Luana tem, como todo adolescente, seus segredos e seus amores. Seu diário secretíssimo - que não deve ser lido por garotos - é cobiçado por aqueles que procuram entender todas as "luas" de Luana, que a tornam tão mutante, misturando realidade e fantasia. Esta é uma história que começa em lua crescente e termina em lua nova.
Sylvia Orthof Gostkorzewicz nasceu no Rio de Janeiro, em 1932, de pais austríacos. Ainda jovem, ingressou no Teatro do Estudante, frequentando mais tarde a Escola de Arte Dramática de Paris. Escreveu peças para teatro de bonecos e depois para teatro infantil, onde seus trabalhos ganharam concursos e prêmios. Começou a criar histórias para a revista Recreio e não parou mais. Escritora consagrada pela sua irreverência poética inesquecível, publicou mais de cem livros para crianças e jovens e teve mais de dez títulos premiados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. O texto único — rico na linguagem, no enredo, na construção dos personagens e nas referências a um repertório vastíssimo —, as ilustrações, as várias narrativas possíveis, a concepção do livro e a interatividade da obra infantil de Sylvia Orthof despertam o universo lúdico, imaginário e literário de crianças e adultos. Seus personagens são especialmente ricos, mas a Fada Fofa é com certeza uma de suas melhores criações. Sylvia morreu em 1997, e seu nome figura entre os principais da literatura infantil brasileira.
com lindos desenhos e uma maravilhosa hibridização de realidade e fantasia, a narrativa é contada através do diário de uma adolescente, e seu crescimento físico e emocional é comparado as fases da lua, vide o seu nome e as mudanças constantes que todos os adolescentes precisam enfrentar, principalmente as meninas.
com bom humor, a autora mostra a beleza por trás dos sentimentos, e elucida como alguns assuntos que parecem banais para nós adultos, podem significar tudo para uma criança pois esse é o mundo que ela conhece.
é interessante a evolução da personagem na compreensão da complexidade das pessoas e das relações e o amadurecimento na visão sobre si mesma.
“luana adolescente lua crescente”, assim como “o pequeno príncipe” e outros livros classificados como infantis, apesar de serem direcionados para crianças, na minha opinião, suas leituras acabam sendo mais claras e emocionantes quando a fazemos durante a idade adulta.
Um livro que chegou às minhas mãos de forma aleatória e que prova, mil vezes, o valor da literatura infanto-juvenil. Engraçado, leve e que retrata a inconstância da adolescência e ao mesmo tempo sua ingenuidade. Amei muito.