Pur essendo il suo nome conosciuto da tutti, Paolo di Tarso difficilmente viene immaginato come figura rilevante al di là del recinto confessionale. Eppure, è sua una delle operazioni teologiche più creative e complesse di la traduzione culturale del messaggio cristiano, con l’avvento di una nuova coscienza di sé e un’appartenenza non più di sangue o etnica, ma spirituale, egualitaria, universale. A partire dalla prima metamorfosi, quella di Paolo stesso di fronte alla luce accecante che lo disarciona da sé sulla strada di Damasco, niente sarà più come prima. Nelle sue azioni e nelle sue parole, il tessuto sociale e politico, i paradigmi etici, le idee teologiche del tempo subiscono una cesura, un’interruzione, e si impone la necessità di mettersi in cammino per reinventare il modo di vivere, di pensare, di agire, accogliendo idee e linguaggi nuovi, sconcertanti e illuminanti . E non vale allora la pena di conoscerlo meglio questo ebreo-romano catturato dal Cristo, questo inventore della letteratura cristiana, questo infaticabile pellegrino costruttore di comunità? José Tolentino Mendonça ci dice di sì, tracciando un ritratto efficace di Paolo e del suo pensiero plastico, capace di adottare e adattare modelli e idee con lo sguardo sempre fisso sulla novità di Gesù Cristo . Un esempio e uno stimolo per ripensarci anche oggi, nella stagione che stiamo vivendo come cristiani e come Chiesa, e non solo. Per aprire la breccia di una metamorfosi necessaria a partire dalla quale riformulare una grammatica del credere senza automatismi , in costruzione continua; dar vita a una comunione di fede concreta, mai astratta, sinodale nella molteplicità dei doni e dei carismi; essere sempre, come dice Tolentino, «in stato di ripartenza», non semplici testimoni, ma documenti del futuro.
JOSÉ TOLENTINO de MENDONÇA nasceu no Machico, a 15 de Dezembro de 1965. Licenciou-se em Teologia na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, com uma tese sobre a poesia de Ruy Belo. Concluiu a Licenciatura Canónica em Estudos Bíblicos no Pontifício Instituto Bíblico, em Roma. Foi ordenado padre em 1990. É, desde 1990, capelão e professor na Universidade Católica de Lisboa. Viveu e estudou em Roma, onde preparou a sua tese de doutoramento em Teologia. Além de poeta, é também ensaísta e tradutor. Foi condecorado, pela Presidência da República, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 2001.
José Tolentino de Mendonça, como muitos poetas da geração dos anos 80/90, retoma uma certa tradição lírica portuguesa. Lirismo todavia assaz particular, delicado, envolto em recato.
O livro apresenta uma linguagem simples e acessível, pelo que a sua leitura não é exigente na forma. O conteúdo está bem organizado, e é claro qual é o fio condutor do autor. Consiste numa espécie de sebenta da unidade curricular de Escritos Paulinos que o autor leccionou na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.
Tendo lido o livro para fins académicos, constatei que o capítulo 10 desta obra é apenas uma adaptação de um outro escrito mais antigo do autor, Esperar contra toda esperança de 2016, embora não lhe seja feita qualquer referência. Levanto as suspeitas se mais algum capítulo não terá sido um reaproveitamento de trabalhos prévios, agora apresentados e compilados num só volume. Tal trabalho também é meritório. Tenho pena é que não haja referência a isso. Apesar disto, é uma obra que permite conhecer melhor as redações de um dos primeiros autores cristãos e que apreciei muito de ler.
Un libro molto interessante, ma anche particolare. Non si riesce a capire se sia per specialisti o per semplici appassionati. Inizia con un'introduzione che sembra per specialisti, poi passa a diventare una presentazione a carattere divulgativo. Infine c'è un meraviglioso capitolo sulla speranza che solo un poeta poteva scrivere, e un capitolo conclusivo molto bello che sembra compilativo, un insieme di citazioni, ma che sono tenute insieme da un filo molto originale che prende la lettura di un san Paolo per risvegliare un'esperienza di fede che va bene oltre lo studio dei testi, che sia divulgativo o specialistico.
"Somos todos experiência do inacabado, indagação no incompleto, dureza e opacidade da pedra. A esperança não o nega ou contradiz. Trata-se de uma gestação espiritual que ocorre precisamente nessas circunstâncias. É ela que entreabre, que faz ver, para lá das duras condições, possibilidades ainda escondidas. A nossa existência é, do princípio ao fim, o resultado de uma aprendizagem da esperança, e só ela é capaz de dialogar com o futuro e de o aproximar."
Tinha curiosidade em ler uma obra de José Tolentino Mendonça. mas este não terá sido um bom começo. Muitos conceitos teológicos, demasiado específicos, que não domino e que não tenho grande interesse em aprofundar. Talvez o problema seja meu, mas esperava aprender mais.