Jump to ratings and reviews
Rate this book

Durante aquele estranho chá: perdidos e achados

Rate this book
Organizado durante dois anos pelo jornalista e estudioso da obra de Lygia Fagundes Telles, Suênio Campos de Lucena, este livro conta um pouco mais da vida da escritora, surpreendendo, mais uma vez, pela leveza e extrema atualidade do seu texto. O livro fala de seus pares, de cultura e literatura brasileiras. Em pequenos textos, a descrição de encontros e perfis memoráveis com escritores, como Simone de Beauvoir, Jorge Luis Borges, Carlos Drummond de Andrade, Monteiro Lobato, Jorge Amado, Hilda Hilst, Mário de Andrade (quando era apenas uma estudante de Direito de boina) e Clarice Lispector, entre outros. Ganha destaque o tocante depoimento da escritora em torno do estudioso e crítico de cinema Paulo Emilio Salles Gomes, seu marido, falecido em 1977. Além deles, há ainda relatos de viagens (À Suécia e ao Irã) e, por fim, textos sobre a Língua Portuguesa (A última flor do lácio, segundo Olavo Bilac) e a condição feminina.


Saiu na Imprensa:

Estado de Minas / Data: 10/8/2002
Paixão pelo ofício da escrita
Carlos Herculano Lopes

Depois do bem-sucedido livro de entrevistas 21 Escritores Brasileiros (Escrituras), já na terceira edição, o jornalista e professor universitário baiano Suênio Campos de Lucena, fã confesso da obra de Lygia Fagundes Telles , durante cerca de dois anos se lançou a um novo desafio – garimpar tudo o que pudesse encontrar em jornais e revistas a respeito da autora de As Meninas. O resultado de tal empreitada, traduzido agora em Durante Aquele Estranho Chá, não poderia ser melhor, pois Suênio Campos conseguiu, com a ajuda da própria escritora, que revisou e refez muito dos textos, legar ao leitor um painel ao mesmo tempo lúcido e sedutor da trajetória pessoal e literária da romancista.

‘Não se trata de um livro sobre a minha vida, embora tenha leves pitadas biográficas’, disse a própria Lygia Fagundes Telles. E foi melhor assim, já que, sem a necessidade de se prender a dados estritamente pessoais da escritora a partir de suas viagens, de encontros com outros autores, no seu ofício de escrever, junto às pessoas que amou, etc. Tudo isto em um texto leve, construído ao sabor dos acontecimentos e, sobretudo, com muita paixão, não só pela obra e pelo ser humano Lygia Fagundes Telles, do qual o jornalista é grande amigo, mas também pelo próprio ofício de escrever.


Veja mais

Sobre o autor:


TELLES, LYGIA FAGUNDES
Contista e romancista, Lygia Fagundes Telles nasceu em São Paulo, mas passou a infância em pequenas cidades do interior do estado, onde o pai, o advogado Durval de Azevedo Fagundes, foi promotor público e delegado. A mãe, Maria do Rosário (Zazita), era pianista. Voltando a residir com a família em São Paulo, a escritora formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo e ainda na Escola Superior de Educação Física da mesma Universidade. Foi casada com o jurista Goffredo Telles Junior, do qual se divorciou. Casou-se em seguida com o ensaísta e crítico de cinema Paulo Emilio Salles Gomes. Lygia Fagundes Telles participa de várias antologias de contos, publicadas no Brasil e no exterior. Faz parte da Academia Brasileira de Letras.Escreveu mais de 30 obras, sendo uma das maiores escritoras brasileiras.

203 pages, Paperback

First published January 1, 2002

9 people are currently reading
189 people want to read

About the author

Lygia Fagundes Telles

91 books569 followers
Lygia Fagundes Telles (born April 19, 1923) is a Brazilian novelist and short-story writer. She was born in São Paulo and is one of Brazil's most important living writers.

Her first book of short stories, Praia Viva (Living Beach), was published in 1944. In 1949 got the Afonso Arinos award for her short stories book O Cacto Vermelho (Red Cactus). Among her most successful books are Ciranda de Pedra (The Marble Dance) (1954), Verão no Aquário (1963), Antes do Baile Verde (1970), Seminário dos Ratos (1977) and As Horas Nuas, (1989). The book Antes do Baile Verde won the Best Foreign Women Writers Grand Prix in Cannes (France) in 1969.

Her most famous novel is As Meninas (The Girl in the Photograph), which tells the story of three young women in the early 1970s, a hard time in the political history of Brazil due to the repression by the military dictatorship. In 2005 she won the Camões Prize, the greatest literary award in the Portuguese language.[1]

She is one of the three female members of the Brazilian Academy of Letters.

