Passar pelo suplício não é fácil. Mais difícil é, depois de dias sendo torturado e ainda no cárcere, se propor a analisar os sentidos de uma prática tão desumanizadora e ainda legar ao partido e aos camaradas meios de resistir a ela. É o tipo de livro que só uma pessoa com um caráter elevado e um grau absurdo de comprometimento com a causa que defende pode escrever. Em tempos onde a extrema direita avança em nosso país e lança mão do coitadismo para tentar conquistar corações e mentes, Travessia é um relato que demonstra a grandeza de quem sabe que está do lado certo da história. Venceremos!