12 april 1961. Joeri Gagarin draait als eerste mens rond de aarde en stelt in de ruimte vast dat de planeet blauw is. Op datzelfde moment vinden in een kleine plaats in het Braziliaanse binnenland twee jongens van twaalf het lijk van een jonge vrouw. Paulo, een mulat, klein en sterk, en Eduardo, lang, mager en van Italiaanse oorsprong, haasten zich vanuit hun kleine zwemparadijs naar de politie, die hen uiteraard meteen van de moord verdenkt. Daags na de vondst wordt de man van de jonge vrouw, de veel oudere plaatselijke tandarts, gearresteerd en is de moord opgelost. Althans… De twee jongens vinden het maar raar dat de tandarts, een fragiele oude man, de toch tamelijk robuuste jonge vrouw in een worsteling neer heeft kunnen steken. Ze besluiten zelf voor speurder te gaan spelen. Zo gaan ze de ingewikkelde wereld van volwassenen, van seks en geweld, the end of innocence tegemoet.
EDNEY SILVESTRE nasceu em Valença (RJ), em 1950. Jornalista de longa carreira, se destacou na cobertura dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 para a Rede Globo - quando era correspondente em Nova York. É apresentador do programa GloboNews Literatura. Seu primeiro romance, Se eu fechar os olhos agora (2009), conquistou elogios da crítica e prêmios como o Jabuti, de melhor romance, e São Paulo, de autor estreante, e foi publicado em outros sete países.
Two twelve-year-old boys, skiving off school, go for a swim and find a murdered woman. Innocent, aware of their civic duties – although seldom observing them – they report their discovery to the police only to be told that the woman was a known whore and that they are the killers.
This is a remote village in the Brazil of 1961, a country struggling out of feudalism into professed democracy, the boom days of coffee over, the great plantation owners turned politicians: opportunists endowing schools and hospitals as a means to further status. Little has changed for the poor since the days of slavery; workers are still exploited, women used and discarded like chattels; police, local authorities and the church are in the pockets of the politicians.
In such a corrupt world Anita, the murdered woman, was removed from an orphanage at fifteen to be married to a dentist in his forties. Anita’s mother, Elza, was raped at eleven. Elza was of mixed blood, Anita passed for white. Her half-brother was black, as was their grandmother. Plantation owners were white. Racism and misogyny were exacerbated by hypocrisy.
The police were merely having their fun when they accused the boys of murder; Anita’s widower was shortly arrested, charged, and found hanged by his own tie in his cell. The boys learn this from an aged pensioner who escapes from the old folks’ home at will by climbing over the wall. Wandering the streets he encounters the boys. At first the trio bond in their hazy conviction that the dentist didn’t kill his wife but by way of long surreal conversations it transpires that what really moves these unlikely investigators is their intense compassion for the victim. Anita was an undoubted whore but one who had suffered in ways which the boys can only sense whereas the old man, tortured and imprisoned when young as a Communist and atheist, was forced to watch his wife horribly abused by their gaolers.
Sleaze, squalor and nobility are exquisitely entangled by Puccini’s Tosca, an opera adored by Hanna, the gross madame who identifies with the eponymous heroine’s plunge from the battlements after her vain attempt to save her lover from the firing squad. It’s the strains of Hanna’s records, audible in the village street, that lure the old man to the brothel followed by the boys.
For all the horrors in this exotic story (which was introduced by one of the boys) when the man records his epilogue forty years later, he does it so poignantly that you realise with surprise that this is not a haunted man recalling the loss of innocence but a brilliant author ending a book. And one that is startling in its glimpse into another world – and most ably translated by Nick Caistor.
Fenomenalan debitantski roman poznatog brazilskog novinara Ednija Silvestrea... U odličnom prevodu Vesne Stamenković... Knjiga koja je dobitnik prestižne nagrade... Nedavno je objavljena i na engleskom... Jedina knjiga koju sam tri puta zaredom pročitala (ali ne zato što je bilo problema s tekstom već zato što je predivna)... MUST READ!
-Foi o melhor amigo que eu tive. Aprendi muita coisa com ele. Solidariedade, principalmente. Até os meus erros de português, o Eduardo corrigia. Quando eu queria saber o sentido de uma palavra, ele procurava para mim no dicionário e escrevia numa tira de papel. Eduardo era o único menino das minhas relações que tinha um dicionário. Eu escondia as tiras no guarda-roupa, para que o meu pai e o meu irmão não achassem e destruissem. Levei todas comigo, quando nos mudamos de lá.
