Edmundo Donato was a popular Brazilian writer, whose pseudonym is Marcos Rey. He was born in São Paulo city, state of São Paulo, in 1925. His brother Mário Donato is also a writer. He started writing short stories when he was sixteen years old. His first book is a novella which is called Um Gato no Triângulo, in 1953. He died in 1999 due to complications from a surgery.
A primeira coisa que fiz ao terminar de ler o livro do Marcos Rey foi procurar se tinha a minissérie da Globo como o Lauro Corona, a Bruna Lombardi e o Ney Latorraca no Globoplay e não tinha 😭. Há também um filme de 1970 com o Claudio Cavalcanti, a Rossana Ghessa e o Jece Valadão que verei logo mais, mas busquei primeiro a minissérie porque seria mais condizente com a extensão de tempo empregada pelo livro, sem falar na maior abertura da comicidade que lhe é inerente. Acho um livro bem bom, inclusive por tratar de gênero de forma tão divertida, a questão de gênero empregada é que homens não são absolutamente nada se não estiverem vampirizando mulheres, obviamente isso é tratado num microcosmo cafajeste, mas que facilmente pode ser elevado ao âmbito macrocosmico. No mais, tudo seria resolvido com poliamor, do qual eles finalmente acabam se rendendo.
Este é o livro nacional q eu mais li e reli na vida e ele chegou a mim de uma forma bastante inusitada. Um dia, numa aula de literatura do ensino fundamental, a professora comentou sobre este livro por mero acaso. Não é, nunca foi e creio q nunca será um livro canônico (palavra q uso aqui não no sentido religioso, mas no sentido de "canon sagrado da literatura brasileira"). Foi citado 'an passain' numa aula e eu gostei e pedi pros meus pais comprarem pra mim. Isso não era comum, eu não gostava da maioria dos livros "obrigatórios" da escola e normalmente lia autores estrangeiros mais apropriados para um 'teen', Agatha Christie, Julio Verne, Conan Doyle, etc.
O fato é, o livro me fisgou na adolescência e eu venho relendo desde então, quase uma vez ao ano.
A sinopse é bem simples. Ela conta a história de um garoto órfão, q vivia com sua tia, uma cartomante, q após sua morte tem sua vida disputada entre comerciantes vizinhos, cada qual querendo cuidar dele e, ao mesmo tempo, usar seus serviços nas suas atividades profissionais, mas havia uma outra alternativa, insólita e explosiva. Uma das clientes da sua tia lhe deu um cartão no velório da tia com um nome e um endereço e lhe disse pra ir procura-la. Esta era a cafetina de um dos mais famosos bordéis do centro de SP e lá nosso herói vai terminar sua "educação formal". 🤔
A narrativa é espetacular, nas releituras normalmente eu mato o livro numa sentada. Pode parecer um livro de pura sacanagem, afinal um adolescente indo morar num bordel, mas não é nada disso. A história de M (o nome dele só aparece no final do livro, portanto não vou dizer aqui, só darei a inicial) perpassa todo o período dos anos 30-40-50 de São Paulo. Nós temos a formação da vida noturna paulistana, os bairros se formando e consolidando, a sociedade daquela época, o surgimento e a queda de Vargas, o início da industrialização da cidade, etc.
É um panorama histórico da cidade (minha cidade, talvez por isso o livro falou tanto comigo) inserido dentro de uma trama irônica, debochada e muito divertida na figura de M, Lupe (apelido dela) e Esmeraldo, q formam o trio central de personagens. M. é um personagem multifacetado. Ele é ao mesmo tempo um desgraçado pela vida, também um 'bon vivant', um debochado, um parasita e ao mesmo tempo tem lampejos de generosidade de modo que é difícil classifica-lo como herói ou antiheroi. O melhor mesmo é ler o livro e descobrir.
É um livro que, por tudo que já escrevi, dei nota 10 e 5* no Goodreads. É óbvio que em termos de importância e peso literário eu não poderia colocar no mesmo nível de Vidas Secas, Memórias Postumas de Brás Cubas ou Memórias de um Sargento de Milícias, talvez meus três livros favoritos da literatura brasileira "canônica", mas todos eles são nota 10.
Finalizando, houve um filme baseado na obra, estrelado por Edson Celulari com trilha sonora de Chico Buarque. Eu assisti e ele é bem mediano e não faz jus ao livro. O livro é absurdamente melhor e mais rico.
Marcos Rey (pseudônimo de Edmundo Donato) com certeza foi um grande autor para uma geração de jovens adultos. Embora sua prosa seja divertida e espirituosa, o texto fica cansativo quando a estrutura se torna repetitiva e previsível. Acabei pulando alguns capítulos antes do final e sinto que isso não afetou em nada a conclusão da história.
Ugh I feel like this would do well if re-published again. Problematic male character who knows how to live. The true definition of living for the plot, and the ending tied everything together well.
Memórias de um Gigolô Marcos Rey Companhia das Letras 2003
Um dos meus autores preferidos, tanto na infância quanto agora na fase adulta. Apesar de que nunca vou amadurecer, vou ser eternamente uma criança.
Marcos Rey foi um paulistano que soube como ninguém retratar a nossa São Paulo e sua gente.
Todos os texto de Marcos fluem com uma linguagem fácil e muito ritmo. O autor é direto, sem muito floreio. Texto repleto de ironia, senso crítico e com muito humor. Muitas vez nós pegamos rindo ou gargalhando durante a leitura...
Quer ler a resenha completa e muito mais, visite o blog Momentos da Fogui:
Comprei no sebo por recomendação de amigos paulistanos que disseram que era fundamental que eu lesse alguma coisa do Marcos Rey.
Tinha começado a me cansar um pouco da trama, quando ela me surpreendeu no final. Os personagens se mantém interessantes e vão se transformando ao longo da história. A condição da narrativa como a própria memória do seu narrador é explorada com muita felicidade pelo livro. Me lembrou de "A Consciência de Zeno", que também, a princípio, parece seguir as estruturas de um determinado gênero, só pra deixar a pulga atrás da orelha com algum detalhe ou questão; que depois nos obriga a repensar a história toda. Isso tudo sem abrir mão de um senso de humor e um conhecimento sobre a cultura urbana de São Paulo, que são notáveis.