Dona Filipa e Dom João I, Unidos pelo Amor e pelo Reino, conta a história de um casal de origens diversas, que a vida juntou sob a mesma bandeira. Ele, filho ilegítimo de um rei e de uma burguesa; ela, neta de um monarca estrangeiro e senhora de elevada estirpe. Mas se os seus berços os distinguiam, em comum tinham o amor à cultura, ao conhecimento e à virtude cristã.
Dom João de Avis nascera de Dom Pedro I de Portugal e de Teresa Lourenço, filha de um mercador lisboeta; Dona Filipa de Lencastre era a primogénita do príncipe John de Gaunt e da bela fidalga Blanche de Lencastre, que inspirara arrebatados versos aos poetas. O casamento de Dom João I e Dona Filipa resultara de um acordo político entre o novo soberano português e o duque de Lencastre, selando uma aliança perpétua entre os seus países. O primeiro encontro entre ambos logo os deixou presos nas suas diferenças, pois onde Dom João I era viril e moreno, Dona Filipa era delicada e de tons claros. Esses laços, tão fortemente atados desde o primeiro momento, liam-se nos seus gestos, na cumplicidade que deixavam transparecer, na paixão com que se entregavam um ao outro e na perfeição dos filhos que criaram, enquanto Deus não os chamou a si.
Com a honra a guiar-lhes a alma e a pátria a pulsar-lhes no peito, Dom João I e Dona Filipa caminharam lado a lado, durante 18 anos, unidos pelo amor e pelo reino.
Maria João Fialho Gouveia é filha dos anos 60 e do Estoril. Cursou Comunicação Social, Línguas e agora História. Jornalista há quase 40 anos, passou pelas várias áreas da imprensa.
Hoje abraça a literatura, definindo a aventura da escrita como uma doce e viciante solidão que lhe completa a alma. Mulher de causas, mantém ainda afincada a militância pelos direitos humanos e dos animais.
Tem doze livros publicados: Fialho Gouveia – Biografia sentimental, Dona Francisca de Bragança – A princesa boémia, As Lágrimas da Princesa, Sob os Céus do Estoril, Maria da Fonte – Rainha do povo, Os Távoras – Entre a virtude e o pecado, Dona Filipa e Dom João I – Unidos pelo reino e pelo amor, O Primeiro Amor de Dom Carlos, A Templária, Inês, As Asas de Ritam, e ainda o imperdível A Última Imperatriz – Zita de Bragança, a princesa que enfrentou Hitler.
Não é segredo para ninguém que adoro romances históricos, principalmente se se focarem sobre a História de Portugal. D. João I era um dos filhos ilegítimos de D. Pedro e que após a morte do seu irmão D. Fernando, se tornou Rei de Portugal, enquanto que Dona Filipa de Lencastre era a primogénita do príncipe John de Gaunt e de Blanche de Lencastre. Vamos conhecendo as suas infâncias e juventudes, até ao casamento, momento em que as duas linhas narrativas se juntam. Uma excelente leitura, com grande rigor histórico, bem como linguagem adequada à época e que nos dá a conhecer os progenitores da chamada Ínclita Geração.
Vejam a minha opinião mais detalhada em vídeo, AQUI.
A História passada do nosso Portugal foi muito rica e é fantástico descobri-la. Desde os Descobrimentos aos reinados, das conquistas às alianças, dos Reis e Rainhas ao povo e clero. Adoro descobrir pormenores da época dos Reis, principalmente das Rainhas que aparentando não ter voto na matéria tanto influência tinham na corte!
Uma viagem maravilhosa pela nossa História de Portugal. D. João I era filho ilegítimo de D. Pedro, enquanto menino foi criado nas ruas de Lisboa (cidade que sempre amou) e mais encaminhado para uma vida religiosa como Mestre da Ordem de Avis pela vontade de seu pai. Graças a algumas reviravoltas o filho natural de D. Pedro, contra todas as probabilidades e após a morte do seu irmão D. Fernando, é coroado Rei de Portugal (acabando assim com a ameaça de Castela sobre a independência de Portugal e a instabilidade política que se vivia). Dona Filipa de Lencastre era a primogénita do príncipe John de Gaunt e de Blanche de Lencastre. Cresceu rodeada de cultura e conhecimento o que moldou a sua personalidade e a fez sonhar com grandes feitos. Era uma mulher inteligente, sagaz, religiosa e bondosa cuja fama atravessou fronteiras. Ao longo das páginas deste livro conhecemos D. João I e Dona Filipa desde a infância até ao momento das suas mortes. Somos presenteados com uma leitura fantástica com rigor histórico e que nos dá a conhecer a bela história de amor vivida pelos pais de uma geração grandiosa conhecida como a Ínclita Geração.
