"One of those rare books which completely satisfy ... There is so much which is good in it that one is embarrassed by the available riches. Listing the virtues of this book could go on and on; in the meantime, readers will find them for themselves." - The Guardian
"One of the most sensitive and civilised of Brontë critics, Miss Margaret Lane has had the excellent idea of travelling through Mrs. Gaskell's Life, making additions and commentaries in the light of modern knowledge ... The result is an elegant and sympathetic book, beautifully illustrated with woodcuts by Joan Hassell." - Naomi Lewis, BBC
"Excellent ... Adorned with charming illustrations." - Raymond Mortimer, Sunday Times
Margaret Winifred Lane (June 23, 1907 – February 14, 1994) was a British journalist, biographer and novelist, the author of more than two dozen books. She was the second wife of Francis Hastings, 16th Earl of Huntingdon. She was the mother of writer Selina Hastings.
Lane was highly educated, attending St. Stephen's College and St. Hugh's College, Oxford.
After university, she worked as a reporter for the Daily Express from 1928 - 1931, and then as a special correspondent for the International News Service from 1931 - 1932. While there, she interviewed the gangster Al Capone. From 1932 - 1938, she was a journalist for the Daily Mail, where she was the UK's highest paid woman journalist at the time.
Lane wrote two biographies of Beatrix Potter, The Tale of Beatrix Potter: a Biography in 1946, and The Magic Years of Beatrix Potter in 1978. In 1984, the BBC produced a two-part television dramatisation of Potter's life based on Lane's books.
Lane wrote more than two dozen books, including novels, travelogues, and children's books.
A minha edição de As irmãs Brontë, apesar de não vir datada pela editora, chegou até mim acompanhada por uma pequena dedicatória, de amiga para amiga, escrita a 20 de junho de 1963. Apenas posso tentar imaginar que circunstâncias uniam estas duas mulheres e o que este dia em particular, talvez neste ano em particular, poderia dizer a ambas. Nada nas duas linhas de texto indica uma compra premeditada para uma ocasião recorrente, como um aniversário, pelo que só me posso deitar a adivinhar o que motivou a oferta. E também não é certo como este livrinho acabou nos escaparates de uma livraria de alfarrábios, nem como lhe foi atribuído o valor simbólico pelo qual o adquiri. Apenas tenho duas certezas: que este livro foi degustado - e, pelas marcas de manuseio e pelo marcador improvisado, não apenas uma vez -, e que não foi por acaso que uma mulher comprou uma biografia sobre três mulheres, escrita por outra mulher, para oferecer a uma amiga, também ela mulher. E não foi por acaso que o nome Brontë motivou tudo isto. A lenda das Brontë alimenta imaginações românticas há séculos e não é sem razão: as irmãs Brontë são mulheres profundamente crentes, ásperas, solitárias e capazes de assomos de paixão inimagináveis; todos os Brontë, sem exceção, eram vítimas de arrebatamentos mórbidos e depressões prolongadas, o que os habilita a fazer nome nos tops do romantismo. Trágicos em igual medida, são material perfeito para lenda. E Margaret Lane não se propõe apagar nada dessa lenda nesta biografia, mas propõe lançar um olhar crítico sobre a obra responsável por elevar as Brontë à qualidade de ícones: A vida de Charlotte Brontë, de Elizabeth Gaskell. Gaskell travara conhecimento com Charlotte Brontë cerca de cinco anos antes da sua morte, privava com ela, falava a seu pai e conhecia o marido, mas, uns meses após Charlotte falecer, ficara espantada por Mr. Brontë lhe escrever com uma proposta - ele, que nunca demonstrara ser capaz de grande sentimento, pedia a Gaskell uma biografia da filha. A romancista meteu mãos ao trabalho: entrevistou amigos e conhecidos, vasculhou correspondência, retraçou os caminhos de Charlotte: caminhou na sombra dos seus passos, viveu uma segunda vez os seus últimos momentos. E daí nasceu o seu maior