Uma história medieval antiga (lançada em 1998), e que ainda traz notas de romantismo, ainda que os tempos fossem tão duros.~
O rei exige de um dos DeBurgh se case com Elene Fitzhugh para acabar com as brigas entre vizinhos (lembrando que no livro anterior, o pai de Elene havia aprisionado o DeBurgh mais velho, e iniciado uma guerra).
E havia um enorme porém: Elene havia se casado antes (obrigada) e matara o marido na noite de núpcias. Nenhum dos irmãos DeBurgh queria ser a próxima vítima.
Mas decreto é decreto, e os irmãos tiraram a sorte no palitinho (literalmente).
Geoffrey, o irmão mais erudito, acabou sendo o escolhido.
Elene era uma selvagem. Usava roupas marrons, não parecia se banhar, e seus cabelos eram longos demais - do tipo demais mesmo, sendo usados como um escudo. Além disso, ela estava sempre armada com punhais, e suas ameaças verbais metiam medo em muitos homens.
Obrigada pelo rei a se casar, ela não tornaria a vida de Geoffrey fácil.
Focado em tornar o castelo habitável (estava entregue às baratas porque o antigo dono parecia só ter interesse em guerrear), as despensas estavam praticamente vazias, não havia muito plantio e os cofres, dilapidados. Geoffrey passava o dia vistoriando tudo e tentando ganhar a confiança de seu novo povo.
No entanto, alguém não o queria lá, e ameaças começaram a surgir, o que levou o povo a achar que Elene estava por trás de tudo aquilo, afinal, ela era uma "bruxa"!
Geoffrey não via a esposa dessa forma, e seu jeito controlado ao tratá-la (ao contrário do que ela esperava dele, e até o provocava) fez com que aos poucos ela baixasse a guarda perto dele. E então, o verdadeiro inimigo surge.
É um slow burn, confiança sendo adquirida paulatinamente, apesar de todas as pistas indicarem que um não suportava o outro.
As cenas íntimas não são tão pesadas, privilegiando o romantismo.
Para mim, uma obra de arte, que se tornou um clássico, assim como outro livro da autora, Bodas de Fogo
5 estrelas