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Se a cidade fosse nossa

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Joice Berth, uma das ativistas antirracistas de maior destaque no Brasil, lança seu primeiro livro sobre direito à cidade.

 

Nos últimos anos, Joice Berth angariou posição importante na opinião pública com argumentos preciosos sobre os desafios que as lutas antirracista e feminista enfrentam para avançar em pautas fundamentais de igualdade social – seja nos costumes, no mercado de trabalho ou na política institucional. Suas colocações a tornaram referência nas redes, fazendo com que a arquiteta e urbanista de formação fosse rapidamente reconhecida como uma das influenciadoras mais requisitadas para analisar fatos e comportamentos que escancaram nossas questões sociais mais alarmantes.

Em Se a cidade fosse nossa, Joice Berth se volta para o tema principal de seus estudos e preocupaçõ o direito à cidade. Neste livro, as disciplinas de arquitetura e urbanismo são singradas pela crítica racial e feminista. A autora, através de uma escrita propositiva e acessível, conta a história da formação das cidades brasileiras desde a colonização, para deixar evidente o quanto nossos projetos de urbanização, mesmo os mais recentes, carregam uma herança higienista que teima em se perpetuar. Dessa maneira, o pensamento e os projetos de arquitetos e urbanistas de renome, como Lúcio Costa, Lina Bo Bardi e Diébédo Francis Kéré, são pareados às referências de Angela Davis, bell hooks, Patricia Hill Collins, Paulo Freire e Milton Santos.

Após a leitura deste Se a cidade fosse nossa, dificilmente o espaço urbano continuará sendo visto como modelo uniforme que distancia centro e periferia, ricos e pobres, brancos e negros, homens e mulheres. Aqui, Joice Berth propõe alternativas aos municípios brasileiros do século 21, para que possam se transformar em espaços de sinergia de saberes, congregação dos diversos modos de vida e de oportunidade de uma existência melhor para todos, sem distinção de gênero, raça, classe e orientação sexual.

273 pages, Kindle Edition

Published June 26, 2023

17 people are currently reading
94 people want to read

About the author

Joice Berth

3 books10 followers
Joice Berth é arquiteta e urbanista formada pela Universidade Nove de Julho e pós-graduada em direito urbanístico pela PUC de Minas Gerais. Desde o início, sua trajetória profissional na arquitetura se relaciona com o interesse pela atuação política e, hoje, Joice trabalha como assessora parlamentar. Também desenvolve pesquisas sobre questões raciais e de gênero e, em 2018, lançou o livro “O que é empoderamento?” pela editora Letramento.

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Displaying 1 - 7 of 7 reviews
Profile Image for Guilherme Smee.
Author 28 books195 followers
October 6, 2024
Adquiri este livro de Joice Berth depois de ter arriscado com o livro de Beatriz Colomina sobre arquitetura e sexualidade e gostado bastante. Já conhecia o trabalho de Berth em seu baita livro sobre o Empoderamento. Enquanto Colomina destaca a diferença generificada na demarcação entre o espaço externo (masculino) e interno (feminino), Berth vai além e explica a razão de tal diferenciação. A mulher é tida como um objeto do homem, e por isso deve ser resguadada como posse, da mesma forma que isso acaba refletindo em dimensões colonializadas e racializadas, marcas que devem estar sob controle do poder hegemônico. Em Se a cidade fosse nossa, notei que os momentos de maior empolgação que tive com o livro foram quando Berth milita sobre gênero, colonialialidade e racialidade, como quando traz o termo "colonialidade do comportamento", uma versão acadêmica para o vira-latismo brasileiro. Mas demorei para me empolgar com o livro, somente lá pela página 100, porque a parte puramente urbanista do livro não me deixou muito animado. Por isso, se você começou o livro e não achou tão interessante, insista e leia até o final porque vale a pena a investida.
Profile Image for Isabella Ferraz.
339 reviews1 follower
August 9, 2024
livro muito necessário e interessante com foco especial pra introdução e primeiro capítulo que para mim foram os melhores. minha única crítica é que em várias partes ele é muito repetitivo, e apesar de serem conceitos que valem o reforço, causa que seja uma leitura cansativa e que me fez pensar que poderia passar a mesma mensagem com umas 30 páginas a menos.
Profile Image for Sara Helena.
132 reviews6 followers
October 3, 2025
Muito bom!!!!!!!!

O livro ideal pra quem deseja pensar na interseccionalidade existente nos meios urbanos, essa divisão racial e de gênero dos espaços, racismo ambiental, e a forma com que as cidades e a sua arquitetura são pensadas. Além da sua narrativa ser super atual e trazer exemplos nacionais.
79 reviews2 followers
April 2, 2024
Livro corajoso e necessário que demonstra como o urbanismo age em favor aos interesses dos poderosos, no caso a elite, branca patriarcal. A autora, Joice Berth demonstra de forma enfática que as soluções urbanas prejudicam e isolam as minorias pobres, em especial sendo especialmente às mulheres e pessoas não brancas. Não só isolam, mas oprimem e fazem mal. Minha única crítica ao livro é que a prosa é repetitiva e direta. Para mim, que sou sensível à causa, não é problema, mas para um leigo pode fazê-lo desinteressar do livro. O que seria uma pena, pois a teoria da autora abre nosso olhar para o espaço que vivemos de uma forma muito positiva.
Profile Image for Manoela Veras.
43 reviews5 followers
March 23, 2025
Diferentemente do livro Empoderamento (também da autora) gostei muito de ler Joice Berth no seu campo de estudo e formação. Suas análises são interessantes e trazem apontamentos sobre a arquitetura urbana misógina e racista contemporânea.
O livro é um tanto repetitivo, pelo menos para quem já está habituado com as perspectivas e conceitos trazidos pela autora, mas acredito que essa estratégia seja positiva para quem ainda não possui familiaridade com o campo.
Muito bom. Se fosse possível, daria 3,5 estrelas.
Profile Image for Thays Karine.
47 reviews
January 21, 2025
Muito interessante a proposta de uma arquiteta elaborar questões de opressões que se constituem e se refletem nas cidades. Apesar de ser atravessada por muita das opressões citadas na obra, me senti um pouco alienada das violências que são me apresentadas todos os dias. Perceber que o direito à cidade é algo que é negado às minorias sociais é de tamanha supressão na nossa subjetividade.
Ter direito à cidade é ter direito à existência, à dignidade humana.
Displaying 1 - 7 of 7 reviews

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