sucesso literário. Todavia, a moralidade da autora e o sentido de dever para com uma mulher a quem chamava amiga, acabaram por fazer dessa biografia uma versão higiénica e depurada daquilo que foi, realmente, a vida da mais bem sucedida das Brontë. E Margaret Lane não ficou satisfeita. Margaret Winifred Lane, que não era novata no romance, na biografia ou mesmo no jornalismo, decidiu então meter mãos à obra e escrever uma biografia/comentário que respondesse e enriquecesse a obra de Gaskell, preenchendo as lacunas, repondo a veracidade onde a anterior a embelezava, apostando num olhar moderno em detrimento de um olhar vitoriano. O resultado está neste livro onde conjuga longas passagens da biografia assinada por Gaskell com um extensivo trabalho jornalístico, e onde faz maior justiça à vida do clã Brontë como um organismo pluricelular que não existe senão de forma gregária. Mas já lá vamos. Lane decide começar com as palavras de Gaskell e introduzir o leitor no mundo que as Brontë deixaram para trás: o presbitério, onde dois homens, sogro e genro, algo desavindos, caminham agora por entre sombras. Gaskell usa essa cena para adentrar o leitor na personalidade do patriarca Brontë que, segundo Charlotte confidenciara, era homem(...) muito respeitado e para ser respeitado. Mas nunca devia ter casado. Não gostava de crianças; e tivera seis em seis anos, e os consequentes tormentos e perturbações familiares (que se não podem evitar), e o ruído, etc., levaram-no a fechar-se sozinho e a recusar toda a espécie de companhia - e a não querer, positivamente, incomodar-se. Já velho, não deixava que Miss Brontë o acompanhasse nos seus passeios, embora meio cego. Saía de casa, repelindo-a, quando ela o tentava reter, como se o pai estivesse na segunda meninice, e voltava para casa resmungão e cansado - depois de se perder no caminho. «Que é das minhas forças?» gritava então. Chegava a andar 40 milhas por dia... O feitio do pai, e a morte precoce da mãe, talvez expliquem parte do desconsolo que era o presbitério e a necessidade que os Brontë tinham de se agrupar contra o mundo, ainda que nada justifique a austeridade a que as crianças estavam sujeitas. Em consequência disso, as duas Brontë mais velhas viriam a falecer ainda na escola, deixando os restantes quatro entrincheirados na sua fértil imaginação. Essa infância não é desconhecida dos leitores, e Lane não tem muito que lhe acrescentar. Embora desfazendo o romantismo de Gaskell, que em todos os recortes encontra o génio precoce das Brontë, Lane não traz muito de novo aos anos em que o clã vive beatificamente enclausurado no mundo da fantasia. Estes são, no entanto, os anos de formação, e aqueles em que as crianças começam a revelar os traços e talentos mais decisivos da sua personalidade. Nesse aspecto, tanto Anne como Emily, mas especialmente Branwell, revelavam verdadeiros dotes musicais - este último brilhando também na pintura. Mas não era apenas Branwell a sonhar com essa ideia [de ser pintor]; todas as raparigas se dedicavam ao desenho, e Charlotte, que assim o confessou a Mrs. Gaskell, nos primeiros tempos das suas relações, tivera igualmente, por essa altura, a romântica esperança de vir a ser uma pintora. A diferença entre os quatro residia em algo fundamental e fundamentalmente injusto:
não há dúvida que tudo quanto Mr. Brontë podia retirar dos seus honorários o gastava com o futuro de Branwell. Nada sobrava para as raparigas: desde esse momento, deviam preparar-se para viver com o que tinham. Emily devia ir para a escola de Miss Wooler e Charlotte, voltar para lá como professora, de tal sorte que as despesas de uma viriam a ser pagas com o ordenado da outra. Anne, por enquanto, ficaria em casa. As pequenas não se opuseram a esta solução: o gasto de todo o dinheiro disponível na preparação do único rapaz da família estava havia muito assente para levantar qualquer reparo, e o certo é que a própria soma dispendida com o rapaz devia ser bastante insignificante.