A forma como cheguei a este livro foi curiosa. Estava a ver as novidades da biblioteca cá da terra e ia trazer o mais recente de Itamar Vieira Junior, mas, no dia em que ia requisitar livros, vi que já estava emprestado. Corri a categoria da literatura brasileira no catálogo da biblioteca e o título chamou-me a atenção, e, quando vi que falava em crime, ainda mais curiosa fiquei e resolvi que vinha este.
E que agradável que foi esta leitura e esta descoberta! Apesar de, pelo menos na contracapa, darem mais ênfase ao crime que acontece, eu senti que este livro era mais sobre a amizade entre Paulo e Eduardo, dois meninos de 12 anos que moram numa pequena cidade em que há muitos segredos, e bem podres, escondidos, e protegem-se um ao outro enquanto tentam descobrir o verdadeiro culpado, contando para isso com a ajuda de um velho que, durante a noite, foge do asilo em que vive.
Confesso que as ligações entre os vários personagens e a vítima do crime é um pouco confusa, ainda agora acho que não percebi muito bem todas aquelas relações familiares, mas não é, para mim, a parte mais interessante ou importante do livro.
Obrigada à Ana Lopes por, mais uma vez, dinamizar o #emsetembrolemosbrasil, pois de outra forma acho que nunca chegaria a esta obra e isso seria uma pena.
Beautifully sad, brutal and emotional... The story about children's friendship intertwined with all the cruelty and atrocious behavior of adults. Brazil has a lot to offer - you just need a good stomach for it.
Todos os elogios a Edney Silvestre por "Se eu fechar os olhos agora" são muito bem vindos: tive uma bela surpresa com este livro, como há muito não tinha com um autor brasileiro recente. Já expressei aqui minha predileção pela prosa poética, mas resolvi sair do costumeiro e encarar um romance policial de ritmo acelerado, pois há muito tinha ouvido que Edney Silvestre não só era um jornalista excepcional, mas um autor digno de atenção. No início do livro, somos impactados por uma cena na qual dois amigos acham o corpo brutalmente assassinado de Anita, uma mulher aparentemente comum e excepcionalmente bonita. A partir disso e gradualmente - e aqui chamo atenção para a habilidade de Edney de apresentar os fatos necessários na hora exata para manter o suspense -, somos apresentados a Paulo e Eduardo, ambos adolescentes de 12 anos de famílias distintas unidos por uma amizade invejável. Paulo, menino pobre, negro, acostumado a uma inferioridade imposta por um pai severo e um irmão vazio e vaidoso. Eduardo, de família distinta, branco, inteligentíssimo, sensível. É assim que ambos inicialmente são descritos; superficialmente. Por ser ambientado num Brasil dos anos 60 - JK, crescimento de indústrias, êxodo rural, desigualdade -, os contrastes acima eram de fato relevantes. Com a ajuda de Ubiratan, idoso residente em um asilo, os dois amigos vão em buscam de pistas que possam desvendar o assassinato da jovem. Engana-se, porém, quem pensa que esse é um romance puramente policial. Muito pelo contrário; Edney evidencia muito mais a questão psicológica do amadurecimento dos personagens do que qualquer interrogatório. Comecei a leitura achando que a narrativa da perspectiva das crianças pudesse atrapalhar a profundidade da história, mas felizmente me enganei profundamente. Acompanhamos justamente o abandono da inocência de um mundo justo fantasiado na cabeça dos jovens para a percepção de um Brasil cheio de falhas, no qual o poder prevalece ante a qualquer outra questão. O livro traz denúncias sociais, um recorte histórico muito bem feito e ilustrado - no qual ficção e realidade se mesclam - , o questionamento da democracia, a questão do machismo muito bem levantada, dentre outras abordagens. Quando me aproximei do final, confesso que senti que o romance perdeu um pouco de seu ritmo e me vi confusa com algumas questões de parentesco embutidas na história. Edney, porém, retomou minha atenção com um final muito interessante (e passível de arrancar umas lágrimas), o que me fez dar 5 estrelas pro livro. Recomendo muito. Escrita não muito rebuscada, ritmo bom, história muito bem construída.
