Com uma história ambientada nos bastidores da cultura erudita, traze para o centro da trama as perturbações afetivas deum maestro de prestígio brasileiro que envolve-se com a violinista da orquesta, trinta anos mais jovem.
Patrícia Melo (born 1962 in São Paulo) is a Brazilian author. She has written a number of successful novels, including The Killer and In Praise of Lies. Her works have often dealt with sex and violence in a heavily urbanized setting.
É estranhíssimo ler um livro baseado em um universo que se conhece tão intimamente. Foi a razão pela qual comecei a ler "Valsa Negra" ao encontrar em um sebo. Interessante a experiência de ler sobre salas e corredores que se conhece tão bem. Mas me vi preso na trama conforme a realidade dava espaço à ficção, e completamente envolvido na espiral descendente paranoica, possessiva e egomaníaca do maestro.
Na realidade, não é um livro excepcional - mas a história prende, intriga e trás questões interessantes sob os olhos de um excêntrico e possessivo músico.
I loved reading this book. It was so much better than I thought it would be. The main character is crazy and unstable and threw everything away because of his paranoia. It's interesting as you know the entire time that it's all in his mind and you wonder, will he ever get back to reality?
Un mélange très intéressant de jalousie, amour, haine, paternité, relations humaines, coulisses de la musiques classique, féminisme….. dans la tête d’un obsessionnel compulsif avec une ambiance très sombre mais qui tient jusqu’au bout ……
O ciúme de um homem é o fio condutor de Valsa negra, quinto romance de Patrícia Melo. Em uma narrativa na qual o suspense vai crescendo a cada página, lembrando a evolução da melodia durante um concerto, a autora faz valer a epígrafe do livro, retirada de um verso do poeta italiano Catul “O ódio é indistinguível do amor.”
Afinal, os dois sentimentos se alternam para o protagonista, deixando os leitores em dúvida sobre qual deles irá prevalecer no fim da trama.
Narrado em primeira pessoa por um maestro de prestígio, cujo nome não é revelado, o livro é centrado na relação dele com Marie, sua segunda mulher, 30 anos mais jovem e violinista da orquestra.
Com o mesmo talento que um regente comanda seus músicos, Patrícia Melo constrói uma narrativa coesa, que prende a atenção até a última linha.
SEGUNDA SINOPSE Um importante maestro casado com uma das violinistas da orquestra que rege com mão firme. Também um músico brilhante e dedicado, certo de que só a imersão total no trabalho é capaz de agraciá-lo com “aquele estágio em que exaustão e paz são quase a mesma coisa”.
Ultimamente, um homem consumido por um pensamento obscuro: o que a mulher faz quando não está com ele? Tamanha inquietação o leva a desejar cair em um buraco e quebrar as pernas, como aconteceu com sua vizinha septuagenária. Só assim, pensa, poderia ficar em casa tomando nota de cada passo da esposa.
Marie é bonita, talentosa, tem 30 anos a menos que ele e uma queda por jogos de sedução. Interessada por judaísmo e pelos conflitos no Oriente Médio, grifa nos livros frases que o marido lerá sorrateiramente. Envenenado pela desconfiança, ele tenta desvendar a mente da esposa, como quem lê mensagens cifradas que comprovam e até justificam a suposta traição.
Vencedora do Prêmio Jabuti de 2001, Patrícia Melo utiliza seu estilo preciso e rascante para elaborar um potente romance sobre os mecanismos do ciúme e da sedução. Ele, o imponente maestro, símbolo de poder no mundo dos concertos. Ela, a jovem que o desconcerta. Na valsa negra desse relacionamento, amor, desejo, manipulação e desconfiança são os acordes que harmonizam e criam dissonâncias em uma dança sensual e cruel.
Ágil como uma facada. Tensa como incita o corte. Violenta qual o acaso. Assim é a narrativa de Patrícia Melo, nome de destaque da ficção nacional. Com humor corrosivo, personagens ricos e tramas de fluidez cinematográfica, Patrícia dedica sua verve a tratar sobre a morte — ora espetáculo, ora banal — e sobre a violência em suas várias facetas.
RESENHA
Talvez seja o livro mais machadiano de Patrícia Melo com protagonista Maestro lembrando muito as mirabolâncias ciumentas de Dom Casmurro, mas com um grau de descontrole e insanidade mais exacerbado, totalmente patológico.
O livro mergulha no universo pessoal de um maestro brasileiro, revelando, em narrativa de primeira pessoa, a espiral de autodestruição causada por seu ciúme doentio, que pode ou não ser ligado a algum tipo de distúrbio neurológico.
A narrativa trabalha com o tropo da obsessão e da insegurança de um homem bem mais velho do que sua companheira. O clima do livro é bem claustrofóbico, a prosa é enxuta e sem as variações e quebras mais literárias dos primeiros livros de Patrícia.
O forte do livro está na caracterização do seu protagonista. A trajetória de seus pensamentos obsessivos em relação à sua esposa mais jovem, o caminho de suas fantasias sombrias é bem narrado, o arco do personagem é bem feito, e Patrícia evita seguir certas expectativas dos leitores de thrillers psicológicos, o que deixa a leitura cativante para leitores "velhos de guerra" como eu.
O livro também explora temas como a identidade dos judeus mais jovens nos dias de hoje as contradições e a problemática da cultura judia em relação à Israel, e outros temas bem espinhentos.
Mas o que mais curti foi conhecer o mundo da música clássica brasileira, as picuinhas entre os maestros e seus músicos, e os bastidores das orquestras brasileiras.
