Seleção de treze contos fundamentados no elemento trágico e urbano de um dos maiores escritores portugueses do século XX, Miguel Torga. Uma visão aguda sobre a solidão de personagens que se fecham num recolhimento tão íntimo e persistente 'que só mesmo no fundo duma sepultura'.
Histórias vividas em paisagens urbanas menos caóticas e opressivas que as de hoje mas ainda assim envoltas em solidão e desânimo . Histórias de amores e desamores, de gente que só conhece o trabalho , que não grita a indignação e que esconde a humilhação e a vergonha. Histórias de sobreviventes e de sonhadores. " A reforma" , " Uma luta' , " O charlatão ' e "Pensão central " destacam-se ,e o estilo único de Torga.
O que dizer mais acerca do génio de Miguel Torga? Talvez nada. - Então por que é que estás a escrever esta crítica, Rui? Porque tenho liberdade para tal e apeteceu-me. Viva o 25 de Abril! (-Viva!) Após esta interrupção indesejada, digo que adoro ler Miguel Torga, uma Lenda deste nosso Portugal. Os contos "A carta", "Música", "A Leonor Viajada" e "Pensão Central" são geniais, histórias lindíssimas. Por fim, e para apelar aos meus seguidores mais jovens: esta coleção de contos é bué da bacana, não sejam cortes e leiam antes de chillarem com uma série da Netflix. Peace out.
eu descobri um autor do meu CORAÇÃO! eu AMEI AMEI AMEI a escrita do Torga, um autêntico realista, que não nega sua alma sensivelmente poética. obrigada pelo deleite, minha alma suspirou várias vezes.. não posso deixar de exprimir meu amor e preferência à "Não venha mais", "Música", "A Leonor Viajada" e "O senhor Cosme".. ♡ me limito a dar 4 estrelas porque tiveram contos que eu achei realmente irrelevantes. simplesmente me foram indiferentes. mas de modo geral, ganhou meu coração. sz
A linguagem poética continua firme e forte, e os últimos contos são interessantes e elaborados, mas, em geral, o interesse é mais etnográfico mesmo: perceber como Portugal urbano é parecido com o Brasil.