Um livro que me despertou emoções boas e ruins, mas a experiência de lê-lo, foi maravilhosa. Descobri este livro por meio de um clube de leituras, do qual participo (@indiesbookclub); e tenho muito a agradecer a eles por terem me proporcionado a descoberta deste livro que já se tornou um de meus favoritos da vida. O melhor de tudo foi a possibilidade de discutir com amigos sobre o progresso da leitura, e compartilhar ideias e insights sobre a história. É um livro que tem muito a contar, e eu posso até dizer que é um livro sobre a sociedade brasileira e sua podridão... Essa nossa nação que nasceu do estupro, da corrupção, da violência e da exploração. O mais lindo e tocante do livro, sem dúvidas, é a amizade de Paulo e Eduardo. Vemos a maneira como os dois compartilham as descobertas do mundo e a perda da inocência, e é muito fácil nos identificamos com os dois, pois quem nunca teve uma amizade de infância que nunca esqueceu e carrega sempre no coração? Este livro tem tudo o que é necessário para se tornar um cânone de nossa literatura contemporânea e merece ser descoberto por mais pessoas assim como eu o descobri.
It took me a good while to get into the story and kept wondering if this was another case of “lost in translation” as this book was originally published in Brazilian Portugese.
The first couple of chapters were off-putting, particularly as it included Antonio – Paulos rather vile older brother – who adds so little to the plot that I wondered why he was included at all. Much later it becomes evident that is purpose is to show prevailing attitudes of men in that time period.
Set in 1960s small-town Brazil, two boys discover the body of a dead woman while playing near a mango plantation. They refuse to accept the official line about her death and together with an old man and a nun, they uncover the real motives behind her murder.
The storyline was not horrible and gave interesting insight into the Brazilian political climate in the early 60’s but to be honest I found the execution bland and unimpressive.
This was an unexpected suprise, a pleasant one I might add. It isn't just a story of murder, deception,abuse, lies and corruption. It is also about the strong bonds of friendship between two young boys and how their bond remains like an uncut hidden cord over the length of time. Intertwined between the events that unfold is the political history of Brazil. The author lets it stream seamlessly without letting any indication of political agenda overshadow the plot. Anyone who knows a little of the 20th century machinations and connections of that country and era will be aware that it isn't without contention. It does cast a shadow upon the country, one that lingers even today. Then we have the old man the two boys more or less harass into listening to them. He plays a pivotal part in discovering the awful truth. The ending was, well let's just say it made my heart weep and I can't say why, because it would spoil it for others. Just one thing though the fate of one of the main characters remains unanswered and although I can imagine what happened (probably what the author intended) my inner detective would really like to know. It is hard to describe just exactly what made this book such an outstanding read, maybe it was the combination of the right elements. Perhaps it is just simply the fact Silvestre is a very talented storyteller. In the end it doesn't matter why my inner bookworm is just glad I read it and so am I. I don't often recommend books, but I think this is a little gem that many might just discover and enjoy. I received a free copy of this book via NetGalley.
This is a story of a murder investigation conducted by two friendly boys.
As historical background, the building of Brasilia as the new Brazil's capital in the middle of "cerrado" and some other political events also take part of the plot.
Edney Silvestre is a Brazilian journalist who is responsible for a weekly program on literature.
I don’t think this book was originally written in english and i found it kinda hard to read, the overall storyline would have been interesting but i wasn’t really paying attention and had to force myself to finish the book. I also didn’t like how graphic some of the language was however i think this was intentional to reflect on the way men spoke about woman in 1961, idk i could be wrong i wasn’t alive then.
Este é o segundo livro que leio do Edney Silvestre, depois do excelente "Vidas Provisórias". Aqui, a estória começa com dois meninos, Paulo e Eduardo, que aos 12 anos de idade, isso em 1961, encontram o corpo de uma mulher morta às margens de um lago. Inicialmente acusados pela polícia, os dois se unem a Ubiratan, um enigmático idoso morador do asilo da cidade, para investigar esse assassinato, não acreditando na confissão do marido da vítima.
O fio condutor desta narrativa é esta investigação e, confesso, como romance policial o livro não me agradou. Entretanto, isso foi em parte compensado por uma série de acertos do autor, como os excelentes diálogos protagonizados por Ubiratan, e um ótimo panorama histórico do Brasil no início da década de 60, ilustrando o crescimento das indústrias e o êxodo rural no governo JK. O final também é bem interessante, e deixou a sensação que a vida adulta dos protagonistas poderia ganhar mais destaque...Há ainda outras questões abordadas no livro que não me impactaram tanto, como as denúncias sociais, e o machismo e racismo dessa pequena cidade da antiga zona do café fluminense.