Um bom livro da Patrícia Melo, fugindo um pouco da temática de crime e entrando mais no terreno da exploração psicológica profunda.
Indicado para leitores que:
* Curtem livros de exploração psicológica de personagens obsessivos, como Dom Casmurro ou até mesmo Lolita de Nabokov. * Queiram conhecer mais e entender o universo dos maestros e músicos de São Paulo.
Incômodo. O tempo todo a gente vive na cabeça do protagonista, um maestro intoleravelmente possessivo, egocêntrico, megalomaníaco e incapaz de se conectar com as pessoas.
Numa prosa fácil e que não dá vontade de parar de ler, como é costume de Patrícia Melo.
Impressive portrayal of one man's self-destructive paranoiac downward spiral. The problem is that he is thoroughly dislikable from the beginning of the novel to its end. Why are the other characters spending any time with him (that is never really made clear)? I don't want to . . .
Tendo como pano de fundo os bastidores da música erudita, o 5º romance de Patricia Melo, Valsa Negra, conta a estória de um prestigiado maestro (cujo nome não sabemos) e seu turbulento romance com Marie, violinista de sua orquestra com quem ele se casou, e que é 30 anos mais jovem do que ele.
Já li outros livros de Patricia Melo que gostei bastante, então tinha expectativas quanto a este, expectativas que não foram correspondidas. Um dos problemas, acredito eu, é o livro ser narrado em 1ª pessoa pelo maestro, nos obrigando assim a ficar dentro da cabeça deste sujeito, um doente cujo ciúme e insegurança o consomem, e seu narcisismo crônico o impede de ver qualquer coisa que não seja Marie, durante TODO livro.
Ele não consegue formar ligações reais com as pessoas ao seu redor, nem mesmo com sua filha. Talvez com a vizinha de prédio, Rachel, mas a maneira como a autora escreveu esta relação foi ambígua, então não tenho certeza se houve uma conexão, ou aquilo era apenas uma folga das neuras do maestro para nós, leitores.
Enfim, somos levados por esse mente fraca durante sua jornada pelo casamento com sua amada, e devemos ficar no suspense se, no final, ele vai conseguir superar sua doença ou se a doença o vai consumir.
O livro toca ainda em tópicos como psicanálise, judaísmo, crise no Oriente Médio e a vida e neuras de habitar uma cidade como São Paulo.
Patricia Melo sabe escrever bem, disso não tenho dúvida, mas este protagonista é chato, enfadonho, narcisista e como não temos a oportunidade de conhecer os outros personagens além dos retalhos que passam pela vida/vista do maestro (lembre-se, tudo em 1ª pessoa), tudo fica muito over.
Entendo que a idéia aqui foi “habitar” a cabeça deste sujeito e ver o mundo pelo seus olhos, mas o problema de estar dentro da cabeça de alguém tão doente é que mesmo quando ele parece fazer mínimas coisas para se redimir, nós sabemos que não é verdade, e é muito osso ler um livro assim.
Penso que se o livro fosse narrado na 3ª pessoa, nós os leitores poderíamos nos envolver mais na narrativa e nos coadjuvantes. Personagens maquiavélicos, mesmo quando inconscientes de sua maldade, são divertidos de ler, pois representam uma faceta humana que raramente vemos. Além do que a 3ª pessoa renderia outras emoções ao leitor do que apenas a repugnância que senti por ele durante toda leitura.
Um dos grandes problemas do livro na minha opinião é que este é um livro de uma emoção só.
Li que a construção do “suspense” (a sucessão de neuras e suspeitas do maestro) foi escrita para emular a evolução musical de um concerto, mas infelizmente a escalada de ações termina da pior forma possível: sem uma apoteose.
É um daqueles livros onde o protagonista não muda, segue a 120km/h ao encontro de um muro, mas ao se aproximar do tal muro a autora deixa por conta do leitor o que fazer com ele. Vai se esborrachar no muro, ou vai desviar a tempo? Você decide, leitor. Sim, este é um daqueles livros que não tem clímax.
Definitivamente não recomendo.
ps.: quando terminei o livro descobri que o marido da Patricia Melo é o maestro John Neschling, o que explica a excelente ambientação do livro.
Para esta e outras resenhas, e muito mais, visite: Siana Press
This was so not worth my time but I kept telling myself, be open minded, keep going, the good parts will come. But it never did. No climax, no build, nothing. To be fair, it's not a crime story, but even so the rhythm of the plot just plodded along; there was nothing that really made it outstanding as a story. But what sets me off is the fact that the blurb boasts that it is a "psychological thriller" but I did not feel any thrill at all.
So set in Brazil, I presume, is a very successful maestro of a large orchestra company. He is married to a violinist from his orchestra and basically, all they do is argue. He is erratic, moody, crazy, insane and probably the "psycho" part of the psychological thriller. He is insanely jealous and suspicious of everything because his wife is 30 years younger than he is and so he paids the maid to spy on her, he taps into her phone calls, he checks up on every phone number he sees on her list. He basically does all this to drive her away while whining about not being Jewish like his wife and her family and therefore an outsider. She obviously leaves him when she's had enough and still he pines after her and follows her around, spies on her from a cab.
There's nothing I really liked about this book and don't get me wrong, it might be a terrific book but for someone else and it's not like I've written praised novels. I just feel like there wasn't really anything to this story. I mean, he attempted suicide but even then it wasn't like the climax of the story. I have to at least feel something, but I didn't.