Em 1836, uma multidão destruiu o cemitério do Campo Santo em Salvador. Inaugurado três dias antes, ele fora construído por uma empresa que obtivera do governo o monopólio dos enterros na cidade. Até aquela data, as pessoas eram enterradas nas igrejas, costume considerado essencial para a salvação das almas. A revolta contra o cemitério foi feita por centenas de manifestantes em defesa de uma vida melhor no outro mundo. Para entender tão extraordinário episódio - que ficou conhecido como revolta da Cemiterada - o historiador João José Reis realizou uma primorosa pesquisa, que revela, com riqueza de detalhes e acurada sensibilidade intelectual, as atitudes de nossos antepassados em relação à morte a aos mortos.
Great book, rich in detail. Only complaint is that while it vividly portrayed the sights, sounds, and smells of both the baroque and the modern ways of death in Bahia, it never explicitly critiqued or conceptualized these concepts, nor expressed why they matter to the history of Brazil or the Atlantic world. Clearly they do, and an experienced reader won't need his or her hand held; but undergraduates might not see just how momentous a change was taking place.