Daí que, tal como Jane Eyre, Charlotte Brontë não visse na profissão de perceptora uma forma de emancipação, mas tão só um modo de sobrevivência. E Lane não embeleza esse facto:
A resolução em que estava [de arranjar trabalho] não era consequência de qualquer espécie de conceitos românticos sobre a independência da mulher, mas o reconhecimento da necessidade que todas as irmãs tinham de pensar no futuro. As 200 libras que Mr. Brontë ganhava por ano não lhe permitiam manter as filhas na ociosidade, e no dia em que ele morresse, como era fácil de compreender, ficariam sem nada. De todos os seus filhos o único com possibilidades brilhantes era Branwell; as raparigas, sem apreciáveis graças, apenas tinham diante de si uma profissão conveniente - a de preceptora. E se restassem dúvidas, a correspondência de Charlotte desfazia qualquer mal entendido quanto a uma pretensa postura protofeminista de emancipação pessoal:
Os sentimentos humanos são coisa muito estranha: sinto-me muito mais feliz agora, a limpar os fogões, a fazer as camas, a varrer o chão em toda a casa, do que se estivesse a viver em qualquer outra parte como uma importante senhora... Procurarei obrigar-me a aceitar outro emprego quando ele me aparecer, embora odeie e deteste a ideia de voltar a ser preceptora. Mas não tenho outro remédio; e, por conseguinte, de todo o coração desejo que me apareça uma família que precise de mim.
Justiça seja feita às Brontë, ainda assim, sobretudo Anne e Charlotte, que, mesmo perante a saída mais redutora, não se escusaram nunca de trabalhar. Sem educação de fôlego, sem recomendações, sem saúde, são as duas Brontë, mais nova e mais velha, quem ganha o dinheiro que virá a sustentar uma casa de seis/sete pessoas (uma a duas criadas, pai, irmão e três irmãs). Até porque, por esta altura, Branwell descarrila completamente. Não se sabe com que idade teria Branwell começado a experimentar o láudano, mas a verdade é que não era estranho ao álcool desde os treze anos, e a consequente descida ao abismo foi rápida. Pouco depois, é também Branwell quem traz o escândalo para casa quando se envolve numa relação com a mulher do seu empregador - e Gaskell é rápida a denunciar essa mulher como a responsável pela desgraça de um jovem tão encantador e promissor. Lane não é tola a esse ponto e, tal como quando Gaskell oculta a paixão assoberbada de Charlotte por Heger, o professor da escola belga, faz justiça à verdade e escolhe desfazer as incertezas do comportamento dos Brontë recorrendo a correspondência, até então, deixada de lado. E se há coisa que fica evidente nessa correspondência é a natureza brutalmente apaixonada dos seus autores. Outra evidência que acompanha a leitura da biografia das Brontë (graças ao particular destaque dado a Charlotte) é a da sua eterna preocupação com o facto de não se achar bela. Como fará reparo um editor ao travar conhecimento com a autora:
Apenas havia nela um certo encanto feminino. E ela tinha consciência disso. Parecia estranho que o sentimento do génio não fizesse esquecer a fraqueza que representava essa excessiva preocupação com o seu aspecto pessoal. Estou certo, porém, de que ela teria dado de bom grado todo o seu génio e toda a sua fama pela beleza que não tinha. Talvez tenha havido poucas mulheres mais desejosas de ser belas, ou mais amargamente conscientes da circunstância de não serem bonitas».
Talvez isso justifique a resignação de Jane Eyre a homens que não têm qualquer pejo em dizer-lhe, com todas as letras, que é feia. Jane Eyre é, tristemente, o melhor retrato autobiográfico de Charlotte. Não obstante, é também essa preocupação com a falta de atributos aquilo que a empurra para uma vida de solteirona. Em carta dirá:
Não que seja um crime uma mulher casar, ou que seja criminoso pensar em casar; mas trata-se de uma imbecilidade, que repilo com desdém quando estão em causa mulheres que, não tendo fortuna nem beleza, fazem do casamento o objecto principal das suas aspirações... incapazes de se convencerem a si próprias de que não possuem atractivos e que o melhor que têm a fazer é estarem muito sossegadas e pensarem noutra coisa que não na boda.
