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Os sinos da agonia

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Passion and treachery set in eighteenth century Brazil - a powerful reworking of the story of Phaedra and Hippolytus, and an allegory of the situation in modern Brazil under an authoritarian military government. Tells the story of Malvina, the beautiful, conniving wife of an elderly Brazilian, and Januario, a hot-blooded half-breed. As part of a ruse to win the love of her husband's son, who has whetted her sexual appetite, Malvina encourages the advances of Januario, hoping to persuade him to kill her husband. The author skillfully evokes the murky blend of Inquisitorial Catholicism and the superstitions of a volatile society of whites, Indians and blacks masters and slaves."" - Publishers Weekly. ""Dourado's brilliantly controlled style has the mesmerising effect of well-played drama...a splendid version."" - TLS.

220 pages, Unknown Binding

First published January 1, 1974

2 people are currently reading
67 people want to read

About the author

Autran Dourado

34 books15 followers
Waldomiro Freitas Autran Dourado (1926 – September 30, 2012) was a Brazilian novelist.

Dourado was born in Patos de Minas, state of Minas Gerais. Going against current trends in Brazilian literature, Dourado's works display much concern with literary form, with many obscure words and expressions. Minas Gerais is the setting for most of Dourado's books, resembling the early to mid-20th century regionalist trend in Brazilian literature. Most literary critics consider Dourado's work to have similarities to Baroque literature.

In 1981, Dourado won the prestigious Goethe Prize.

In 2000, Dourado won the Camões Prize, the most important literary prize in the Portuguese sprachraum.

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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for Harvey Hênio.
638 reviews2 followers
June 20, 2025
Waldomiro Freitas Autran Dourado (1926/2012), mineiro de Patos de Minas, bacharelou-se em Direito mas seguiu de forma marcante a sua grande vocação: a literatura. Sua vasta obra que trafegou com desenvoltura pelos contos, pelas crônicas, pelos romances e pelas novelas foi reconhecida pela crítica especializada que lhe concedeu com justiça os prestigiados prêmios “Jabuti” em 1982 na categoria “Contos, crônicas e novelas”, “Camões” em 2000 pelo conjunto de sua obra e “Machado de Assis” em 2008. Seu romance “A ópera dos mortos”, publicado em 1967, foi escolhido pela UNESCO para integrar a “Coleção de Obras Significativas da Literatura Universal”. Sem dúvida alguma ele é um escritor que precisa ser mais conhecido pelas novas gerações de leitores.
“Os sinos da agonia”, romance publicado por Autran Dourado em 1974 e ganhador do prêmio “Paula Brito” é uma das obras mais significativas oriundas da lavra do escritor mineiro. No romance, ambientado na segunda metade do século XVIII, em Vila Rica, capital da então província das Minas Gerais, num momento histórico marcado pela insatisfação dos “nativos” a cada dia mais insurgentes diante da aparentemente inesgotável gula fiscal dos lusitanos, Malvina, uma jovem proveniente de uma família arruinada aceita casar-se com um abastado fazendeiro – João Diogo - na esperança de livrar a família da penúria e garantir o seu futuro.
Inicialmente o arranjo funciona satisfatoriamente para todos os envolvidos mas o destino, sempre imprevisível, pregou uma bela peça em Malvina. Gaspar, o filho de João Diogo, retorna à casa paterna depois de longa ausência e a paixão e o ardor sexual, amortecidos com a relação morna que ela tinha com João Diogo, três décadas mais velho que ela, despertam novamente em Malvina e a sua vida se transforma em um grande tormento causado pelo silêncio de Gaspar que, intimidado pelo respeito ao pai e pelas convenções sociais, engole a paixão por Malvina e também mergulha na agonia e no sofrimento.
Autran Dourado em “Os sinos da agonia” recriou o mito grego de Fedra e Hipólito, em que a protagonista, à exemplo de Malvina, se apaixona perdidamente pelo próprio enteado. O livro, numa tirada genial de seu autor, tem uma narração multifacetada em que as vozes de Malvina, João Diogo, Gaspar, Januário, “mameluco” que vivia na região que Malvina seduz e manipula e Isidoro, escravizado que serve e segue Januário, sobrepõe-se e intercalam-se numa espiral de sofrimentos e frustrações que nos choca e ao mesmo tempo nos comove.
Socorro Acioli, jornalista, escritora, professora da UNIFOR e doutora em Estudos de Literatura pela UFF, nascida no Ceará em 1975, no prefácio intitulado “O romancista carpinteiro” publicado na reedição de 2022 teceu o seguinte raciocínio acerca de “Os sinos da agonia”:

“Na metáfora do romance como matéria de carpintaria, aqui temos arestas bem serradas, madeira de lei, sem farpas, pregos bem ajustados e encaixe perfeito de ripas. É possível ver a literatura como madeira, casa, labirinto, como obra dos sinos, como tudo que amplia e enriquece o olhar para as grandes questões da vida. As tragédias são as mesmas dos tempos de Sêneca. Estamos constantemente presos nas mesmas armadilhas, pois somos humanos, desde sempre. A literatura, no fim das contas, é a força que atravessa o tempo, um pouco do que nos é permitido saber sobre a aventura do ser humano e carregarmos, no peito, um coração quase indomável.”

“Os sinos da agonia” definitivamente não é entretenimento. A agonia dos personagens também nos agonia e a narração, em “ritmo de tragédia grega” amiúde nos oprime diante de tanto sofrimento mas a qualidade da escrita nos encanta e faz a leitura ser, ao fim e ao cabo, uma experiência gratificante.

Profile Image for Klissia.
854 reviews12 followers
August 22, 2021
Lendo os livros fora de ordem e sinto que a cada leitura e obra , sou cada vez mais arrastada pro passado distante, das Minas Gerais,o tempo passa e o coração humano continua o mesmo.Aqui ele utiliza a figura do Tiresias sobre fios do destino, de futuro e passado,que por um instante se encontram mas é sempre tarde e a felicidade dura uns instantes.
As desgraças e os infortúnios, escondidos em casarões, nas ruelas de vilas arruinados,mulheres infelizes, homens em desgraça...E Autran Dourado consegue deixar o leitor em transe, na sua narrativa mansa,delicada e poética.

Talvez minha grande surpresa e felicidade literária este ano foi ter conhecido as obras de Autran Dourado, e colocá-lo no meu pequeno rol de escritores diletos.
Profile Image for Yuri Ferreira.
66 reviews
September 20, 2023
Do não-tempo entre-espaço
sobra apenas o som no ar
mal utilizado até.
De quem não lembra o traço
e acha que sabe explicar
como a memória é.
Profile Image for Murilo.
33 reviews9 followers
May 26, 2025
"Ela morrendo, enquanto ele vivia. Morrendo, desde que o conheceu."
Displaying 1 - 4 of 4 reviews

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