From Wikipedia

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
48 (31%)
4 stars
71 (47%)
3 stars
26 (17%)
2 stars
5 (3%)
1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 17 of 17 reviews
Profile Image for Rita.
910 reviews189 followers
January 31, 2022



Foi o que comecei por lhe dizer durante aquele nosso estranho chá na Confeitaria Vienense ao som de violinos e piano. O céu tão limpo e o terno de linho de Mário de Andrade era tão branco. Lá sei se estou sendo exata com os fatos, mas as emoções, essas sim, são as mesmas que passo a narrar em seguida. A ênfase com que respondia às suas perguntas, lisonjeada com tanta curiosidade. Comecei por dizer que a minha ousadia, tudo somado, se resumia nisso, assumir a minha vocação.
Ele estranhou, mas eu falei em ousadia? Tomei meu gole de chá: escrever não era considerado um ofício de homem? Ter entrado para uma escola masculina como a Faculdade de Direito, não era também desafiar um preconceito? Nos vestibulares, entraram cerca de duzentos rapazes e seis ou sete mocinhas... No curso, matérias tão fortes que o professor de Medicina Legal, antes de começar certas aulas, chegava a advertir que se as moças quisessem sair, podiam sair, nenhum problema.
Mário de Andrade achou muita graça, E vocês saíam mesmo?

Mário de Andrade


Almoçamos num restaurante do bairro, o sol delicado a se infiltrar por entre a folhagem das grandes árvores. Achei-a mais magra com seus claros olhos de cantos caídos, o apertado turbante de lã do mesmo tom do casaco de couro e as botas do mesmo tom esbraseado da folhagem. Pouca gente no bistrô modesto. O garçom tratou-a com respeitoso afeto, devia ser uma presença constante na casa. Abriu a grande bolsa e tirou de dentro o livro que me ofereceu, La Femme Rompue. Cortou com um gesto o agradecimento que ensaiei fazer e com aquela letra sem fronteiras, fez a dedicatória. Em seguida, olhou firme nos meus olhos e assim inesperadamente fez a pergunta, Você tem medo de envelhecer?
Baixei a cabeça e fiquei muda, pensando. Na realidade, começava a ensaiar a resposta naquele meu francês tropeçante, cheio de curvas e ela preferia a linha reta. Tocou de leve na minha mão, Então está com medo.
Espera um pouco, eu não disse isso, comecei por contestar mas tão fracamente que ela sorriu enquanto consultava o cardápio. Aconselhou-me o melhor prato da casa. E começou a falar pausadamente, que nada me escapasse enquanto ia acertando suas ideias: todo aquele que faz o elogio da velhice, esse não pode mesmo amar a vida, não pode amar a vida.

Simone de Beauvoir

Aproximei-me. Ele me reconheceu pela voz. Líria! disse e sorriu. Inclinei-me para apertar-lhe a mão que tremia. Sim, esperava pelo secretário, devia embarcar de volta no dia seguinte.
Eu sabia que não ia vê-lo mais e o tempo tão curto e aquela festa borbulhando em redor. Trocamos algumas palavras. E inesperadamente, fiz a pergunta, o que ele gostaria de dizer assim no feitio de uma despedida, ou melhor, de uma mensagem? Evitara a palavra mensagem e foi a única que me ocorreu.
Ele fixou em mim o olhar de névoa e a larga cara abriu-se numa expressão iluminada: O sonho! ele exclamou. Acreditar no sonho, entregar-se ao sonho porque só o sonho existe. No dia em que meu amigo escritor deixou de sonhar, matou--se.

Jorge Luis Borges

(…) fiquei lembrando da viagem que fizemos juntas para a Colômbia, um congresso de escritores, tudo meio confuso, em que ano foi isso? Ah, não interessa a data, estávamos tão contentes, isso é o que importa, contentes e livres na universidade da cálida Cali. Combinamos ir no mesmo avião que decolou sereno mas na metade da viagem começou a subir e a descer, meio desgovernado. Comecei a tremer, na realidade, odeio avião mas por que será que estou sempre metida em algum deles? Para disfarçar, abri um jornal, afetando indiferença, oh! a literatura, o teatro. Clarice estava na cadeira ao lado, aquela cadeira que comparo à cadeira de dentista, cômoda, higiênica e detestável. Então ela apertou o meu braço e riu. Fique tranquila porque a minha cartomante já avisou, não vou morrer em nenhum desastre! E o tranquila e o desastre com aqueles rrr a mais na pronúncia que eu achava bastante charmosa, desastrrre!
Desatei a rir do argumento. A carrrtomante, Clarice?... E nesse justo instante as nuvens se abriram numa debandada e o avião pairou sereníssimo acima de todas as coisas, Eh! Colômbia.