Para já, pelo menos, Charlotte tinha outras preocupações. Branwell estava tão doente que nem se apercebia do êxito que as irmãs davam mostras de começar a conquistar. Nesse sentido, nem o pai parecia dar conta, embora por razões outras. Após a publicação de Jane Eyre (as obras de Anne e Emily já estavam também nas mãos de editores por esta altura), uma conversa de Charlotte com o pai é esclarecedora do estímulo a que teriam, desde sempre, estado expostas as crianças Brontë:
-Papá, sabe que escrevi um livro? -Escreveste, minha querida? -Escrevi, e gostava que o Papá o lesse. -Tenho medo de que seja um grande esforço para os meus olhos. -Mas não é manuscrito, é impresso. -Minha querida! Não pensaste no dinheirão que isso te vai custar! É quase certo que terás um grande prejuízo, pois, como hás-de tu vender o livro? Ninguém te conhece nem conhece teu nome. - Mas, Papá, não creio que tenhamos prejuízo, nem eu nem tu, se me deres licença que eu te leia uma ou duas críticas, e te diga mais alguma coisa sobre o caso. Então, sentando-se, leu-lhe algumas das críticas; e depois, dando-lhe um exemplar de Jane Eyre, que guardara para ele, deixou-lho, para que ele o lesse. Quando chegou a hora do chá, o pai disse às filhas: -Meninas, sabem que a Charlotte escreveu um livro e que é muito melhor do que eu esperava?
A felicidade não dura muito, todavia. Branwell, Emily e depois Anne morrem no espaço de poucos meses, e Charlotte continuava sempre a trabalhar - diz-nos Gaskell. Mas era ingrato escrever sem alguém que acompanhasse os progressos das suas histórias - para lhe apontar erros ou elogiar o que ela escrevia - enquanto andava de um lado para o outro na sala de estar, à noite, como nos dias que não voltavam mais. Três irmãs haviam feito o mesmo depois duas, quando a outra desistiu do passeio e agora uma só ficara, desolada, à espera de ouvir passos que nunca mais ressoariam e a ouvir o vento soluçar nas janelas, quase com um som articulado. O organismo pluricelular vinha a desagregar-se progressivamente. Fica difícil imaginar o que terá sido o sofrimento de Charlotte (e do pai) após estas perdas. Mas a história das Brontë, que começara com a morte da mãe e de uma bebé ainda na barriga da progenitora, não termina até que todos aqueles que podem dar continuação a uma espécie de linhagem amaldiçoada sejam erradicados. Charlotte, no entanto, ainda não adivinha o fim e, num assomo de piedade e masoquismo que não lhe são incaracterísticos, acaba por casar com o reverendo Nicholls, ajudante do pai na paróquia. Homem duro e intransigente, mas que parecia diverti-la e protegê-la, Nicholls é uma personagem enigmática que pouco protagonismo tem nesta história. Poderia ter tido mais caso ela não estivesse já no fim. Das cinco irmãs a quem a criada ensinara a ler, Charlotte, que havia apresentado ao pai, aos doze anos, um requerimento alegando que as irmãs precisavam de frequentar a escola, era agora a última Brontë a resistir. Pouco passava do seu casamento, juntamente com a notícia de que estava grávida, recebia a sua sentença de morte e acabava de ceder à doença que a aguardava desde o princípio - a tuberculose, que matara Maria, Elizabeth, Branwell, Emily e Anne. Com a sua morte, encerra-se a tragédia do clã. Do conjunto de obras que ficaram das Brontë, uma espécie de reconstituição dos poucos anos que viveram e das dificuldades que enfrentaram, emana também a resiliência de três jovens mulheres para ultrapassar a dura realidade, criando mundos outros. Continuo longe de ser uma sua admiradora, mas confesso-me muito impressionada com a sua coragem. Escusado será dizer, também, que a minha curiosidade em relação à dedicatória que acompanha este volume não esmoreceu. Longe disso. Pergunto-me o que terá retirado desta leitura a sua leitora original e que amarras a ligariam à história trágica destas mulheres.
