Quando comecei a leitura, fiquei receosa de que fosse apenas uma cópia genérica de Harry Potter. No início da história, havia muitas semelhanças, ainda que com pequenas diferenças. Em vez do primo gordo e seus amigos que faziam bullying e perseguiam o protagonista, temos um menino do mesmo bairro e sua turma — sendo ele também gordo — que infernizavam o protagonista. Outro exemplo é que Marvin morava com sua madrinha, pois não tem mais seus pais.
Até esse ponto, acredito que muitas pessoas poderiam abandonar o livro, mas segui em frente e me surpreendi. É, sim, uma história de descoberta mágica, mas as semelhanças com Harry Potter vão diminuindo do meio para o final. Você acaba embarcando junto com Marvin na busca pelos segredos mágicos desse mundo, onde os elementos da natureza (Água, Terra, Fogo e Ar) se tornam essências para a realização da magia.
Gostei muito da ideia do círculo mágico de duelos e dos diferentes tipos de varinha e suas funções. Vale acrescentar que se você gosta de objetos mágicos mistérios nessa história tem de monte. Boris, o gato, com toda certeza, é meu personagem favorito. Os Djins são uma adição curiosa, e espero que ganhem mais destaque no segundo livro — assim como os Vigilantes.
Gostaria que o autor tivesse explorado mais o mundo em si. Alguns pontos ficaram subentendidos, como os chamados Adormecidos e também a retirada das varinhas mágicas das pessoas. Tenho a sensação de que o mundo em que Marvin vive está em decadência, já que tudo é escondido — e isso seria um aspecto interessante de aprofundar. A magia está realmente em declínio? O mundo mágico vive sob opressão? Ou haveria algo mais por trás disso?
Ansiosa para continuar acompanhando as aventuras de Marvin Grinn e seu gato Boris.
Observação: Livro ótimo para crianças a partir de 7 anos.