Nero terá sido o mais famoso dos imperadores romanos. A ele se atribuem algumas das mais terríveis crueldades da história.
Nero, discípulo de Séneca, revelou bem cedo a sua ambição pelo poder. Mas quem poderia imaginar que dos valores morais do filósofo Séneca nasceria um homem tão implacável e cruel?
Nas intrigas da Roma antiga, encontra-se a noção de que Nero conduziu o legado do Império com uma crueldade exacerbada, cego pela vontade de satisfazer o seu enorme ego.
O declínio de Roma, a perseguição aos cristãos e a tragédia de Séneca são tratados com grande mestria ao longo das páginas deste romance. Nero é uma obra com todos os ingredientes que caracterizam uma época repleta de intrigas políticas, conspirações, assassinatos, traições, orgias, incestos, e outros excessos. Mas também existe filosofia, poesia e música neste romance biográfico. Este é o primeiro romance histórico a abordar a vida de Nero de uma forma credível e com profunda investigação.
Vincent Archibald Patrick Cronin FRSL (24 May 1924 – 25 January 2011) was a British historical, cultural, and biographical writer, best known for his biographies of Louis XIV, Louis XVI and Marie Antoinette, Catherine the Great, and Napoleon, as well as for his books on the Renaissance.
Cronin was born in Tredegar, Monmouthshire, to Scottish doctor and novelist, A. J. Cronin, and May Gibson, but moved to London at the age of two. He was educated at Ampleforth College, Harvard University, the Sorbonne, and Trinity College, Oxford, from which he graduated with honours in 1947, earning a degree in Literae Humaniores. During the Second World War, he served as a lieutenant in the British Army.
In 1949, he married Chantal de Rolland, and they had five children. The Cronins were long-time residents of London, Marbella, and Dragey, in Avranches, Normandy, where they lived at the Manoir de Brion.
Cronin was a recipient of the Richard Hillary Award, the W.H. Heinemann Award (1955), and the Rockefeller Foundation Award (1958). He also contributed to the Revue des Deux Mondes, was the first General Editor of the Companion Guides series, and was on the Council of the Royal Society of Literature.
He died at his home in Marbella on 25 January 2011.
Sendo este um livro de ficção histórica, ainda para mais, passado na Roma Antiga, achei que iria ser mais interessante e que me ia deixar agarrada mas na realidade foi uma leitura que me custou. Tal como o título nos indica, o livro é centrado em Nero, que foi discípulo de Séneca e um dos imperadores romanos mais sangrentos. No entanto, o autor realizou outras pesquisas e a história que nos conta é um pouco diferente. Um aspecto interessante foi a escolha do narrador. Todo o enredo é-nos contando como se se tratasse das memórias do irmão mais novo de Séneca, o que poderia limitar um pouco o acesso à informação. Foi uma leitura custosa, no sentido em que achei, na sua grande maioria, o livro chato, muito chato. Algumas partes despertaram-me mais o interesse e pensava "ah, é agora que isto vai melhorar", para logo de seguida ficar aborrecida com o livro. E confesso, houve partes que li meio que na diagonal porque realmente só queria terminar. Só não levou 1 estrelas porque até gostei de algumas partes e não foi uma completa perda de tempo mas, bolas, foi uma leitura chata.
Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus nasceu em Dezembro de 37 d.C. e foi imperador do Império Romano durante 14 anos, tendo sucedido ao seu tio Cláudio aquando da sua morte por envenenamento.
Figura controversa, até pela forma como subiu ao poder, está associada a inúmeras acções de uma barbaridade extrema a fim de satisfazer o seu enorme ego. A ele é atribuída a ordem de assassinato da sua mãe, a famosa Agripina, ela própria implacável e a principal responsável da subida de Nero ao poder. A sua primeira esposa, Cláudia Octávia, filha do imperador Cláudio, também ela assassinada, assim como o irmão desta, Britânico, também estão associados a Nero, assim como a sua segunda esposa, Popeia Sabina, esta morta a pontapé pelo próprio Nero. O devastador incêndio que deflagrou em Roma durante três dias ou a brutal perseguição aos cristãos que serviam de entretenimento nas arenas e tantos outros eventos terríveis que deixaram para a História uma imagem de crueldade e tirania.
Em todo o caso, a questão que poderemos colocar é: foi realmente assim? Deve-se a Nero todas essas acusações, esteve de facto Nero por detrás desses horríveis actos?
Este livro, de uma forma muito cuidada e coerente, responde a todas essas questões.
Confesso que a História de Roma sempre me aborreceu. Nunca fui um grande entusiasta desse magnífico império. Já li muito sobre o império romano e, embora admita o meu fascínio pelo seu legado, as suas intrincadas teias e influências políticas sempre me aborreceram, sobretudo os obscuros jogos políticos e de interesses que o Senado mantinha, das conspirações e demais excessos.
Esta obra não escapa a essa teia.
Agripina toma desde o início a preponderância que a História lhe atribui. É ela a principal protagonista a desbastar o caminho da subida ao poder do seu jovem filho Nero.
A história é-nos narrada por um irmão de Lúcio Séneca, célebre pensador e filósofo romano que foi o tutor de Nero.
É através das suas memórias que o trama de Nero se vai desenrolando e o autor, de facto, faz um trabalho notável de pesquisa e posterior escrita romanceada da época e dos acontecimentos.
Não esquecendo que se trata de ficção, Cronin, não descura o mínimo pormenor.
Desde a infância de Nero até à sua morte, toda a vida de Nero é aqui escalpelizada, não se omitindo nenhum facto. No entanto o autor não se limita a narrar o que a História refere. Ele, à luz da mentalidade e do contexto da época, emprega uma congruência que me surpreendeu e que dá ao texto verosimilhança que nos transporta e faz crer que Nero agiu daquela forma e não, se calhar, como a História apregoa.
Exemplo disso é os acontecimentos que dão origem ao incêndio de Roma. Durante muito tempo a História defendeu ser o mesmo da responsabilidade de Nero, depois que Nero tocava harpa enquanto observava a devastação da cidade. No entanto, provavelmente, não foi bem assim. E porquê? Simplesmente porque Nero agiu antes e posteriormente de determinada forma, o que impede que ele tivesse procedido de forma insana que a História refere.
Em suma, um livro algo denso devido à imensa informação nele contida, que nos mostra um Nero algo diferente daquele que a História apregoa. De sublinhar a imensa importância e influência de alguns personagens na vida de Nero e o quanto ele foi responsável pelo futuro desse grande império que, nessa altura, já demonstrava muitos sinais de decadência.
Há muito que não lia um romance histórico e "Nero" chamou-me a atenção desde o dia da sua publicação. Revelou-se uma leitura interessante embora com altos e baixos pois tão depressa me sentia entusiasmada como achava o livro um tanto ou quanto entediante...Mas é ai que temos de nos relembrar que se trata de um romance histórico baseado em pesquisas feitas pelo autor sobre a vida do mais famoso imperador romano.
Um livro que certamente agradará bastante aos amantes de romance histórico.