Taking Mrs Gaskell's 'Life of Charlotte Brontë' as her starting point and inspiration, Margaret Lane has produced an absolutely engrossing and lifelike portrait of the Brontë family life at Haworth Parsonage and, very occasionally, elsewhere. She uses extracts, sparingly but to excellent effect, from Mrs Gaskell's work and adds extra detail and her own commentaries to highlight the amazing lifestyle of the family.
When the Brontës moved to Haworth in February 1820 it all began with a sickly mother, five sisters and a brother and a father who was parson of the parish. The mother and the two eldest sisters died leaving Charlotte, Branwell, Emily and Anne in charge of their father who recruited his sister in law, Miss Branwell, to move from Cornwall to look after the household. And what a household it was.
It was grave and quiet and Margaret Lane captures the quietude magnificently; as the children grew up they worked on writing in miniature volumes while Mr Brontë prepared his sermons and read his newspapers in isolation. The children had little contact with other children and kept themselves to themselves even when going for walks on the nearby, and eerie, moors.
All four of the children did venture out, the girls taking on various teaching or governess posts and Branwell undertaking a miscellaneous selection of jobs. Charlotte, who is the major character in this biography, even goes over to Brussels and seemingly falls in love with her employer Monsieur Heger but, as he was married, it all ended in tears and she returned home. Meanwhile Branwell, the darling of the family, was living in his own infernal world, which eventually led to his demise.
Charlotte, who one is perhaps surprised to discover from Mrs Gaskell's work 'spoke with a strong Irish accent' - perhaps not so surprising as her father was Irish - was the prime mover in trying to get a book published and the girls all agreed that they had a better chance if they were thought of as men so the pseudonyms of Currer, Ellis and Acton Bell were devised. In due course each of the girls had work published with Charlotte's 'Jane Eyre' being the first and this in due course brought her into contact with her publisher, George Smith of Smith and Elder. Eventually George Smith had to meet the author, most earlier communications being done in writing, and he was astonished to discover that she was a lady. He soon got over the shock as her success astounded the literary world.
Charlotte was soon the talk of literary London and she ended up meeting, among other literary giants, one of her heroes in William Makepeace Thackeray and she was enthralled each time she met him. As the other sisters' novels were published and it was learnt that they resided in Haworth, visitors to the village would make a pilgrimage to the Parsonage to see if they could sneak a peek at the authors.
Sadly, Anne and Emily, the latter whose work Charlotte thought the best of all, died, leaving Charlotte a lonely soul with her ageing father and Miss Branwell. She rejected a proposal of marriage and when her father's new curate, the Reverend Arthur Nicholls, arrived she was far from enamoured with him. But that was not the case with Arthur who took a shine to Charlotte and he too proposed marriage to her. Once more she declined the proposal and Arthur left Haworth, only to return some time later.
On his return he once more saw himself as Charlotte's suitor and once again she was lukewarm. However, she eventually grew to like him and eventually agreed to marriage, once she had convinced her father, who was initially against the union, to accept Mr Nicholls as a son in law. All the while her fame was growing with the publication of further works.
Charlotte and Arthur went on honeymoon prior to settling down at the Parsonage, where domestic arrangements were such that there was no interference with Mr Brontë's everyday life. But, what turned out to be blissful happiness - and Charlotte was expecting a child - it was not to last long as Charlotte was taken ill and died. Patrick Brontë, therefore, outlived all his children.