Clarice Lispector

Pensei então no Lobato que fui visitar quando estivera preso no velho e frio casarão da Avenida Tiradentes. Eu tinha acabado de entrar para a Faculdade de Direito quando de repente, num impulso de audácia, resolvi visitar o escritor dos meus verdes anos. Entrei no pátio da Escola para a primeira aula quando um colega veio me contar que ele fora preso por crime de opinião e achei que devia levar-lhe minha solidariedade. Quando o guarda do presídio pediu meus documentos eu entreguei-lhe minha carteirinha de estudante. Ele teve uma expressão divertida e encolheu os ombros, que eu entrasse mas antes teria que vistoriar a minha bolsa, nenhuma arma? Na saleta com algumas cadeiras e uma mesa tosca lá estava o escritor de terno, gravata e barba feita. E tão bem-disposto que cheguei a tropeçar nas palavras, afinal, viera trazer-lhe o meu consolo e era eu que devia ser consolada. Falei sobre os seus livros que ocupavam duas prateleiras da minha estante mas ele desviava o assunto, queria saber dos meus estudos, do meu trabalho. Eu mal disfarçava a minha surpresa por vê-lo assim tão desligado daquela prisão, daquele castigo. Sim, eu já sabia que era um homem que sempre fugira das honrarias, das homenagens, avesso a formalismos, preconceitos. Mas não esperava vê-lo assim como que fortalecido, crepitando como uma fogueira. E sem perder o humor, sem perder a ironia de quem, em meio do caos político reinante, não podia mesmo levar coisa alguma a sério. Perguntei-lhe pela saúde, já tinham me falado de sua constituição delicada.
— Que saúde?! perguntou e riu gostosamente. Tomou um ar secreto, confidencial: O importante é não entregar os pontos, fincar o pé.

Monteiro Lobato
Profile Image for Luciana.
517 reviews160 followers
April 20, 2022
Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras.”

Quase como um diário e como um copilado de conversas, entrevistas e divagações, ‘Durante aquele estranho chá’ é precisamente isso, Lygia mais próxima ainda do seu leitor a contar cenas cotidianas de sua trajetória.

Em um momento estamos viajando pela Colômbia com Lygia e Clarice Lispector vendo a fuga das duas de uma conferência, no outro, descobrimos o afeto de Borges para com a autora, outro mais narra um encontro e conversa com Mário de Andrade, mais ainda, seu encontro com Sartre e Simone de Beauvoir, uma Simone que perguntava muito e ouvia, que tinha impaciência com o aspecto folclórico que o brasileiro gosta de mostrar ao turista; a ela, somente a face mais profunda, o carnaval e o futebol que apresente ao outros. Sua amizade e admiração para com com Hilda Hilst, Jorge Amado, Érico Veríssimo, Clarice Lispector e Glauber Rocha estão pincelados em cada parte, se embaralhando na época que a autora estudava direito e participava de movimentos contra a ditadura de Getúlio.

Há de tudo aqui, desde uma breve análise sobre Dom Casmurro e a opinião da autora sobre a maior dúvida da literatura brasileira, até uma viagem sua ao Irã e o que lá encontrou. A obra, é, portanto, uma porta escancarada para que conheçamos a época da repressão e da poesia por meio da vida de Lygia, sendo tão brilhante como ela foi.
Profile Image for Anna Braga.
181 reviews16 followers
February 2, 2020
Um livro de memória e ficção, tão bem escrito que só nos dá a certeza do estreitamento entre um e outro. A autora faz um excelente e impecável uso de seu instrumento de trabalho: a língua portuguesa! Conta-se aqui encontros e amizades da escritora ao longo da vida com os mais exímios personagens da literatura, da arte e de grandes pensadoras: Clarice Lispector, Mario de Andrade, Hilda Hilst, Simone de Beauvoir... essa intimidade de um encontro despretensioso entre amigos é uma delícia de se ler.

“Lygia é um best-seller no melhor sentido da palavra. Seus livros simplesmente são comprados por todo mundo. O jeito dela escrever é genuíno pois se parece com seu modo de agir na vida. O estilo e Lygia são muito sensíveis, muito captadores do que está no ar, muito femininos e cheios de delicadeza.” Clarice Lispector
Profile Image for juliana meurer .
117 reviews2 followers
August 23, 2024
projetinho 1 livro pra cada estado: 3/27 -lygia é paulista e paulistana. esse não é o livro mais famoso dela, mas acho que gostei de ter começado por aqui. nem faz muita diferença esse ter sido o livro do projeto porque certamente vou ler muito mais dela.

terminei de ler no avião e amei muito muito muito quero ler tudo dela agora

Às vezes, a esperança. O homem vai sobreviver e essa certeza me vem quando vejo o mar, um mar que acabou, talhando com tanta poluição, embora! mas resistindo. Contemplo as montanhas e fico maravilhada porque elas ainda estão vivas.
Profile Image for Luciana Vichino.
278 reviews7 followers
June 21, 2014
O livro de contos entretém, mas não encanta.

