Primeiro romance escrito por Luis Fernando Verissimo, O Jardim do Diabo foi publicado em 1988 e e obra cultuada por seus leitores. Inteiramente revisto pelo autor, este thriller bem-humorado e inteligente volta em nova edicao, atendendo a expectativa dos seus muitos fas. Uma mulher e encontrada esfaqueada em seu quarto - na parede, escritas com sangue da vitima, palavras em grego. E isso que o inspetor Macieira conta a Estevao, um escritor de historias policiais, sempre assinadas com um pseudonimo americano. O inspetor Macieira vai atras de Estevao por um detalhe - a cena do crime e exatamente igual a descrita por ele em seu ultimo romance. O assassinato, no entanto, ocorreu antes de o livro ser lancado. A partir dessa visita, os dias monotonos de Estevao comecam a ser invadidos por seus personagens. Vida e ficcao passam entao a disputar um jogo fascinante de que o leitor e a grande testemunha.
Nascido em Porto Alegre e filho do também escritor Érico Verissimo, Luis Fernando Verissimo (Luís Veríssimo, na ortografia legal) é famoso por suas crônicas cheias de ironia humorística. Além de escritor, ele também é jornalista, publicitário, cartunista e tradutor. Entre suas paixões, estão a família, o time de paixão, Internacional de Porto Alegre, e o jazz sendo praticamente inseparável de seu saxofone. Seus amigos o definem como "uma pessoa que fala escrevendo". Em público, ele é tímido e de forma alguma aparenta ser o autor de seus irreverentes textos. É considerado o escritor que mais vende livros no Brasil.
Es war eigentlich ganz in Ordnung, eigentlich. Die Sprache ist halt sehr problematisch, das Buch ist aber aus den 90ern. Die Story war ganz interessant, aber manchmal etwas wirr.
L.F. Veríssimo é apreciador de romances policiais, gênero que escolheu para seu romance de estreia. Mas seu forte mesmo é o humor e o resultado foi uma sátira ao estilo. Todos os "clichets" estão presentes de forma caricatural. O atrapalhado Inspetor Macieira foi muito bem criado e não dá para deixar de compará-lo ao nosso querido detetive Mort, Ed Mort.
Obra fantástica seja como diversão pura e simples, seja como estudo de crítica literária sobre um gênero. A estratégia de comparações entre realidade e ficção e a mistura de ambos é magistral.
Em abril de 1970 um jovem cronista, chamado Luís Fernando Veríssimo, nascido em 1936, estreava de forma um tanto descompromissada na coluna Informe Especial do jornal Zero Hora. Mal sabia aquele jovem escritor que, meio século depois, seus textos seriam aclamados e disputados por grandes veículos da imprensa como Veja, Jornal do Brasil, O Globo, Estado de São Paulo e outros além das mídias digitais. Esse pouco mais de meio século fez muito bem a Veríssimo que amadureceu como escritor e, livre da sombra gigantesca de seu pai – o grande Érico Veríssimo – se consagrou como cronista, contista e romancista criador de sucessos como “O analista de Bagé”, “A velhinha de Taubaté”, “Ed Mort” e o instigante “Borges e os orangotangos eternos”, sempre escrevendo com muito senso crítico, irreverência e inteligência. “O jardim do Diabo” é primeiro romance de L.F. Veríssimo, lançado originalmente em 1988 e revisado e relançado em 2005. “O jardim do Diabo” pode ser classificado como um thriller bem-humorado, inteligente e algo debochado cuja trama se inicia quando uma mulher é encontrada esfaqueada em seu quarto num certo bairro do Rio de Janeiro com um detalhe particularmente macabro: na parede do quarto em que a vítima foi morta, escritas com sangue, palavras em grego. O inspetor encarregado do caso – o destemido Macieira – percebe que o crime era uma imitação perfeita de um assassinato presente em um livro de um de seus escritores prediletos. Macieira, então, procura o escritor, chamado Estevão, especializado em histórias policiais e que sempre as assina com um pseudônimo americano, como uma forma de, talvez, elucidar o crime e, ou antecipar os futuros passos do assassino. Um detalhe assombra e intriga a dupla Macieira/Estevão: o assassinato foi descoberto depois mas, na verdade foi cometido antes do livro ser lançado. Como isso seria possível? Seria o próprio escritor o responsável? E a obsessão de Macieira pelas histórias do escritor não seria também suspeita? A partir do crime e da visita de Macieira, os dias monótonos de Estevão sofrem uma reviravolta e começam a ser invadidos por seus personagens. É nesse momento em que, no romance, vida e ficção começam a se alternar e a leitura passa a exigir do leitor uma especial atenção pois a alternância ocorre na narrativa sem filtros e, ou advertências. Chamam a atenção no romance o tradicional, afiadíssimo e proverbial humor de Verissimo que, ainda por cima nos envolve numa trama divertida repleta de referências policiais e recursos de metalinguagem. Leitura divertida e intrigante em várias passagens com direito a um final surpreendente embora o autor, que se saiu bem melhor no excelente “Borges e os orangotangos eternos” (parte da coleção “Literatura ou morte”, lançado originalmente em 2000) exagere, amiúde, no deboche e na paródia. Boa pedida!!
Não são crônicas, mas uma estória única, que não consegui ler de tão chata que é! Normalmente os livros do Veríssimo são muito bons (as crônicas), mas esse aqui realmente foi uma decepção, uma estória maluca que não faz você se envolver com nenhum personagem! Parei de ler na metade.