Margaret Lane captures the ambience of the Parsonage superbly and the reader gets a very definite feel for the quietness and loneliness of it all, which is highlighted in one of Charlotte's letters to her lifelong friend Ellen Nussey when she wrote, 'To sit in a lonely room - the clock ticking loud through a still house - is a trial.' And throughout the book the atmosphere is similar and one can almost feel being in that Parsonage at the time. It is a tremendous read and if only one book on the Brontës is to be read, this one definitely should perhaps be it.
Sofri ao aperceber-me que me faltavam meia dúzia de páginas para terminar esta biografia. A tradução não é das melhores mas mesmo assim conseguiu prender esta fã convicta das Bronte.
O livro foca muito especialmente a vida da irmã mais velha, Charlotte Bronte, autora de Jane Eyre, mas conseguiu despertar em mim o interesse por Emily Bronte, cuja vida é pouco conhecida, excetuando aquilo que Charlotte nos conta nas cartas que troca com amigos e no epitáfio que fez à obra Wuthering Heights, escrito por Emily.
Aparte isso, adorei conhecer melhor a vida de Charlotte e da sua família. Ler esta biografia é como passear pelas obras das irmãs dado que se percebe que elas escreveram sobre aquilo que conheciam e que experienciavam. Em muitas das situações, supostamente fictícias, percebe-se que usavam descrições de locais e pessoas reais (o que lhes trouxe alguns dissabores, antes e depois da morte).
Em relação à autora, posso afirmar que fez um bom trabalho, apoiando-se em muito daquilo que Elizabeth Gaskell escreveu na primeira biografia de Charlotte ("A vida de Charlotte Bronte"). No entanto, vemos que corrige algumas das situações onde Mrs Gaskell optou pela discrição ou até pela omissão...
Recomendo vivamente a qualquer fã de qualquer uma das irmãs Bronte e é um livro que, apesar de velhinho (a edição é dos anos 70 e comprei-a por uma balela num site de coisas usadas)irei guardar com orgulho.
A literary-biographical study of the lives of the three Brontë sisters, Charlotte, Emily and Anne, and their brother Branwell, based on the 19th biography of Charlotte by Mrs. Gaskell. It brings out the extraordinary talent of the sisters, set in the relationship with their clerical father and talented but unbalanced brother; and provides new insight into the background to their main works, "Jane Eyre", "Wuthering Heights", etc. The somber characters of Branwell and Emily are well drawn. The work helps to bring out the unresolved psychological tensions that so easily resulted from 19th century English religiosity.
I'm no great fan of the Bronte sisters, though I've read their best-known works and know the outline of their lives (and was fascinated to find their juvenilia echoed so unwittingly in my own childhood kingdom, its maps, poetry and stories). But I picked up thus biography at random and found it unexpectedly engrossing, both in the vividness of its writing and in its study of Mrs Gaskell's original biography and its fidelity in the light of later research. The book is subtitled "A Reconsideration of Mrs Gaskell's Life of Charlotte Brontë", and even without having read the biography I found myself interested by the examination of how it was written and by what considerations it was influenced.
Margaret Lane quotes verbatim from her predecessor in many places to tell her story. but this is far from being merely an annotated edition; quotes from Mrs Gaskell form only a small portion of the book, of which a good deal is Lane's own telling of the lives of Charlotte and her sisters, written with much of the immediacy of a historical novel. The reviews quoted on the back praise the quality of the illustrations, but I'm afraid that in this Fontana paperback edition the woodcuts used as chapter headings haven't reproduced all that well. I suspect the originals were larger and printed on better-quality paper, because the details are often invisible; it's like trying to make out a poor photocopy, alas.
But I did enjoy this book, despite not sharing its author's conviction of her subject's outstanding genius. I picked it up in the morning and read it in a single sitting, which I had not intended to do.
A really readable biography of the Brontes, mainly focused upon Charlotte. I could never tire of reading about their strange fascinating lives and I finished it to the backdrop of a very stormy day which seemed quite apt! Very interesting, if a little coy as a product of its time.