No relato das memórias e eventos, que também se misturam com ficção, há algumas belas passagens e descrições de situações que escritas de outra forma seriam consideradas pouco interessantes, mas aqui ganham um ar de história e fantasia.

Os contos tem beleza e sensibilidade com atenção especial para "Onde Estiveste de Noite" e "Mulheres, Mulheres". Gostei muito de ambos.

Profile Image for Lizzie.
88 reviews12 followers
March 28, 2024
Fiquei imensamente feliz ao terminar a leitura deste livro. Que profundidade e singularidade! São tesouros como este que muitas vezes descobrimos que estão em nossa posse há muito tempo, e é maravilhoso quando nos damos conta disso.
As memórias preciosas de uma autora como Lygia, que teve contato com o que de melhor se produzia na literatura de sua época, são enriquecidas pelas percepções únicas e permeadas pela sua personalidade.
É fascinante conhecer esse aspecto de sua obra, quase como se fosse uma extensão de sua aura mística!
Dentre as crônicas, destaco aquelas que mais me cativaram: "Onde Estivestes de Noite", "Da Amizade", "Jorge Amado", "Discurso de Posse na Academia Brasileira de Letras" e "Resposta a Clarice Lispector".
Profile Image for tina.
37 reviews
May 22, 2025
Citando a própria, quando falou sobre Carlos Drummond de Andrade: "Uma maravilhosa lição da arte de escrever e da mais difícil ainda arte de viver."

Eu descrevi esse livro, inicialmente, como um café da tarde com a Lygia – e, em alguns momentos, com os amigos dela. Mas já mais na metade e familiarizada com o livro, percebi que não era um café da tarde, nem um chá, nem uma conversa em uma pracinha. É como ler um diário com memórias, despedidas para pessoas queridas, divagações sobre a infância, sobre a adolescência, a vida adulta, as incertezas e a ignorância da juventude, mas também um diário político – inclusive, muito presente – e profissional.

É de uma transparência absurda, e, se antes já fiquei apaixonada pelos contos, ter essa experiência "próxima" da autora em si fez eu me apaixonar completamente. É mágico entender a mente por trás de tantas obras, assim como é mágico ler a opinião de autores favoritos sobre outros (como Machado, Carlos Drummond), eu sai de cada capítulo com vontade de ler todos os livros, filmes e contos que ela citou, fosse dos amigos ou ídolos.
Profile Image for Guilherme Oliveira.
3 reviews
February 26, 2019
É um livro sobre memórias, então alguns momentos eu fiquei meio perdido quanto aos momentos que Lygia teve (por não conhecer certas pessoas). No entanto, é muito interessante o modo como ela descreve suas relações e analisa seu próprio mundo.

Um livro bem desprentecioso e bem gostosinho pra quem gosta de escrever/ do mundo literário brasileiro e, obvio, da Lygia
Profile Image for Caroline Formol.
158 reviews2 followers
May 23, 2025
Amei ter um livro que me aproximou mais da Lygia através desse livro de contos/memórias; mesmo que nem tudo escrito seja 100% verídico, eu amo a forma com que a autora simplesmente vive na própria realidade e sabe traduzir tão bem sua lente em poucas palavras!
Profile Image for Um mar de fogueirinhas.
2,204 reviews22 followers
May 2, 2018
Memórias incríveis da dama da literatura brasileira e sua trajetória tão linda e longa.
Profile Image for Ana Luisa.
10 reviews
April 3, 2025
minha obsessão por lygia fagundes telles nunca chegará ao fim
Profile Image for Jose Junior.
16 reviews
December 18, 2025
um livro de contos que impede que o nosso olhar escape do que é contado, ela deixa que a luz do sonho e do inesperado toque o cotidiano, ou que a sombra da saudade caia suave, num livro que guarda, com cuidado, a presença dos que partiram. e com precisão, ela brinca com a realidade e a tece em narrativa.
Profile Image for Camila Bressiani.
2 reviews
July 21, 2022
Lygia Facundes contando de suas diversas trocas com poetas e escritores, e em cada um, entendendo seu foco de estudo, dialogando sobre a vida no geral, a vida no dia a dia e do ofício de escrever! o mais louco foi: no dia que eu comecei a ler, mandei uma foto de um conto pra giu e ela respondeu "caca mano, a Lygia Fagundes acabou de morrer"

fico pensando se mais alguém no mundo tava lendo um livro dela naquele momento - espero que sim
Profile Image for Monise.
77 reviews
August 8, 2016
A escrita da Lygia te faz achar que você está conversando com ela ou, pelo menos, sobre seu ombro enquanto as cenas narradas acontecem durante todo o livro. Tive alguma dificuldade com mudanças bruscas entre lembranças, mas gostei de ler o livro. Dá vontade de ler literatura brasileira e conhece ( mais ) a obra dos colegas de Lygia.
Displaying 1 - 17 of 17 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.