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Ciclo do Cangaço #2

Cangaceiros: Romance

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Portugese

Paperback

First published August 17, 1953

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About the author

José Lins do Rego

33 books53 followers
José Lins do Rego Cavalcanti (July 3, 1901 in Pilar Paraíba - September 12, 1957 in Rio de Janeiro) was a Brazilian novelist most known for his semi-autobiographical "sugarcane cycle." These novels were the basis of films that had distribution in the English speaking world.

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1 star
1 (1%)
Displaying 1 - 7 of 7 reviews
Profile Image for Newton Nitro.
Author 6 books110 followers
February 14, 2016
A segunda parte da maravilhosa duologia do cangaço, escrita pelo mestre José Lins do Rego.

SINOPSE
A história se desenrola em torno do amor proibido de Bentinho e Alice. Ele, irmão do mais cruel e temido cangaceiro da região. Ela, filha de um homem que odeia o cangaço. Nessa trama, o sertão é muito mais que cenário. A luta pela sobrevivência de homens e mulheres que ali vivem, a brutalidade do cangaço e os motivos que empurraram aqueles homens para esse caminho formam a essência desse romance.

RESENHA
"Cangaceiros" é a continuação do romance "Pedra Bonita", e juntos, compõe uma das mais interessantes e épicas sagas da literatura brasileira. Assim, de cara, se você curtiu "O Tempo e o Vento" do Érico Veríssimo e "Memorial de Maria Moura", da Rachel de Queiroz, a leitura de "Pedra Bonita" e "Cangaceiros" é obrigatória.

A prosa de José Lins do Rego é um primor, frases curtas e naturais, um ritmo poético e fluido. Fiquei impressionado que "Cangaceiros", escrito 15 anos depois de "Pedra Bonita", segue o mesmo estilo.

Para realmente apreciar essas duas obras, elas devem ser lidas em conjunto. Juntas, os arcos de personagens ficam mais proeminentes, mais fortes. Essa é uma das características mais marcantes da obra de José Lins do Rego; seus personagens mudam muito, passam por transformações dramáticas e realistas. Outro grande elemento, que é até mais explorado em "Cangaceiros", é a tragédia da loucura, da insanidade, de como almas podem se ver presas nos labirintos de dor que a mente é capaz de criar.

A brutalidade do cangaço e da reação governamental é bem descrita, até com passagens bem gráficas. Não é uma saga leve ou romântica, é bem brutal e selvagem, mas que tem seus momentos de beleza e sentimento.

Recomendo para quem curte literatura regionalista, literatura de alta qualidade (ou de qualidade universal) e para quem quiser conhecer um dos maiores mestres da literatura brasileira. José Lins do Rego é essencial!
8 reviews
May 15, 2024
Quem é o protagonista do romance: Bento e Alice? Aparicio? A mãe pega na loucura e culpa por conta dos filhos que se perderam? Coronel Custódio que viu o filho chegar cravado de bala e faca?
Nenhum desses.
O protagonista é o sertão e suas agruras.
Uma terra sem lei, dominada por cangaceiros (justiceiros e bandidos), pelas volantes e coronéis, igualmente bandidos e causas do sofrimento dos comuns, que vivem a reboque daqueles que têm poder e armas.

Um romance profundo e belo, que explora facetas humanas onde a humanidade muitas vezes não se enxerga.
61 reviews7 followers
July 29, 2016
(Antes de tudo, um aviso: Há um tempo decidi parar de dar atenção ao machismo, racismo, lgbtfobia e etc em livros escritos há muito tempo.)
Falar desse livro vai ser meio difícil porque ainda não sei bem o que realmente achei dele. Vou começar pelos pontos positivos.
Uma coisa que me agradou foi que apesar de ser um clássico, não é um livro cansativo. A escrita do José não é uma maravilha, mas me ajudou a terminar o livro.
Agora vamos aos pontos negativos.
O nome Aparício é citado tantas vezes que socorro. Se não contar com o primeiro capitulo, ele só vem aparecer de verdade no livro lá pra depois da metade, mas eu já o detestava desde a primeira vez que falaram nele.
O romance ~proibido~ entre Bento e Alice. Não gostei desse romance proibido porque ele não é realmente proibido, tem duas partes que eles não podem ficar juntos mesmo, mas é tão pouco comparado ao tempo que o romance é apoiado por todo mundo que nem sei.
As repetições. Sério. Posso jurar "Enterrei meu filho e minha mulher" é uma das frases mais faladas do livro inteiro. Tem alguns personagens que tem realmente motivos pra repetir tudo, mas a maioria repete por motivo nenhum.
Os diálogos. Não sei se estou avaliando errado por conta da época em que o livro se passa, mas gente do céu. Você não chega pra alguém que você nunca viu na vida e começa a contar coisas tipo "aconteceu isso com fulano" ou "sicrano me contratou pra trabalhar lá na terra do nunca porque sou muito competente. Sou homem trabalhador mesmo."
Domício. Que cara mais babaca. Ele é a pessoa mais manipulável que eu já li, tipo ever.
Aparício. Odeio. Odeio. Odeio. Odeio.
A maneira como o livro trata estupro. Muitas (MUITAS) pessoas são estuprada ao longo do livro e toda vez que isso acontece a sensação que dá é que é uma coisa de boas, quando todos sabemos que NÃO É.
Falta de conversação sobre coisas que precisam ser discutas. Se eu me apaixono por alguém, eu quero no mínimo saber se a pessoa gosta de mim também.
Amor à primeira vista. Como é que a pessoa é o amor da sua vida se você nem falou com ela?
E pra fechar com chave de ouro, os personagens com peninha de si mesmo. *olhos revirando* O nome do livro é Cangaceiros mas se fosse Vamos Ver Quem Tá Sofrendo Mais não mudaria nada. Pelo menos 80% dos personagens do livro ficam se lamentando dos seus filhos mortos, filhos cangaceiros, filhas violentadas, vidas ruins, casas horríveis e mais 19292 coisas. E pra mim, não dá.
Enfim, acho que ficou meio claro que não fiquei muito feliz ao terminar esse livro.
Profile Image for Gláucia Renata.
1,310 reviews40 followers
September 19, 2014
Romance da mais alta qualidade, parece uma espécie de desdobramento de Pedra Bonita, outro romance do autor que traz o cangaço como tema. Último romance de Zélins, mostra a rudeza do homem do sertão que tem a alma lapidada pelo ambiente inóspito onde tem que sobreviver.
Profile Image for Evandro.
88 reviews23 followers
February 26, 2014
Melhor livro do autor que já li. Mostra bem o inferno criado na vida das pessoas pelo crime, de um lado, e pelo Estado, de outro.
Displaying 1 - 7 of 7 reviews

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