Em Como ser um educador antirracista, Bárbara Carine, conhecida nas redes como "uma intelectual diferentona", discute sobre como a educação e a escola podem ser pensadas a partir de perspectivas não ocidentalizadas e, sobretudo, racializadas.
A autora esmiuça conceitos ligados à luta antirracista, como pacto da branquitude, racismo estrutural, cotas raciais e educação emancipatória, para (re)pensar as ações pedagógicas e a formação e o papel dos educadores, que são, afinal, todos nós, os "doadores de memórias" que integram a escola.
Longe de ser um manual com fórmulas prontas, o livro, resultado de anos de experiência da autora como educadora e idealizadora da Escola Maria Felipa, primeira escola afro-brasileira registrada em uma Secretaria de Educação no Brasil, faz um convite aberto para o leitor conhecer e desenvolver práticas antirracistas em sala de aula e na vida.
Um livro NECESSÁRIO. Apesar de ter sido escrito para orientar professores, eu acredito que todos devem ler o livro. A autora é muito didática nas sua explicações e te faz entender os conceitos e diretrizes ligados a pauta antirracista. Adorei o livro e posso dizer que aprendi muito com ele. Me deu um novo olhar.
Que todos os profissionais envolvidos com o saber, de todas as áreas envolvidas na manutenção e equilíbrio do espaço escolar - seja nutrição, limpeza, segurança, inspeção de alunos, professores e gestores - tenham a oportunidade de ler essa obra que tanto contribui para o letramento racial no contexto sócio histórico em que vivemos. Axé Barbara por continuar escrevendo e pensando uma sociedade menos racista e acima de tudo, mais centrada nas agendas africanas e indígenas.
Apesar de ser um livro voltado às pessoas educadoras, é válido para qualquer uma que se interesse em construir uma sociedade mais democrática - afrocentrada, positiva e justa! Adorei a escrita de Bárbara Carine, bem leve e contextualizada.
Um trabalho vasto de ideias e experiências de fácil leitura, mas não por isso simples, sobre bases para práticas antirracistas. Aprendi sobre conceitos como Antirracismo e Afrocentrar, Potência, pioneirismo e Agência. Como ela bem disse, não é uma receita de bolo, já que ela brilhante e gentilmente nos pavimenta o caminho a percorrer para pensarmos estratégias de crítica e ação contra a nossa branquitude e o sistema estruturado por nossos antepassados europeus e que é ainda vigente. É leitura/estudo indispensável para o letramento racial (principalmente, porém a Bárbara consegue abordar outras formas de opressão ao longo do texto) de qualquer pessoa que deseje fazer o que é justo, que sonhe com a emancipação da humanidade e queira se apropriar de conhecimentos para uma autocrítica informada para achar formas de transformar a sociedade desigual em que vivemos através da partilha e conhecimento do histórico de pioneirismo e resistência dos diferentes povos e nações indígenas e negras.
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. Como ser um educador antirracista - Bárbara Carine Soares Pinheiro (audiolivro)
Este livro estava na fila de desejo a algum tempo até descobrir o audiolivro.
"Leitura" importante para uma educação antirracista cada dia mais necessária. Com pontos de vista sobre a necessidade de construirmos um ambiente diverso como é a própria sociedade, onde a cor da pele não seja determinante se iremos julgar ou tratarmos como um privilegiado determinada pessoa.
Acho uma leitura mais que urgente, necessária não só para educadores mas para todos e todas as pessoas, para gerar reflexões e debates saudáveis para uma sociedade diversa e que respeite esta diversidade.
Gostei muito de ter ouvido este livro.
#leiamulheres #ouçamulheres #Biblion
#livros (7)
Em tempo, esta leitura despertou a vontade de ler O Pacto da Branquitude de Cida Bento.
Como ser um educador Antirracista - Bárbara Carine: interessante e cirúrgico. O livro do começo da discussão do racismo globalmente no Brasil a partir de George Floyd e por causa do mundo voltado às redes sociais na pandemia é muito perspicaz e traz luz a como ser Antirracista na escola pelo ajuste mais do que necessário de quem comanda, quem ensina, quem coordena, quem assume e aceita que pessoas negras estejam em outras posições fora do cafezinho e do portão da entrada. A cutucada sobre a fraude de pessoas brancas nas cotas veio pra mim como bigorna, pois ela insere a interracialidade como fraude, e me fez repensar se eu não fui fraudulenta nas minhas inscrições, não pelo meu fenótipo, mas pela minha origem e condição social.
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Maravilhoso. Recomendo a todos os professores. É um livro introdutório, mas a autora faz a arte de conseguir ser sintética e ainda assim passear pelos diversos temas associados ao debate sobre relações étnico-raciais: Diáspora, antirracismo, afrocentralidade conceito de raça e suas metamorfoses, racismo estrutural, braquitude, relações de gênero etc. O compartilhamento das experiências de construção da Escola Maria Felipa é sem dúvidas algo que enriquece muito o livro. Você não terá em mãos um manual, mas certamente sairá com várias ideias do que fazer e consciente o suficiente a respeito do que precisa ser abolido da prática escola quando o assunto é relações étnico-raciais.
Lido para a escrita do Trabalho de Conclusão de Licenciatura (TCL) em Ciências Sociais.
Gostei da leitura e, para um título e proposta de livro de leitura simples (tinha como comparação o Pequeno Manual Antirracista), achei surpreendente profundo na utilização de linguagem técnica filosófica e detalhado com exemplos da prática dos conceitos apresentados no contexto da escola fundada pela autora. Bem legal.
Livro perfeito para entender o racismo e a branquitude. É muito interessante para expandirmos nossa visão de mundo. Livro de fácil compreensão e bem direto ao ponto a que se propõe. Obrigado a autora que é perfeita, linda e um exemplo de resiliência e que busca ensinar a nós (pessoas brancas) um pouco de como sermos antirracista e como podemos lutar em desfavor dos pré conceitos eurocêntricos.
Imperdível para professores e pais. Entender o racismo e o que podemos fazer para sermos aliados são alguns dos pontos relevantes do livro. E ainda o projeto desenvolvido na escola Maria Filipa e a possibilidade de descolonizar nossa formação.
Livro cirúrgico e necessário, assim como a autora. Nos ensina que o verdadeiro educador defende a educação mas sobretudo aplica valores nos espaços educacionais. Um educador que não combate o racismo, está na profissão errada.
extremamente necessário, me fez refletir muito sobre meu papel enquanto professora e como posso melhorar minha prática e trabalhar com um currículo étnico-racial.
Como ser um educador antirracista Lido em 13/06/2023 Nota: 5.0 ⭐ ⭐⭐⭐⭐⭐ Premissa ou Primeiras Impressões ⭐⭐⭐⭐⭐ Protagonista(s) ⭐⭐⭐⭐⭐ Personagens secundários ⭐⭐⭐⭐⭐ Conexão com a História ⭐⭐���⭐⭐ Page-Turner ⭐⭐⭐⭐⭐ Temas importantes ou Representatividade ⭐⭐⭐⭐⭐ Universo ou Ambiente ⭐⭐⭐⭐⭐ Elemento Surpresa ou Plot Twist ou Final ⭐⭐⭐⭐⭐ Escrita ou Narrativa ⭐⭐⭐⭐⭐ Frases ou Citações