"Se Eu Fechar Os Olhos Agora" venceu o Prêmio Jabuti de 2010 e, em 2018, se tornou uma minissérie da Globo, disponível hoje no GloboPlay.
Avaliação Final: 6,0/10 Leitura Concluída: 42º livro de 2023 Próxima Leitura: "O Filho da Mãe" (Bernardo Carvalho)
Leitura agradável, embora às vezes confusa por tentar caracterizar o pensamento de adolescentes, conta muito bem uma história que, mesmo não surpreendente, carrega o ambiente noir estando no Brasil e se torna muito prazerosa de acompanhar.
Set in Brazil in 1961: ‘If I Close My Eyes’ opens with two twelve year old boys finding the mutilated body of a young woman by a lake they had been swimming in. The woman’s much older husband is charged with the murder. However, there are things about the murder that don’t add up and the boys start to question whether the husband is the real murderer and start their own investigation. They soon team up with an old man from a rundown old people’s home run by the Catholic Church. This is an easy to read and well written crime thriller. The story not only highlights the affect such a gruesome discovery would have on a twelve year old boy, it takes you through a world of corruption and vice and the low value placed on the lives of the poverty stricken classes of Brazil in the early 1960’s. A very enjoyable whodunit and a must for those who like original thrillers.
Em uma trama de suspense onde duas crianças encontram um cadáver mutilado, e de ser uma trama bastante política, com temas como a violência sexual, o racismo, a corrupção e várias alianças políticas, essa história eletrizante e comovente fala sobretudo de amizade.
Eu confesso que resolvi ler essa livro por causa da minissérie da globo que estréia ainda esse mês na emissora, e por mais que já tivesse visto as várias chamadas na TV, não tinha certeza do que esperar desse livro, e bem, é um misto doido de expectativas supridas e decepção. Logo no primeiro capítulo nós somos impactados com duas crianças achando um corpo brutalmente assassinado e mutilado, e a cena corre tão bem, porque o poder do autor em nos apresentar o necessário para manter o suspense vem na hora certa, ele cria suspenses bem elaborados nessa cena e nas que a segue. Os garotos indo para delegacia, o pai de um deles espancando o filho, os garotos tomando a decisão de se meterem numa investigação policial por conta própria porque têm certeza que o acusado não é o verdadeiro culpado... O livro vai seguindo um ritmo interessante e nos prendendo naquela teia, mas na metade do volume, senti que a história já tinha se perdido, ficou cheia de diálogos forçados, os personagens se tornaram genéricos e foi tudo mais do mesmo, e eu só estava continuando para descobrir o real assassino, que é o intuito de todo mundo ao iniciar uma história assim.
É um livro forte, cheio de palavrões e termos ofensivos, o que me chama a atenção, acho interessante esse método do autor de deixar claro que apesar de ter protagonistas infantis, esse não é um livro pra criança, é um romance adulto, um um verdadeiro thriller, que acaba se tornando um pouquinho chato por causa daquele monte de informações históricas.
O final pode ser considerado interessante sim, mas depois de tantas páginas de história ruim, não consegue se recuperar, e sim, cumpre seu papel e dá aquilo que promete, um suspense, um culpado, uma descoberta e muitos problemas. Estou ansioso para ver como essa história vai ficar em cena, até porquê a descoberta do culpado, as razões e todas essas coisas são meio bosta.
Existe uma fluidez narrativa nesse livro que é linda. A própria história intriga e desperta interesse o bastante pra continuar atento com os desvendamentos das investigações do mistério do livro, além de ter todo um contexto histórico perfeito. Quantos aos personagens não tem muito o que contradizer porque todos eles são muito bem construídos e desenvolvidos, talvez a dupla principal, Eduardo e Paulo, poderiam ter tido um pouco mais de tempo pra que a amizade dos dois crescesse mais, mas também admiro o ponto de toda história se passar em curto período de tempo, o que da um ótimo senso de urgência. No geral acho que o livro se perde por conta da simplicidade das investigações q incomodam por essa tentativa, ou uma quase obsessão em parecerem muito mais complexas do que realmente são. Não ironicamente os dois capítulos finais pouco falam das resoluções do mistério ou demais explicações desnecessárias sobre outros personagens, e são os melhores e os mais emotivos por tratarem da importancia da amizade que esses dois tiveram.
