Estas páginas encerram o diário de uma mulher. São 30 dias na vida de uma mulher tão especial e tão comum como todas as outras. Espreitamos aqui a sua intimidade e vemo-la jurar que nunca mais grita, e a gritar no minuto seguinte. A ser vencida pelo stress do dia-a-dia, e a enfrentar serenamente provações triviais. A debater-se com a culpa, com a dificuldade de se entregar e de gostar de si. A renunciar à personalidade e à vontade própria para agradar aos outros, e a fazer só que lhe apetece, porque a sua vontade está em primeiro lugar. A desesperar com a complexidade da sua relação com o marido e os filhos, e a aprender a gostar de si e dos outros assim mesmo. A confrontar os fantasmas do passado, e a contemplar a possibilidade de um futuro feliz. E percebemos então que é possível que aquilo que gostaríamos de ser, seja muito menos e não chegue sequer aos calcanhares do que somos realmente. O segredo descobre-se quando paramos de tentar ser uma pessoa diferente. O que somos, exactamente o que somos é sempre melhor do que julgamos. E chega perfeitamente.
Gostei bastante deste livro, talvez por conseguir ver-me em muitas daquelas situações. Quantas vezes não pensamos daquela mesma forma, tentando apenas sermos alguém de quem os outros poderão gostar. É dessa forma que fomos “programados” desde crianças, a sermos engraçados e queridos para todos, depois torna-se difícil quando na realidade a nossa personalidade é exactamente a oposta. Crescemos, queremos ser nós mesmos mas tudo está demasiado errado e muitos de nós não temos força para lutar contra aquilo que no momento acreditamos ser o correcto, por isso continuamos numa triste existência e a não conseguirmos ser totalmente felizes. Este é o tipo de livro que nos faz pensar que merece a pena sermos nós próprios, não sermos apenas aquilo que os outros querem que sejamos. Claro que não iremos aprender nada de novo, apenas vemos que é possível ver um pouco mais além. Vemos uma mulher a viver o seu dia-a-dia, com as complicações que de uma maneira ou de outra todos temos e vemo-la também a lutar, a cada dia que passa, a ser ela mesma e a atravessar todos os problemas que tem consigo própria. Recomendo este livro a que goste do tema. Eu sempre gostei deste tipo de livro, faz-me aprender e a compreender determinadas acções que para muitos são completamente desapropriadas, mas que na realidade reflectem apenas aquilo que somos e aquilo em que acreditamos.
Este livro, ao longo de um mês, é o diário de Maria onde esta relata os problemas do dia-a-dia comuns a todas as mulheres casadas e com dois filhos. Tem um casamento de dez anos ,e espreitamos um pouco dos problemas do dia-a-dia do casal , de ela comprometer-se a não gritar e no minuto seguinte , estar a gritar , ela a tentar ser a melhor esposa , a melhor mãe, a melhor de casa , mas será que esta pressão lhe dá felicidade? Ela tenta nos mostrar que a felicidade é estarmos bem connosco próprios e relativizar aqueles pequenos contratempos que nos aparecem , tentando resolve-los da melhor forma e sem consumir-nos energia . Temos de perder o medo e sermos nós próprios , não o que os outros querem , mesmo que percamos pessoas pelo caminho. Só mostra que não eram pessoas verdadeiras. Já tinha lido este livro em 2012 e adorei, reli-o agora e achei muito simples dei 3 🌟 fraquinhas, apesar de ter mensagens importantes.
Não costumo ler este tipo de livros, mas como foi oferecido resolvi experimentar. Surpreendentemente houve algumas partes que realmente fizeram sentido para mim. No entanto a realidade de uma fotógrafa sem horários fixos e cujas maiores preocupações são os filhos e arrumar a casa sinceramente dizem-me muito pouco...
We sometimes forget the entire live of that one person that take care of us. We don't think that she feel something unless she says, we don't think she need something, unless she shows. Sometimes we need a book like this to open our eyes.