E com esse volume 11 da Saga do Demolidor, eu encerro minha leitura dessa coleção do Homem Sem Medo com um saldo positivo de maneira geral, e com uma ótima história presente nesse encadernado.
Nessa edição, conforme desenvolvido em edições anteriores, Matt destina seus esforços para combater o Rei do Crime, mas não de modo para enfrenta-lo cara a cara, mas acabar com seu império e deixa-lo vulnerável, acabando com seu império. E apenas para contextualizar, nessa época, Fisk não comandava apenas a máfia de NY e outras operações ilegais, mas ele também havia expandido seu domínio para a mídia, pois ele adquiriu uma emissora de TV e um jornal, para manipular a população de acordo com seus interesses.
Partindo desse pressuposto, temos a primeira história com Matt confrontando a Tifóide, mas não de um jeito violento. O Herói reconhece que a dualidade da personagem entre Tifóide e Mary precisa de ajuda séria, portanto recorre a um embate humanizado, que resulta em tira-la da jogada e deixar Fisk sem sua paixão e guerreira.
Paralelamente a trama do Demolidor, há a trama de Matt Murdock, que com auxilio de Foggy, tenta recuperar sua licença para exercer seu trabalho de advogado, bem como busca recuperar sua antiga namorada Karen Page. No decorrer disso, há a aparição da Shield e de Nick Fury na trama, que é contextualizada e justificada por conta de acordos com empresas que Fisk realizou, que possuem envolvimento com a Hidra, e consequentemente com o Tentáculo.
Assim, é até interessante ver que o Demolidor se utiliza de recursos da Shield para conseguir algumas coisas para acabar com o império do Fisk, mas não comprei essa ideia de envolver a Shield e demais organizações do universo Marvel. Eu acho que o núcleo do Demolidor é tão complexo e com a junção de personagens urbanos, se torna rico para boas construções, sem precisar dessas participações maiores.
Dito isso, com algumas informações obtidas da Shield, o Demolidor une forças com uma promotora federal e juntos vão atras de desbancar o Fisk e seu império. Concomitantemente, alguns parceiros de negócios do Fisk também o encurralam e afetam seu império, de forma que de todos os lados que o Rei do Crime olha, as coisas estão se descontrolando, deixando-o em uma posição desconfortável.
Se tratando do embate direto entre Fisk e o Demolidor, eu achei muito bom. Toda a questão do drama envolvido, o passo a passo das ações, questões legais e politicas se misturando com a rivalidade dos dois, algo que foi sendo escalonado quadro a quadro do gibi, com um ritmo muito bom, fez a narrativa ser bem envolvente e cativar durante a leitura. Minha única ressalva é a respeito dos balões de descrição nos quadros. Não sou contra utilizar esse artificio, ainda mais se tratando de um personagem cego, já que esses quadros servem para descrever os sentidos do Demolidor, dando ainda mais riqueza na cena. Entretanto, há momentos em que o roteirista que descrever TUDO, quebrando demais o ritmo de leitura, principalmente nos arcos finais, onde há uma mensagem de urgência e drama envolvendo um confronto, e você precisa ficar contendo o ritmo por conta dessas descrições.
Por fim, além da trama principal que é boa, conhecida como Queda do Rei do Crime, há 3 histórias presentes no encadernado que são do Annual do personagem, e não seguem a numeração da revista Daredevil. São histórias one-shot, com tramas que são ok, que retratam alguns crimes e rotina de personagens que ficam em segundo plano durante as histórias do Demolidor, por exemplo Bem Urich e Os Gorduchos.