Comprei esse livro no sebo da Livraria Cultura e, ao chegar em casa - tcharam! - o livro começava na página 34! Ê lelê! Na metade do primeiro capítulo. Assim, sem ler a introdução, fiquei sem saber se a categoria artista a que o autor se refere é em latu ou stritu sensu. Porque a impressão que dá é que Will Gompertz, que já escreveu um livro sensacional sobre entender as artes plásticas contemporâneas, se refere a artista como alguém das artes plásticas. Mas lá pelas tantas ele dá exemplos bem curtos e rasteiros da literatura, do cinema e até das séries. Contudo, o foco mesmo é nas artes plásticas. Nesse sentido me parece um livro extremamente elitista, como se a pessoa precisasse, para pensar como um artista, ter todo o arcabouço cultural que ele tem, e compreender não só a história da arte, como as poéticas visuais. Mas sabemos que a maior criatividade acontece nas classes subalternas, que precisam se equilibrar pra viver, criando gambiarras para se virar. Proponho então o livro: Pense como se tivesse fome: e tenha uma vida mais criativa e produtiva. É isso...