Sabia que: . a origem da igreja românica de Cedofeita remonta, provavelmente, ao ano de 559, ou seja, há mais de 1400 anos, bem antes de Portugal ser nação? . o Jardim de S. Lázaro foi mandado construir por D. Pedro IV como homenagem às mulheres do Porto? . o arquiteto da igreja e torre dos Clérigos, Nicolau Nasoni, foi sepultado a seu pedido no interior do espaço que o próprio projetou, em local ainda hoje incerto? . à zona da atual Praça do Marquês de Pombal chamou-se já Largo da Aguardente?
Acompanhe as novas crónicas de Germano Silva e conheça esta e outras curiosidades dos lugares e das gentes da cidade do Porto. Reviva a história de locais que vê todos os dias ou de outros que se perderam com os tempos, mas que escondem momentos marcantes da história da Invicta e do país, e colabore com o autor para manter vivas as memórias da cidade.
Germano Silva é jornalista. Nasceu em Penafiel (São Martinho de Recezinhos) em 1931. Veio com a família para o Porto quanto tinha somente um ano de idade. Fez nesta cidade a instrução Primária, após o que começou de imediato a trabalhar para ajudar o pai, um modesto guarda-freios da antiga Companhia Carris de Ferro do Porto, a equilibrar o magro orçamento familiar. Foi marçano num retroseiro da Rua de Santa Catarina. Trabalhou, depois, na desaparecida Fábrica de Fósforos da Rua do Progresso e, logo a seguir, na Fábrica de Lanifícios de Lordelo, da Rua de Serralves. Na década de cinquenta frequentou, em horário nocturno, o Curso Geral de Comércio na antiga Escola Comercial de Oliveira Martins. A conclusão do curso possibilitou-lhe a entrada, como escriturário, na Secretaria do Hospital de Santo António. Ingressou no jornalismo em 1956, como colaborador desportivo no Jornal de Notícias. Três anos depois foi admitido nos seus quadros redactoriais. Aí fez toda a sua carreira, percorrendo todos os escalões da profissão: estagiário, repórter informador, repórter, redactor e chefe de Redacção. Aposentou-se em 1996 mas continua ligado ao JN, onde mantém a coluna dominical "À Descoberta do Porto". Foi dirigente sindical em várias legislaturas e membro do desaparecido Conselho de Imprensa. Pertenceu aos corpos gerentes do Teatro Experimental do Porto, da Cooperativa Árvore e da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, de que é presidente da Assembleia Geral. É sócio fundador do Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende e membro do seu Conselho Fiscal. Foi correspondente do semanário Expresso no Porto, e nesta cidade, exerceu também por largos anos o cargo de delegado do desaparecido semanário O Jornal e da Visão, onde ainda colabora com uma crónica semanal dedicada ao Porto. Foi distinguido pela Câmaras Municipais do Porto e de Penafiel com as medalhas de mérito de ouro.