Este é o romance de estreia do escritor e jornalista Edney Silvestre, carioca da cidade de Valença, jornalista, escritor e dramaturgo, nascido em 1950. E que bela estreia. A trama gira em torno de dois garotos – Paulo e Eduardo – que, matando aula numa certa manhã de abril de 1961, nos arredores de uma pequena cidade da antiga zona do café fluminense, encontram à beira de um lago, o corpo esfaqueado e mutilado de uma mulher. Chocados, intrigados e insatisfeitos com a solução oficial (na verdade uma suspeita “não solução “) do caso, os garotos auxiliados pelo idoso Ubiratan, passam a investigar o caso por conta própria, desconhecendo, a princípio, o fato dessa investigação ameaçar colocar a nu toda a teia de corrupção, venalidades, hipocrisias e autoritarismos que permeavam a corrupta e patriarcal sociedade brasileira do começo dos anos 60. O final pode ser um tanto decepcionante, mas eivado de coerência em se tratando do contexto político, social e econômico em que a história foi ambientada. Ótima pedida!
O livro desenvolve um mistério intrigante de forma meio "água com açúcar" (no melhor dos sentidos) em alguns momentos, o que me deixou bastante ligado. Isso somado à escrita fluida, que, pra mim, é o ponto alto do livro, traz um produto muito gostoso e prazeroso de ser consumido.
Dou 3½ estrelas porque não achei que Eduardo e Pedro tiveram muita química com o Ubiratan pra resolver o mistério. Por partir do princípio "personagens com nada em comum que se unem", a história não entrega muito com o desenvolvimento da relação desses personagens, que realmente não têm nada em comum e fica por isso mesmo. Eu entenderia se fosse apenas um gap geracional, já que Eduardo e Pedro têm 12 anos, e Ubiratan, 60, mas quanto mais eu lia, mais eu achava que eram personagens que não se batiam, que só se juntaram mesmo por serem três pessoas que não têm muito o que fazer e resolvem encher seus dias na resolução desse assassinato.
Enfim, achei um livro delicioso de ser lido, bem redondinho, com as pontas fechadas e que me prendeu legal.
Como sempre faço, antes de ler o livro dei uma olhada nos comentários de outros leitores. Em um deles, alguém menciona que parecia um livro da série vagalume. Depois de ler os 4 ou 5 primeiros capítulos, achei que ficaria nisso mesmo, um enredo de aventuras e mistério de duas crianças ajudadas por alguém mais velho a desvendar um mistério, o enredo clássico de alguns dos livros da serie que eu tanto gostava quando tinha a idade dos personagens principais desse livro de Edney Silvestre. Só que a quanto mais avança a leitura, mais clara fica a intenção do autor, e que de juvenil, o enredo não tem nada. É uma leitura rápida, com bastante ação, mas que prende também pela temática e pela maneira como expõe, sem maniqueísmos, um pouco de um Brasil real.
La trama non mi sembrava niente male. Certo si trattava dell'opera prima di un giornalista brasiliano ma sembravano davvero esserci tutti i numeri per un bel giallo. Conclusione: una storia che la prima Patricia Cornwell a caso avrebbe scritto a occhi chiusi e fischiettando. Troppi strappi, troppi personaggi che si intrecciano su troppi piani temporali e un finale che non mi ha lasciato davvero nulla.
Envolvente, muito bem escrito e sequenciado. A leitura prende a atenção o tempo todo, sempre tem algo mais que faz parte do mistério e que precisa ser lido. Mistura vida no interior, infância, miséria, riqueza, poder acima da vida, ópera, bordel, asilo. Além de tudo, com o número de páginas certo para não cansar o leitor com história que vai se esticando sem parar. Recomendo, descansei a mente lendo esse livro.
Um retrato do Brasil pós-Vargas, a herança desenvolvimentista e coronelista dentro de uma sociedade desigual e injusta. O livro aborda assuntos sérios como racismo, machismo, estupro, em um cenário que isso era naturalizado e impune. A forma que o autor narra o período nos teletransporta para um obscurantismo nacional que tem resquícios até hoje.