Muitos livros em um, Moby Dick é considerado uma das obras mais importantes da literatura. Publicado em 1851, recebeu duras críticas da imprensa especializada, sendo “redescoberto” apenas no início do século XX, por meio das análises de escritores consagrados da época, como D. H Lawrence e W. H Auden. O clássico de Herman Melville é narrado por Ishmael, tripulante do baleeiro comandado pelo capitão Ahab, que, em sua última viagem, deseja capturar a grande baleia branca que no passado arrancou uma de suas pernas. A beleza e a complexidade de Moby Dick residem na forma como Melville consegue explorar com maestria os mais diversos gêneros literários, construindo ao mesmo tempo diálogos shakespearianos, descrições científicas precisas e reflexões filosóficas sobre o bem e o mal.
Carlos Heitor Cony was a Brazilian journalist and writer. He was a member of the Brazilian Academy of Letters (Portuguese: Academia Brasileira de Letras).
“Trate-me por Ishmael”, é como começa a narrativa, frase sempre incluída entre as mais famosas da literatura.
Moby Dick é um romance clássico americano, talvez o maior, e se tornou um dos grandes clássicos da literatura universal. Escrito no século XIX, só foi plenamente reconhecido no século XX. Retrata a vida a bordo de um navio baleeiro, portanto, uma realidade da época, hoje praticamente extinta. É um típico e excelente romance do mar - "o maior livro do mar já escrito", segundo D. H. Lawrence.
O navio Pequod, o Capitão Ahab, a baleia branca, Ishmael, Queequeg, são personagens hoje conhecidos e mesmo presentes no imaginário de qualquer garoto que goste de ler, pois a obra também se tornou um sucesso juvenil. Como muitos outros clássicos, com o auxílio das versões adaptadas – como esta, boas para se iniciar na literatura. Baleias, homens, vida dura, tensões, tempestades, aventura, uma viagem praticamente ao redor do mundo, vocabulário do mar (sempre uma atração, principalmente para quem não é do mar), tudo convergindo em uma história muito cativante.
O Capitão Ahab teve um enfrentamento anterior com Moby Dick que lhe custou uma perna, do joelho para baixo. Por conta disso, tem uma obsessão pela busca da baleia para consumar sua vingança. Mas a obra não se limita a uma aventura de caça à baleia, tem ideias e temas variados como o da percepção, classe social, o bem e o mal. E reúne grande quantidade de conhecimentos, assim como aproveita casos reais (como o de uma baleia que afundou um navio, o "Essex"). Utiliza metáforas e símbolos em uma abordagem agora tida como psicológica, isto antes do surgimento da psicologia, como o fizeram também outros autores. O Pequod, por exemplo, pode ser visto como um microcosmo que representa a sociedade americana.
Herman Melville, natural de Nova York, foi ele mesmo marinheiro. Portanto, escreve a partir de sua própria experiência, fórmula usada também por outros grandes escritores do mar, como Joseph Conrad. Entre suas obras estão Typee, Omoo, Bartleby, o escrivão e Billy Budd. Fez amizade com o também autor americano Nathaniel Hawthorne (de A letra escarlate), a quem dedicou Moby Dick - esta, considerada sua obra mais importante.
Esta é uma adaptação publicada pelas antigas editoras Ediouro / Nova Fronteira, feita por Carlos Heitor Cony, importante escritor brasileiro. Como toda adaptação, é menor e não tem toda a complexidade do original. O que não quer dizer que se perca em qualidade, muito pelo contrário.
Em crônica na Folha de São Paulo, de 11/05/2014, o próprio Cony diz: “Quanto às adaptações, o pessoal da minha geração tomou conhecimento das obras-primas universais, como "Dom Quixote", "Gulliver" e quase todo o Júlio Verne, nas adaptações de Monteiro Lobato.” ..... E considero a adaptação que fiz de "Moby Dick" o melhor texto que escrevi.”
REFERÊNCIAS
> Autor: Herman Melville (1819 – 1891) > Tradução e adaptação: Carlos Heitor Cony
Outras baleias
Caso alguém prefira enfrentar a versão completa, a melhor edição atualmente é a da Cosac Naify:
1.1. Clássico de Melville virou um "Ulisses" americano Crítica de Ivo Barroso, poeta, crítico e tradutor. Na folha de S. Paulo de 26 de abril de 2008 http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilus...
1.2. "Moby Dick" ataca em nova tradução – Edição mais completa da obra inclui trechos e notas recuperados dos originais de Melville, negligenciados desde 1851 – Livro popularizado sobretudo em adaptações e versões resumidas teve a última grande tradução no Brasil nos anos 70 Artigo de Marcos Strecker. Na folha de S. Paulo de 26 de abril de 2008 http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilus...
Outra edição adaptada
2. Moby Dick Adaptação para público juvenil recria atmosfera do romance 'Moby Dick' Artigo de Manuel da Costa Pinto, na Folha de S. Paulo de 16/06/2013 Apresenta edição adaptada por Fouca Dabli e ilustrada por Jame's Prunier – Edições SM http://www1.folha.uol.com.br/colunas/...