Um novo Portugal onde, depois de uma guerra civil sangrenta que vitimou milhares de portugueses, nasce uma monarquia moderna. Um país de prosperidade e crescimento, onde não há atrasos nas consultas médicas, onde a Justiça funciona, uma nação com uma nova e fascinante capital chamada Lusitânia, situada entre a Beira Baixa e o Ribatejo. É este o país de Benjamim, o último navegador. Benjamim é um homem amargurado e sem esperança. Sofreu toda a vida pelo amor de Mariana, assistiu impotente ao suicídio do seu irmão e foi acusado de um crime que não cometeu. É em Rosa, uma jovem psiquiatra, que procura um porto de abrigo para contar a sua terrível história. Rosa, a viver uma crise conjugal, vê o seu mundo virado do avesso. Este homem provoca-lhe sentimentos estranhos, fá-la duvidar da sua ciência e da razão. Leva-a a conhecer novos mundos.
Virgílio Castelo é actor, autor e encenador, tendo sido produtor e consultor de ficção em estações de televisão e produtoras de conteúdos. Fez a sua formação na Escola Superior de Arte Dramática da Universidade de Estrasburgo, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, e estreou-se profissionalmente no primeiro espectáculo realizado em liberdade no nosso país, a 23 de Junho de 1974, num texto de revista intitulado Pides na Grelha. Em 2008, publicou O Último Navegador com a chancela de A Esfera dos Livros.
Superb novel written in Portuguese about about the relationship between a doctor and her mysterious patient. This book pulls you in as the mental stability of the patient is always at question as we do not know if he comes as claimed from Portugal's future capital of Lusitania or if he simply delusional and insane. The ending was amazing! Sorry but no spoilers! Melhor que pensava.
Não senti empatia por nenhuma das personagens. Lídia e Diogo são altamente arrogantes, Nina apesar de supostamente ser uma pessoa adulta com estudos comporta-se como uma adolescente tonta, que se junta a Fernando e Rosa, de quem não sabemos quase nada mas o que sabemos é que são enfadonhos. Os diálogos parecem sempre exagerados e a roçar o absurdo, estilo telenovela em que as discussões nascem do nada, são alimentadas por vocabulário descontextualizado e terminam da mesma forma que iniciaram: sem sentido. Os episódios sobre Lusitânia são demasiado extensos e aborrecidos, talvez façam sentido para quem aprecie romances políticos. O fim não da respostas.
Um livro que me surpreendeu bastante! A história está curiosa, a descrição de Portugal de um futuro distante, e o quão bonito era que se tornasse assim, apaixona, e tem um final arrebatador. Fiquei bastante surpreendido com a prosa e imaginação do autor, tendo em conta que foi o único livro que escreveu e que o conhecemos melhor de outros meios. Sem dúvido que aconselho!