Hilda Hilst publicadas pela Editora Globo, Cantares reúne dois livros de poemas, publicados, respectivamente, em 1983 e 1995: Cantares de Perda e Predileção e Cantares do Sem Nome e de Partidas. Obras breves, ambas constituem um dos instantes mais densos do lirismo hilstiano, que aqui revisita o tema do amor, dentro da melhor tradição da língua portuguesa.

Cantares de Perda e Predileção recebeu os prêmios Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, e Cassiano Ricardo, do Clube de Poesia de São Paulo.
Segundo J. L. Mora Fuentes, escritor e jornalista, que compartilha a rotina diária da Casa do Sol com a autora, "Hilda Hilst pertence ao patamar dos grandes artistas, cuja essencialidade nos impõe o dever de preservar todos seus escritos... Sábia de requintes que nos permitem avançar no pouco-nada que intuímos de nós mesmos, Hilda desmascara sem pudor, seja com cascos, suaves garras, ríspidas carícias, nossos mais preciosos ícones. E assim revela nosso rosto verdadeiro."

132 pages, Paperback

First published January 1, 2002

3 people are currently reading
117 people want to read

About the author

Hilda Hilst

84 books493 followers
Hilda de Almeida Prado Hilst, more widely known as Hilda Hilst (Jaú, April 21, 1930–Campinas, February 4, 2004) was a Brazilian poet, playwright and novelist, whose fiction and poetry were generally based upon delicate intimacy and often insanity and supernatural events. Particularly her late works belong to the tradition of magic realism.

In 1948 she enrolled the Law Course in Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo(Largo São Francisco), finishing it in 1952. There she met her best friend, the writer Lygia Fagundes Telles. In 1966, Hilda moved to Casa do Sol (Sunhouse), a country seat next to Campinas, where she hosted a lot of writers and artists for several years. Living there, she dedicated all her time to literary creation.

Hilda Hilst wrote for almost fifty years, and granted the most important Brazilian literary prizes.

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Displaying 1 - 19 of 19 reviews
Profile Image for Luana Crisan.
22 reviews2 followers
February 3, 2017
"Para poder morrer
Guardo insultos e agulhas
Entre as sedas do luto.

Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me entendo entre as paredes
Derruídas.

Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas.

Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
Da memoria.

Porque assim é preciso
Para que tu vivas."
Profile Image for Arthur .
284 reviews72 followers
May 24, 2022
Gosto, no geral. Mas, também no geral, me sinto burro boa parte do tempo. Mas quando tem um poema que fala mais comigo, gosto mais. Legal pensar no livro como contraponto ao homônimo na Bíblia.
Profile Image for Tracy segal.
20 reviews2 followers
May 30, 2017
O amor cantado em dor por HH. Como resumir o que não cabe em si?
" Tens a medida do imenso? (...)Sabes ainda meu nome? Fome. De mim na tua vida."
Profile Image for C..
87 reviews1 follower
June 8, 2021
apenas eu, em toda paixão destruidora derramada em poesia.
Profile Image for sue rr.
961 reviews88 followers
June 13, 2015
Senti uma mão camoniana nesses versos, mesmo ñ encontrando sonetos.
Profile Image for Giuliana Magalhães.
15 reviews2 followers
November 4, 2020
Ter lido esse livro faz parte de um projeto pessoal de ler todos os livros que estão na minha estante. Comprei Cantares, O Caderno Rosa de Lory Lamby e Júbilo, Memória e Noviciado da paixão com 15 ou 16 anos. Júbilo eu li na época, O Caderno acabei lendo no e-book de Pornô Chic (gosto muito!) e agora Cantares, que reúne dois livros, "Cantares de Perda e Predileção" e "Cantares do Sem nome e de Partidas".

Não foi a coisa que li da Hilda que mais gostei, mas a primeira parte, infelizmente menor, tem poemas valiosos, lindos, mesmo. O resto vale a pena ler só pelo vocabulário dessa mulher, sua sintaxe. No mais, acho que Hilda consegue escrever sobre o amor de uma mulher como ninguém, uma forma única, bela, dolorosa, com muitas contradições que fazem sentido o tempo todo.

Sempre quis ter tempo pra ler tudo dela. Esses poemas me instigaram a ler mais da sua ficção.
Profile Image for C. Soares Rodrigues.
21 reviews
June 20, 2025
Com elevadíssimo primor, Hilda vai versar sobre o amor e toda a carga positiva-negativa que o mesmo é capaz de proporcionar. Amar e odiar é exposto aqui como semelhantes, o alvo do amor-ódio é alguém que fere as chagas de Hilda, ainda assim é alguém por quem ela também morreria se necessário fosse para esse odioso amado continuar vivendo. O livro é uma ode sincera às complexidades da entrega do corpo aos sentimentos e como o jogo sútil do desejo enceja a dificuldade de amar no raso.
Profile Image for Ana Helena.
159 reviews12 followers
December 3, 2018
Um diálogo com "O cântico dos cânticos". Poemas que pensam o amor - talvez até o pensem demais - e que o sentem de forma vária, visto que não há uma só forma de vivê-lo. Principalmente a primeira parte, "Cantares do sem nome e de partidas" me agradou muito, com uma sonoridade e cadência rítmica como um barco numa tempestade.
Profile Image for Daniel.
55 reviews1 follower
July 31, 2017
Obra belíssima, que toca a alma!
Profile Image for Vanessa.
68 reviews14 followers
August 28, 2017
"Mover-se
Mas nunca como aquele que pretende
Salvar alguém sem luz atrás de si".
Profile Image for lu.
11 reviews2 followers
Read
February 24, 2024
talvez eu seja
o sonho demim mesma.

eu simplesmente nasci dos poemas XLI e XLVI
Profile Image for Zoe Akane.
3 reviews
June 2, 2025
Um soco no estômago sobre sentimentos amor e ser mulher
Profile Image for Simone GAndrade.
62 reviews1 follower
March 6, 2017
Hilda Hilst - poetisa, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira, reúne nessa edição duas de suas obras: Cantares de perda e predileção (1983) & Cantares do sem nome e de partidas (1995). Em seus poemas trás a contrariedade do amor e ódio, morte e vida, céu e inferno que compõem a existência e experiencia humana "Ouvia: Que não podia odiar e nem temer, porque tu eras eu. E como seria odiar a mim mesma e a mim mesma temer"...
Profile Image for Márcio Sobrinho.
70 reviews3 followers
January 24, 2015
No título, na epígrafe, no primeiro verso, em qualquer página deste livro que se abra, ouvem-se os ecos de uma tradição poética cujas origens podem ser rastreadas até o livro bíblico do qual este é, a seu modo, uma tentativa de recriação. Aqui vão os "Cantares de perda e predileção", publicados em 1983, e os "Cantares do sem nome e partidas", escritos em 1995, período em que Hilda já havia desistido de tentar ser lida e engavetava os poemas que escrevia a sério.
Profile Image for breno.
19 reviews
March 31, 2015
Os cantares de perda e predileção são realmente, por vezes, flancos de tigre distendido sobre o peito, já pisoteado pelo passo predador do ódio-amor.
Profile Image for Maitê.
767 reviews
November 22, 2016
Gostei mais do que o Da Morte.. mas ainda sim não o tipo de poesia que me faz sentir.
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