Ana vivia numa quinta isolada, no fiorde das Gaivotas e nunca fora mais longe do que à aldeia vizinha. O seu sonho era poder fazer o exame final do ensino secundário e, um dia, oferece-se-lhe uma oportunidade. Parte então para uma grande cidade, onde se divide entre o trabalho para pagar o seu sustento e os estudos em que tanto deseja aplicar-se. No novo ambiente, ao qual se adapta pouco a pouco, encontra amigos sinceros. Estes terão um papel decisivo para Ana "sair da concha" e se tornar uma jovem alegre e estimada por todos.
Annik Saxegaard - fully named Anna Constance Saxegaard - was a Norwegian author who wrote under several pseudonyms as there are Berte Bratt, Bente Bratt, Nina Nord, Ulla Scherenhof, Cara Mell and Eddie Eng. In 1958 she moved to Kiel in Germany where she died from cancer in 1990. She wrote round 80 books aimed mainly at adolescent girls, at first in Norwegian, later directly in German.
Gosto de ler. E de reler. E de treler. E de quadriler. E de voltar a ler. E de descobrir sempre qualquer coisa nova. Ou talvez não, talvez simplesmente relembrar uma ou outra passagem. E isso sempre desde pequena. O que significa que o número de livros que já passaram múltiplas vezes pelas minhas mãos é bem grande. E esta trilogia da Ana é um dos que mais vezes a elas veio parar. Reler as aventuras (e as amarguras! Pobre rapariga que tanto sofre...) da vida de Ana é relembrar a infância, é relembrar os tempos em que este mundo ainda era tão desconhecido. É relembrar aquele fascínio por um mundo tão diferente e exótico que era o norueguês. Era correr para os atlas (no tempo em que isso significava mesmo correr para a sala para abrir os grandes atlas) para tentar encontrar o fiorde das Gaivotas. Era tentar identificar naquelas páginas coloridas a grande viagem de Ana até à cidade. Era ficar com borboletas no estômago de cada vez que Ana olhava para Jess e ele correspondia. A história de Ana foi uma das que primeiro me fascinou. E não há nada melhor do que relembrá-la agora outra vez.
A nice story about a poor girl coming to study in a city and overcoming many difficulties on the way. I like the style of the author, the language in the book is rich.
Há livros que terão sempre um lugar muito especial no meu coração. A 1a vez que li este, esta colecção, terá sido há mais de (gulp) 30 anos. Durante a minha infância e adolescência, a série da "Ana do Fiorde das Gaivotas" foi lida e relida muitas vezes, e plantou na minha cabeça o desejo, a grande vontade de ir à Noruega, de ver com os meus olhos os fiordes, aquela paisagem diferente e extraordinária. Os anos passam, passaram, o sonho sempre ficou, acompanhado de muitas imagens de verde e água, até que finalmente um dia esse sonho se tornou realidade, e dei por mim na Noruega há 3 semanas atrás, nos fiordes, a lembrar-me da Ana, minha "amiga" de infância. Por isso também resolvi agora reler os livros, quando tenho tudo tão fresco na memória. Na altura que os li era demasiado miúda para estranhar certas coisas nos livros - como haver espanto em todas as casas terem electricidade nas cidades! - mas hoje sei que os livros foram escritos na década de 50 (e não nos anos 80 quando os li) e tendo estado lá e conhecendo as pequenas terras e cidades, sei que era mesmo tudo assim, que a vida era diferente e dificil. Também na altura não estranhei que Ana contasse que lá na quinta onde nasceu, no meio do fiorde das Gaivotas, fosse necessário aos pais atar os filhos pequenos com cordas às paredes da casa para que não corressem para a beira do precipício e caíssem lá em baixo. Hoje, estranho ainda menos, porque me contaram essas histórias lá, como era necessário, porque vi com os meus olhos n quintas como aquela em que Ana teria vivido, hoje em dia abandonadas, em sítios que parecem inalcansaveis, em encostas escarpadas, rodeadas de beleza. É uma sensação tão diferente, e tão boa, reler os livros agora. Por mais que seja tudo tão inocente, a história tão simples, uma pessoa volta a apaixonar-se pela Ana e a sua vontade de estudar, a vida dura na cidade, o começo do seu amor por Jess, num mundo e época tão diferentes dos nossos. E a certeza que se voltará à Noruega :)