Me deparei com este livro garimpando na Livraria Paisagem e achei que poderia dar algum aporte para meus estudos sobre gênero, já que a performatividade de Judith Butler se aproxima de alguma forma da performance. A performance de Diana Taylor neste caso se aproxima mais da performance teatral e menos da performance social de Goffman, embora este também se inspire no teatro. A diferença é que Taylor traz os conceitos de arquivo e repertório, que achei bastante úteis para minha análise. Claro que o livro não traz somente isso, mas muitas outras abordagens sobre performance, inclusive diferenciando-a em outras disciplinas. Mas uma coisa que me incomodou no livro foi o seu projeto gráfico. Não me pareceu harmonioso, me pareceu datado e pouco funcional para a proposta e para os conteúdos apresentados. O conteúdo, por outro lado, é ótimo, uma belíssima introdução para os estudos da performance. Para mim, que nunca tinha lido exatamente sobre esse tipo de estudos, me abriu uma porta e uma janela de possibilidades.