D. João I era um dos filhos ilegítimos de D. Pedro e que após a morte do seu irmão D. Fernando, se tornou Rei de Portugal, enquanto que Dona Filipa de Lencastre era a primogénita do príncipe John de Gaunt e de Blanche de Lencastre. Este relacionamento começou por ser um casamento político, para fortalecer uma aliança que já existia entre Portugal e Inglaterra, mas depois acabaram por se encantar um com o outro. A nível cultural também tinham muitas semelhanças. D. João I, tendo sido mestre de Avis, era um homem muito culto e a corte de Filipa, que era neta do rei Eduardo III de Inglaterra, também era uma corte muito evoluída a nível cultural.
Esta é a história de D. João I, o querido príncipe que iria governar Portugal um dia. Dom Pedro ficou alegre por saber que o seu rebento era um rapaz, poderia ensinar-lhe todos os afazeres e tarefas que um rapaz tem. O destino de D. João I estava pensado desde a sua nascença mas antes que chegasse a esse ponto da sua vida, iria cumprir outros legados que lhe foram deixados. Esta também é a história da herdeira do trono da família Lencastre, Filipa, que adorava "comer palavras". Dotados de conhecimentos, estas duas personagens provavelmente se vão cruzar e juntar. Portugal passa por tempos de crise, não financeira mas sim militar, em que reinos vizinhos almejam os poderes da coroa e todos os seus territórios. Dom Nuno Álvares Pereira e João das Regras teriam um papel de destaque perante todas estas batalhas, Dom Nuno com as suas estratégias e Joao das Regras com as suas leis. Uma aliança seria algo muito importante para o Reino de Portugal e por isso D. João I iria aceitar tal promessa. A familia cresceu tanto ao longo dos anos, muita cultura do reino e da literatura lhes havia sido passada e todos cresciam bem. É-nos contada a história de Portugal pelo ponto de vista de Dona Filipa e Dom João I, como era a vida na corte, os seus afazeres, a vida com os seus petizes e todas as comemorações que se realizavam. Descrições dos palácios e locais emblemáticos que existem até aos dias de hoje, demonstração da beleza e rigidez da sua construção. Fala das origens romanas de Portugal e das suas construções. Sei a história de d. João I e de algumas das suas peripécias porque fiz o seu papel num teatro e consigo imaginar as suas façanhas. É um relato bastante fidedigno da sua vida.
Este livro retrata a vida de Filipa de Lencastre, princesa de Inglaterra e rainha de Portugal, e a vida de João, mestre de Avis, filho (ilegítimo) de um rei e rei de Portugal. Conheceram-se praticamente no dia do casamento mas amaram-se até ao último dia das suas vidas.
Eu estava curiosa com este livro desde que ouvi a booktuber MAria João Covas a falar deste livro e fiquei logo com ele debaixo do radar não só porque gosto de romances históricos mas tb porque a história de Pedro e Inês é me muito cara a ocoração. Mas foi surpreendente ler sobre o que aconteceu depois de Inês morrer, já que os livros que li sobre este tema, são sempre da história trágica destes amantes. Quanto ao seguir a vida de um filho de D. Pedro eu teria preferência de seguir os filhos de Pedro e Inês, mas compreendo que Dom João I tenha muito mais relevância.
Talvez o ponto mais negativo que tenha a dizer deste livro ou que pelo menos foi algo que eu não apreciei foi a linguagem demasiado antiquada não nos discursos, que isso é esperado de romances da idade média, mas nos paragrafos em que a "voz" seria a do narrador, porque noutros romances históricos, mesmo que o dialogo seja adequado ao tempo da acção, a voz do narrador é actual, e fiquei cansada de a autora repetir termos como grei, realego etc... Temos uma língua tão rica que é pena não usar todos os sinónimos de uma palavra, e em vez disso repetir "ad nausea" (?) as mesmas expressões.
Ainda assim gostei de dsaber dum rei que pouco ou nada sabia e que muito contribuiu para o desenvolvimento de Portugal. Gostei da relação dos reis e foi um livro que valeu muito a pena ler. Recomnedo
O romance histórico é o meu preferido mas este não me chega sequer a 4 estrelas. Ainda que a autora recorra aos diálogods para apresentar factos históricos, o que é criativo, tira a naturalidade pois parece que a personagem está a apresentar uma dissertação. O que poderia ser uma força torna-se, na minha opinião, uma fraqueza do livro, ficando-lhe a faltar consistência.
Um guilty pleasure: romances históricos. Neste conhecemos o fim da primeira dinastia e o início da “ínclita geração”, na linguagem desse tempo, sem que esta seja impedimento de uma leitura fluida. No entanto, ainda que a História seja romanceada de uma forma cativante, o romance peca por diálogos demasiado artificiais, onde a História parece metida a ferros.
Adorei, este sim trata ficção com a história real. Simplesmente brilhante a história de um dos meus reis favoritos (logo a seguir ao bisavô D. Dinis) e da minha rainha favorita.