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Breviário do Brasil

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«A redacção de "Breviário do Brasil" foi concluída na cidade do Porto, no dia 28 de Junho de 1989. [..] Ao receber, no Brasil, o Prémio Camões, Agustina Bessa -Luís reconhece -se 'criada na memória do Brasil'. Com efeito, o Brasil está, desde a infância, fortemente presente no seu espírito: 'era menina pequena e já conhecia de lés -a -lés a Rua do Ouvidor e as lojas com sobrado, e os armazéns com balcões de madeira clara; e debaixo deles dormia um rapazinho, amargo e contente de estar em cidade estranha'. […] Agustina conheceu, pois, o Brasil «de maneira quotidiana, natural e familiar», como conta noutro texto em que também recorda o pai […] "Eu invejava -lhe [o pai] a vida passada, invejava -lhe o Brasil que ele tinha nas veias como se fosse parente de sangue. Às vezes falava do Brasil urbano onde ele viveu vinte e cinco anos. E eu ouvia, com essa incredulidade dos que adivinham a experiência que nos foge pelos abismos do tempo".» - in Nota Editorial

Paperback

First published January 1, 1991

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About the author

Agustina Bessa-Luís

126 books237 followers
Agustina Bessa-Luís was born in Vila Meã (Amarante) in 1922. Her father's family was from the north of Portugal and her mother was Spanish.

She lived her childhood and teenagehood in the region of Douro, Minho and then Coimbra in 1948. She married Alberto Oliveira Luís in 1945 and after 1948 she moved to Oporto.

She started writing at the age of 16 and in 1950 she published her first novel, Mundo Fechado. In 1952 her talent was recognized with the award Delfim de Guimarães, for her book Sibila, which also received the award Eça de Queirós the next year.

In 1958, she gave her first steps in theatre, writing the play O inseparável.

Between 1986 and 1987 she was the director of the diary O Primeiro de Janeiro in Oporto. Between 1990 and 1993 she was the director of D.Maria II Theatre in Lisbon and a member of the Alta Autoridade para a Comunicação Social.

She is a member of the Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres in Paris, of the Academia Brasileira de Letras and the Academia das Ciências de Lisboa, being also recognized at Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) and degree of "Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres", given by the French government (1989).

Various works have been translated in various countries and some were adapted to the cinema, such as Francisca, Vale Abraão and As Terras de Risco by Manoel de Oliveira. Her novel As Fúrias was adapted to the theatre by Filipe La Féria.

At the age of 81, Agustina Bessa-Luís received the Camões Award, considered the most important portuguese award.

Agustina Bessa-Luís nació en Vila Meã (Amarante, Portugal) en 1922, de madre española y padre portugués. Es miembro de la Academia Europea de las Ciencias, las Artes y las Letras de París, de la Academia Brasileña de las Letras y de la Academia de las Ciencias de Lisboa. Sus numerosos libros le han valido las más importantes distinciones, como la de Santiago da Espada (1980), la Medalla de Honor de la Ciudad de Oporto (1988) o el grado de Oficial de la Orden de las Artes y las Letras del gobierno francés (1989). En 2004 recibió el galardón literario más importante en lengua portuguesa, el Premio Camôes.

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Luís.
2,501 reviews1,613 followers
July 8, 2020
Summary of the brother country of Portugal, Brazil, which exposed, in detail, the Brazilian sites of the interior, the coast and the cities; Agustina relates with extreme passion the customs, the people. The curiosities and also with some grace, some episodes of the Portuguese royal court when exiled in Brazil and still successive events concerning the differences between the two countries.
4 reviews
November 22, 2025
Livro horroroso. A autora quando não está escrevendo coisas racistas ou colinialistas, está falando um monte de bobagem sem sentido. Só dei uma estrela porque não tinha como dar menos
Profile Image for Erwin Maack.
463 reviews18 followers
March 20, 2013
"Foi ao ler os contos de Machado de Assis que percebi a atmosfera cerimoniosa do Rio antigo; a sua proporção de inteligência, que existe entre os povos onde não há estrangeiros, nem forasteiros, e todos são irmãos. José de Alencar, que eu li à hora do recreio (no Verão, quando as salas de aula ficavam desertas e pelas janelas abertas vinham os gritos de quem corria e jogava à pela), ele foi o meu mestre. Digo porquê: porque há nele uma veneração imensa quando fala da natureza e dos homens arrastadois no seu poder e acautelados na sua benção. Ficavam da sua leitura, a ideia de que o homem não cede às contrárias tormentas e até as aproveita para deslizar mais depressa nas torrentes enfurecidas. O seu amor resiste à abundância dos terrores que o cercam. Por isso José de Alencar é o maus puro neste negócio de escrever. Outros são mais interessantes e mais astuciosos. Ele não engana niuguém com a sabedoria deste mundo, e por isso parece que não é louco.
Chegamos a um tempo em que parecer-se louco é uma forma de distinção, as coisas honestas não tem crédito algum e as próprias Letras tornaram-se uma espécie de ira. O homem vinga-se a si mesmo em tudo o que faz e, especialmente, em tudo o que escreve. Todavia, escrever é, ainda hoje, a única maneira de nos acomodarmos às coisas humildes. Nada há de tão humilde como a plavra, se é sincera. Porque a sinceridade não se afasta nunca duma ciência natural que não espera paga nem se presta à emulação. A criação literária, como toda a criação, é assunto sujeito à vaidade. Por isso não se eleva das suas impaciências". Página 151
Profile Image for Marcos Junior.
353 reviews10 followers
January 5, 2016
Mais que um diário, Breviários são impressões que geram reflexões sobre o Brasil e seu povo. Existem coisas que só um estrangeiro consegue perceber; e a portuguesa Agustina Bessa Luís apresenta imagens e reflexões que nos fazem pensar. Em muitos momentos não pude deixar de concluir: é, de fato é assim. Em outros, estranhei. Seremos realmente assim? Muitas vezes é a partir de uma visão externa que começamos realmente a pensar sobre o que somos.

Sem muita estrutura ou ordem, indo e vindo pelo Brasil, Manaus, Recife, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Seguro, em cada pedaço de nosso território há paisagens e histórias, natureza e pessoas reais. Agustina observa tudo com a atenção que só uma verdadeira escritora pode ter. Querem pensar o país? Comecem por esse pequeno livro que com muita sensibilidade coloca diante de nós o que somos, com nossas qualidades e nossas mazelas.
Profile Image for Luís Branco.
Author 60 books47 followers
December 26, 2016
O livro é escrito de maneira à não deixar o leitor sem o desejo de continuar a ler mais e mais. De certa forma, mesmo que vagamente, lembrou-me "Os Sertões" de Euclides da Cunha.
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