Cassandra Rios, sempre polêmica, escreveu "A serpente e a flor" (1965) abordando uma temática lésbica com muito suspense e mistério. A tensão é bem construída pela autora que, com maestria, desenvolve uma história que conquista e prende o leitor.
Cassandra Rios, pseudônimo de Odette Pérez Ríos (São Paulo, 3 de outubro de 1932 — São Paulo, 8 de março de 2002), foi uma escritora brasileira, de ascendência espanhola. Escrevia ficção, mistério e principalmente sobre homossexualidade feminina e erotismo, sendo a primeira escritora a tratar do tema, quebrando um grande tabu nacional. Cassandra Rios acabou sendo perseguida e ameaçada pela ditadura militar, mas não parou jamais de escrever.
A atmosfera gótica e o suspense foram os melhores pontos desse romance. Uma história cheia de reviravoltas que me envolveu profundamente. É uma pena que tenha sido resumido ao rótulo de "erótico" apenas por apresentar uma protagonista lésbica, quando na verdade o livro se propõe a entregar, e de fato entrega, muito mais que isso. Alguns sinais de imaturidade na escrita de Cassandra são visíveis em comparação com os outros livros dela que li, escritos posteiormente. Me sinto muito feliz por ter, após um longo período procurando algum livro físico de Cassandra, encontrado esse volume especificamente, num sebo.